# Minientrevistas (2005/2014)

[Relembrando as minientrevistas – comecei em 2005, e já se passaram 10 anos!]

Obrigado a todos que já participaram. Arigatô e Abraços Dobrados!

minisfotos2014

48. 01/09/2014 Marília Kubota

47. 01/08/2014 Paulo Stocker

46. 29/06/2014 Cristina Porto

45. 01/06/2014 Livia Garcia-Roza

44. 01/05/2104 Cláudio Brites

43. 31/04/2104 Maurício Negro

42. 14/03/2104 Rogério Pereira

41. 15/02/2104 Sebastião Nunes

40. 15/01/2104 Rodrigo de Faria e Silva


Minientrevistas de 2013

39. 01/12/2013 Nair de Medeiros Barbosa

38. 19/11/2013  Enrico Giglio de Oliveira

enricomusica

Minientrevistas de 2012

minis faltaram

37. 01/03/2102  Lúcia Brandão e 2

36. 14/03/2102 Orlando Pedroso

35. 31/03/2102 Constança Lucas

34. 13/04/2102 Jane Sprenger Bodnar

33. 01/05/2102 Teresa Senda Galindo, Douglas Galindo e Raquel Senda Galindo

 32. 01/05/2102 Rogério Gastaldo

32. 01/06/2102 Adilson Miguel

30. 15/06/2012  Cristiane Rogério

29. 02/07/2012 Aluízio Gibson  

28. 16/07/2012  Oscar D’Ambrósio 

27A. 10.07/2012 Silvana Guimarães

27. 01/08/2012 Aloísio Castro  

26. 15/08/2012  Antonio Cestaro  

25. 31/08/2012  Cathia Abreu e Bianca Encarnação   

24. 14/09/2012  Jiro Takahashi

23. 01/10/2012  Miriam Gabai 

22. 30/10/2012  Joba Tridente

minisfotos2012

silnew2

Minientrevistas de 2011

21. 28/04/2011  Sonia Barros

20. 11/05/2011  Daniela Neves

19. 17/06/2011 Adriano Messias

18. 09/07/2011  Luis Dill

 17. 17/08/2011 Lúcia Hiratsuka

16. 22/09/2011 Peter O’Sagae

15. 04/10/2011 Telma Guimarães

14. 01/11/2011  Irene Tanabe

13. 01/12/2011  Marilia Pirillo

minisfotos2011

Minientrevistas de 2010

12. 06/05/2010 – Eloésio Paulo

11. 02/06/2010 – Tânia Martinelli

10. 11/07/2010 – Leo Cunha

09. 02/08/2010 – Elvira Vigna

08. 30/08/2010 – Tino Freitas

07. 01/10/2010 – Andréa Del Fuego

06. 01/11/2010 – Graça Lima

minisfotos2010Aqui estão as minientrevistas mais antigas, bem sucintas. Hoje elas estão um pouco mais extensas.

Minientrevistas antigas no Achados e Perdidos 1 e no Cronopinhos.
Vale a pena ver de novo!

Cronopinhos05. 04/10/2005 – Índigo (Cronopinhos)

04. 05/03/2006 – Marcelino Freire (Cronopinhos)

03. 31/03/2007 – Luiz Roberto Guedes (Cronopinhos)

02. 07/05/2007 – Silvana Tavano  (Cronopinhos)

01. 21/08/2008 – Marcelo Maluf Cronopinhos

24/09/2006 – João Anzanello Carrascoza e Maria José Silveira (Cronopinhos)

• Entrevista feita pela Érica. Y. de Oliveira!

25/12/2006 – E uma retrospectiva-mirim no Cronopinhos

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Mini-entrevista com a Marilia Pirillo!

[ Marilia Pirillo, direto do Rio de Janeiro: cidade das mil e uma maravilhas!]

A última mini-entrevista de 2011 é com a escritora e ilustradora Marilia Pirillo, direto do Rio de Janeiro. Eu não a conheço pessoalmente, apenas pela internet e por suas lindas ilustrações. Ela também participou da antologia Era uma vez para sempre , da Editora Terracota.

O que levou você a se dedicar aos livros infantojuvenis?

MP: Tenho lembrança de quando muito pequena ficar encantada com as ilustrações dos poucos livros que chegavam às minhas mãos. Ficava observando por longos períodos os detalhes, as cores, a luz. Ficava tentando descobrir com que material mágico e misterioso alguém podia desenhar daquela maneira. Pensava que, com certeza, não era com as mesmas canetinhas e lápis de cor que eu tinha no meu estojo. Fui crescendo, descobrindo novos materiais e livros. Li muito, comecei a escrever e, aos poucos, percebi que contar histórias era o que me motivava, através de imagens ou/e de palavras. O desejo de despertar esse mesmo  encantamento nos leitores é o que me move. A minha escolha pelos livros infantojuvenis se deve a minha crença de que eles podem ser pequenos portais mágicos para crianças e jovens se encantarem.

Em sua infância, quais os autores e artistas plásticos de que você mais gostava e quais os que mais a inspiraram?

MP: Tive poucos livros em casa, cresci assistindo a tevê, desenhos animados e muito Sítio do Pica Pau Amarelo. Tinha também a minha vitrolinha, onde ouvia repetidas e incansáveis vezes, até saber de cor, minha “Coleção Disquinho” com adaptações dos clássicos, músicas compostas e adaptadas por João de Barro e orquestradas por Radamés Gnattali. Na escola lembro de ler Mário Quintana (que eu amo!), Érico Veríssimo e Sérgio Caparelli, entre outros autores gaúchos. Enfim minha inspiração foi e ainda é multimídia.

Qual a sua opinião, como escritora e ilustradora, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?

MP: Outro dia assisti a uma reportagem sobre o stress que o bombardeio de informação vem trazendo para as pessoas. Na frente do computador nos afogamos em informação ao navegar pela rede. Um estudioso do assunto afirma que uma pessoa precisaria de seis anos para ler tudo que é publicado na internet em apenas um dia!  Na literatura infantil e juvenil o panorama não é muito diferente, a quantidade de livros publicados por ano é imensa! Vejo livros com recursos gráficos impensáveis há alguns anos, vejo novos escritores e ilustradores podendo publicar, inclusive de maneira independente, com muito mais facilidade. Vejo um mar de livros saindo das gráficas mensalmente. Acompanhar os lançamentos e ler essa quantidade de novos títulos se tornou impossível até mesmo para quem trabalha com LIJ. Assim, infelizmente, muitos bons livros passam despercebidos, pulverizados no meio de tantos outros. São livros excelentes que muitas vezes não passam da primeira edição, mal vendem 2.000 ou 3.000 exemplares. Vejo pais, professores e leitores perdidos nesse turbilhão, sem muitos parâmetros para escolher livros. Muitas vezes, seduzidos pela mídia, por temáticas ou por imagens, acabam adquirindo livros de pouca ou nenhuma qualidade literária. É a predominância da quantidade acima da qualidade. Será que essa enxurrada de livros forma leitores? Será que a literatura se tornou gênero de consumo rápido como o fast food? Será que nessa maré os livros de papel desaparecerão? Tenho mais perguntas do que respostas…

Você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas consideram a literatura adulta superior?

MP: Acho que as pessoas consideram a literatura adulta mais elaborada e se enganam ao pensar que escrever para crianças é mais fácil do que escrever para adultos. No meu entender escrever para adultos e para crianças é algo bastante diferente, mas igualmente difícil se você deseja fazer literatura de qualidade.

Para você, que também é autora, as pessoas andam lendo e escrevendo mais e melhor, nestes tempos de internet?

MP: Cerca de apenas 35% da população na América Latina tem acesso à internet, enquanto na América do Norte ela é usada por 75% da população, na África apenas 10% da população tem acesso às redes, ou seja, não estamos falando de algo consolidado, mas de algo ainda em processo. Eu tenho a impressão de que as pessoas que tem acesso à internet, talvez estejam lendo e escrevendo mais, mas não acredito que estejam lendo e escrevendo melhor. Acho que a escrita e a leitura na internet exigem rapidez, mas pouca profundidade.

Sobre a autora:

Nasci, cresci, estudei, casei e tive duas filhas em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Há cerca de oito anos mudei para o Rio de Janeiro, onde vivo atualmente. Me formei em Publicidade e Propaganda e durante cinco anos tive um estúdio, chamado Laboratório de Desenhos, onde trabalhei criando ilustrações para diversos materiais publicitários, informativos, educacionais e editoriais. Hoje me dedico exclusivamente à ilustração e a escrita de livros para crianças e jovens. Já ilustrei mais de trinta livros infantis e tenho cinco livros publicados com minhas histórias: Baratinada, minha estréia na literatura juvenil, O Menino do Capuz Vermelho, Bonifácio, o porquinho, Bagunça e Arrumação e o recém lançado Um fio de amizade. Para saber mais visite meu blog Garatujas e Divagações.

Mantém o blogue Garatujas e Divagações: http://www.mariliapirillo.com

Aproveito para agradecer a todos os escritores, ilustradores, contadores de histórias, editores e profissionais da área de literatura infantojuvenil que gentilmente participaram das mini-entrevistas. Comecei no Cronopinhos em 2005, quando publiquei o meu primeiro livro em coautoria com o Luiz Bras, Bia olhos azuis, Editora Alaúde. Depois dei uma desacelerada, mas neste ano retomei as entrevistas com mais fôlego, rs. Meus agradecimentos, e desejo de coração: um ótimo Natal para todos, e um 2012 com muitos livros e mini-entrevistas para humanos e mini-humanos, rs! Arigatô, kanpai e gambarê!

Lançamento 2013!  Homenagem ao poeta Manoel de Barros.

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Outros livros:

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• 60 Contos Diminutos – Editora Gaivota, 2012
• Um fio de amizade – Editora LaFonte, 2011
• O Menino do Capuz Vermelho – Editora Prumo, 2010
• Bagunça e Arrumação – Editora Prumo, 2009
• Bonifácio, o porquinho – Editora WMF Martins Fontes, 2009
• Baratinada – Editora Biruta, 2008
• Alguns segredos e outras histórias – coletânea de contos para jovens – Editora Larousse, 2008
• Quando tudo acontece de repente – coletânea de contos para jovens – coleção Entretempos – Editora Larousse, 2008

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Minientrevista com o arte-educador Joba Tridente.

[ Minientrevista com o artista, poeta e arte-educador Joba Tridente, direto de Curitiba ]

Quem não se lembra e não tem saudades do famoso Nicolau? O nome do jornal, Nicolau, homenageava as várias correntes imigratórias que contribuíram significativamente para a formação da cultura paranaense (Um Periódico Cultural Em Busca De Poesia -

 Maria Lúcia Vieira, mestre em Literatura Brasileira / Professora da UTP). Essa publicação cultural atingiu uma tiragem bastante elevada, cerca de 150 mil exemplares mensais. Sob o patrocínio do Governodo do Estado do Paraná, com o aval do então secretário de cultura, René Dotti, a ideia da criação do  periódico foi do jornalista Aramis Millarch, na década de 90.

Eu tenho saudades do Nicolau. Fiz algumas ilustrações para essa multifacetada e saudosa publicação. Nos anos 90 eu ainda trabalhava com papel, pena e nanquim. Conheci o Joba Tridente naquela época, ele era o editor gráfico do jornal. Bons tempos! Mas, enfim, agora temos o Rascunho, com o qual também contribuo com ilustrações digitais, novas mídias e novos materiais de desenho.

Foto: Teodoro Adorno

Neste começo do século 21, Joba e eu entramos em contato novamente, e aqui estou, divulgando um pouco do seu maravilhoso trabalho pedagógico (confira no Achados & Perdidos um post antigo, sobre uma oficina que ele ministrou em Sampa), sobre o qual ele diz: “Eu ensino, na realidade, as pessoas a redirecionarem o olhar”. Legal, não?

Um dia irei a Curitiba fazer uma de suas oficinas, e também encontrar a Jane (minientrevista) e a Marília, nossas amigas do Paraná.

Ah, o Joba já veio a Sampa duas vezes. Na primeira eu ainda morava num apertamento de dois dormitórios, na rua da Consolação, com o Nelson. A nossa Érica era uma bebê ainda, tinha acabado de nascer (1994), rs.

Em 2012, o Joba e eu participamos do Mail Art – The Books / Arte Postal – Os livros, na Galeria Gravura Brasileira. Essa exposição foi organizada pela artista plástica Constança Lucas (confira aqui a minientrevista que fiz com a artista).

Valeu, Joba, por ter apoiado e publicado as minhas primeiras ilustrações. Arigatô! Agora saibam mais sobre o companheiro de letrinhas e artes na mini-entrevista baixo:

Foi através do Rogério Dias, artista plástico, que você conheceu o Wilson Bueno, editor do Jornal Nicolau (1987-1995). Ele o convidou para fazer o projeto gráfico do jornal, pois você também é um artista gráfico, correto? Você ficou cinco anos como editor gráfico (1990-1995) dessa publicação, sendo assim, você poderia nos contar um pouco sobre essa experiência?

JT: Quando sai de Brasília, em 1990, não pensava em morar no Paraná. A minha ideia era sumir no Pantanal. A referência que tinha de Curitiba era a belíssima revista Gráfica, do Miran, e o provocativo jornal Nicolau, que conheci quando trabalhava no CNDA – Conselho Nacional de Direito Autoral, em Brasília. Estava apenas de passagem por Curitiba e, ao visitar a redação do Nicolau, o Wilson Bueno me convidou para fazer ao menos uma edição do Nicolau, já que o seu artista gráfico estava se desligando do projeto. Fiquei por cinco anos.

Quem via e elogiava o Nicolau pronto, nem imaginava as dificuldades de verba (salário) e a carência de material gráfico. Era um trabalho totalmente artesanal: diagramação, past-up sobre diagrama, fotocomposição, fotolito, catálogos letraset e mecanorma, faquinha (estilete) para fazer emendas (texto revisado) etc… Na verdade eu fazia toda a diagramação “no escuro”. O pessoal da fotocomposição (da Imprensa Oficial) não tinha como compor textos com as especificações técnicas. Assim, eu lia as matérias, imaginava o espaço (com título e ilustração), calculava o corpo, linhas etc…, e mandava ver. Quando chegava o rolo de texto fotocopiado é que via se tinha dado certo. Com o tempo acabei padronizando (sempre que possível) para facilitar para os dois lados!

Sempre usei o meu próprio material: caneta nanquim, catálogos de fontes. Acredito que, até meados da década de 1990, foi a melhor época para a formação prática de um programador visual em qualquer veículo de comunicação. Pensava-se para fora. Hoje, com o computador e seus programas prontos (tapa buraco) “pensa-se” para dentro. O artista gráfico, de ontem, continua artista gráfico, um comunicador visual. O que veio depois virou designer, uma categoria (?) profissional que agrega de tudo: desenhista industrial, ilustrador, cabeleireiro, maquiador, manicure, decorador, educador físico etc.

De volta ao Nicolau, a gente precisava de toda criatividade para compor títulos, logos, contando apenas com uma máquina Xerox. É como se diz, a necessidade é a mãe (e pai) da inventividade! Era divertido reinventar o título do Nicolau a cada edição: cortava, rasgava, queimava etc. Fui eu quem instituiu a boneca do jornal. Até então o Bueno e equipe só via o jornal no diagrama e pronto. Com a boneca era possível saber como ficaria o jornal e mudar alguma coisa antes de ir para a Imprensa Oficial (que o imprimia no sufoco), onde eu madrugava.

Quando Wilson Bueno esteve visitando a Columbia University, em Nova York, para fazer palestra sobre o Nicolau, que passou a integrar o projeto cultural daquela instituição norte-americana, um professor de artes gráficas lhe perguntou qual programa (software) eu usava para criar efeitos e fontes. Ele sequer imaginava que por aqui se vivia no pré-pc. Enfim, cinco anos de Nicolau e de puro trabalho artesanal.

Depois que a equipe do NICOLAU (Wilson Bueno, Fernando Karl, Ângelo Zorek, Joba Tridente) se desfez, você seguiu outro caminho, virando Oficineiro Cultural, há 17 anos. O título de seu blog é Lixo que vira arte, pois você só utiliza materiais recicláveis, principalmente embalagens de pizza, de ovo e caixinhas de fósforo. Em suas criações você acaba inserindo as palavras impressas nessas embalagens. Como surgiu a ideia, e qual é a principal proposta dessas oficinas?

JT: Quando acabaram com o Nicolau, a convite da Fundação Cultural de Curitiba criei a Oficina Assim Nasce um Jornal (1995), que ensinava todo o processo da criação de um veículo de comunicação. Na sequência, criei, a convite do Sesc, a Oficina Hai-Kai Sem Compromisso, trabalhando com crianças.

Uma oficina (gráfica e ou literária) foi puxando outras e na diversificação, participei do Projeto Comboio Cultural (2001/2002) com InterAtividade (uma miscelânea de três Oficinas: Poética Postal, Arte Postal, Poesia Aleatória – Reciclando a Palavra) que durante um ano rodou todo o Estado do Paraná e se apresentou em São Paulo (Ibirapuera) e Rio de Janeiro (Aterro do Flamengo). Em Poética Postal trabalho a poesia visual; em Arte Postal trabalho a colagem e a interferência; na Poesia Aleatória trabalho a reutilização da palavra deitada fora em publicações.

No Comboio Cultural (que acontecia em praças públicas) já trabalhava com a reciclagem de papel (atividade e apresentação) e logo após o projeto comecei a criar bonecos articulados (para Contar Histórias) utilizando, primeiramente, embalagens de papel e depois plásticas. Gosto mesmo é do papel. Ultimamente reutilizo embalagens de pizza no Projeto 1001 Reutilizações de Embalagem de Pizza e ingresso plástico estampado no Projeto A Arte Anda.

Como digo na sinopse das oficinas: Hoje em dia fala-se muito de reciclagem, principalmente do reaproveitamento de diversas embalagens. No entanto, muita gente ainda não se deu conta da importância de Reduzir, Reutilizar e Reciclar as sobras do que consome. O lixo, para uns, não passa daquilo que está restando, sobrando em casa, e tem de ser deitado fora. O lixo, para outros, é aquilo que é deitado fora, mas que ainda pode ser reutilizado e reciclado. Ou seja, o material que a maioria joga fora pode ser lixo ou tornar-se arte. Depende de quem o joga e de quem descobre um uso para ele.

A ideia é tornar útil o que parece inútil (embalagens e sobras de papel, caixas de fósforos, prendedores de roupa, imãs de geladeira, tubos de papel-toalha e de papel higiênico, cd) em agradáveis e divertidos bonecos muito animados (que podem ser usados em sala de aula ou teatro, como ilustrações ou intérpretes de histórias) e ou, ainda em brinquedos brincáveis.

Ao aprender Reciclar Palavras o oficinando cria uma poesia casual, descontraída e até mesmo distraída, através de um dinâmico e divertido exercício que busca dar um novo sentido a palavras aleatórias em textos aleatórios. Um exercício que o fará pensar no significado da palavra que tem em mãos ao construir um verso e descobrir que algumas são poéticas e outras esperam a vez de se tornarem poéticas.

Você utiliza em suas contações de história as suas criações (bonecos, animais, máscaras, brinquedos e jogos) para encantar as crianças? Suas criações e histórias estão mais voltadas para o mundo do ?

JT: A minha Contação de Histórias é um espetáculo híbrido. Conforme a história utilizo objetos e ou bonecos animados.

Eu conto histórias que ouvi (e ouço) contar e que li (e leio) em livros e gibis (físicos e virtuais). Histórias das minhas memórias. Histórias que continuam as mesmas, como chegaram a mim, cheias de remendos. Gosto de histórias com remendos, estranhas, que foram se moldando ou se adaptando em centenas de bocas outras.

São histórias brasileiras e histórias universais, de autoria conhecida e ou desconhecida. Apresento um pouco da palavra de cada povo, traduzida em contos, lendas, fábulas, causos, folclore, para que ele possa encontrar, na linguagem de cada um, o mesmo encanto que encontrei quando a ouvi ou a li a primeira vez.

Você se considera um livre pensador, um contador de histórias e um artesão de palavras e imagens. Trabalhando com a palavra do olhar e com o olhar da palavra para falar de cinema, literatura, artes e cultura popular, correto? E sendo um artista da imagem e da palavra, você pretende narrar as suas experiências sobre esse olhar mágico e maravilho em um livro direcionado para as crianças?

JT: Logo após o Comboio Cultural comecei a escrever sobre a minha experiência no projeto e a de Oficineiro, acrescentando entrevistas e depoimentos de artistas de estrada. Tive problemas com o computador, não salvei, e perdi tudo. Anos depois retomei o projeto que chamei de Observações de um Oficineiro Cultural, que está cochilando. Às vezes relato passagens inesquecíveis das minhas vivências na estrada em matérias e ou conversas por aí. Tenho um poético roteiro de cinema pronto, sobre um garoto de periferia que aprende a fazer bonecos e a contar histórias (é bem lúdico!), e estou desenvolvendo outro sobre os fazedores itinerantes de arte (road movie!). Escrevi algumas histórias que podem interessar ao público infantojuvenil e penso em recursos gráficos alucinantes, caso venham a ser publicadas. No momento a minha vivência do olhar é partilhada em Oficinas, Contação de Histórias, onde explico como (e porque) foram criados bonecos e ou adaptados objetos e ou no blog Lixo Que Vira Arte.

Sei que você ama a poesia, principalmente os haicais, pela sua beleza e síntese. Você, em suas oficinas, também ensina às crianças o fazer poético? A brincadeira com as palavras?

JT: Sim! A minha primeira Oficina Literária, Hai-Kai Sem Compromisso, foi criada para trabalhar, primeiramente, com crianças. Assim como a Poesia Aleatória, que cheguei a orientar em um Lar de Crianças, em Londrina, e que contou com alguns participantes analfabetos. As oficinas literárias resultam em livros impressos e PDF. A de Londrina ganhou uma bela exposição com Poesia em Portas de Geladeira.

E para terminar esta mini, o que você diria para os pais e para as crianças sobre arte e literatura?

JT: O importante é aprender a olhar além e aquém da arte. Pois o ponto que se avista nem sempre é o que importa na sua leitura. Só se apreende a arte quando se brinca e não quando se briga com ela. Gosto não depende de convenção, mas de compreensão.

Confira uma entrevista muito interessante com o Joba Tridente para a rádio Uel de Londrina.

http://www.uel.br/uelfm/audios/13283-Joba_Tridente_04-05.mp3

Site: http://lixoquevirarte.blogspot.com.br/

No twiter: https://twitter.com/JobaTridente

No facebook: http://www.facebook.com/joba.tridente

Artesão da palavra: http://falasaoacaso.blogspot.com.br

Sobre cinemahttp://claqueouclaquete.blogspot.com.br/  e  http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?id=1227401

Joba Tridente: artista gráfico, artista plástico e escritor. Oficineiro cultural desde 1995. Bonequeiro e contador de histórias desde 2000. Trabalhou na Abril Cultural-SP, Ministério da Cultura-DF e SEEC-PR. Expôs em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Curitiba. Publicou prosa e verso pela Civilização Brasileira e Kátharsis.

Mini-entrevista com Aloísio Castro, direto do Metrô de São Paulo

[ Minientrevista com Aloísio de Castro, chefe do departamento de marketing corporativo do Metrô de São Paulo. ]

Fotos: divulgação

O Aloísio de Castro eu conheci através do Aluízio Gibson, ambos trabalham no metrô de São Paulo. Quando convidei o Aluízio ele já tinha mudado de cargo na empresa, e quem o substituiu foi o Aloísio. Dessa forma, depois que tomei conhecimento do seu primoroso trabalho de ilustração, resolvi convida-lo também para a mini-entrevista. Foi um prazer entrevistá-los, ambos trabalham constantemente na divulgação da cultura, junto à população. Parabéns e obrigada pela participação no Abraços. Valeu!

Aloísio, como foi a sua infância/adolescência, e como a leitura e outras expressões culturais passaram a fazer parte de sua vida?

Ilustrações: Aloísio de Castro

AC: Posso dizer que os gibis, histórias de aventuras, filmes de ficção e seus inúmeros personagens sempre estiveram presentes na minha infância e adolescência. E essa minha vontade de conhecer as coisas, de escrever e desenhar tudo, tem suas raízes familiares.

Meu pai, Dr. Aldemar, foi um médico muito querido em Sorocaba; quando não estava atendendo no consultório, ou no hospital ou em alguma visita médica, ele ficava no escritório lá em casa, sempre lendo alguma coisa e tinha por hobby, escrever romances. Minha mãe, Dna. Marinalva, professora, dedicou-se a arte de ensinar boas maneiras para seus sete filhos; eu sou o mais velho. Mas ela também tinha seu hobby (quando os sete lhe davam alguma folga); desenhava e pintava muito bem. Mas as influências não param por aí; meu avô, José Aloísio Vilela, folclorista alagoano, tinha uma grande e rica biblioteca. Além de centenas de livros, havia coleções de armas antigas, facas e punhais do cangaço, couros de jacaré, de cobra grande e de outros animais. Entrar ali, escutar suas histórias e as histórias das caçadas dos meus tios, era mergulhar em aventuras sem fim.

Em paralelo com o trabalho que desenvolve na área de Marketing e Comunicação do Metrô, você se dedica com afinco à arte das histórias em quadrinhos. Um de seus trabalhos, a novela gráfica Carcará, foi editado em livro em 2011 pelo selo BooHQ e considerado uma das melhores HQs daquele ano. Conte-nos como foi esse processo criativo.

AC: A história, contada em 96 páginas, gira em torno do conflito de dois fazendeiros no final dos anos 1920, em pleno sertão nordestino. Carcará, uma ave de rapina, dá nome ao cangaceiro que protagoniza o enredo. Cenas de lutas e de morte, ilustram situações bem comuns naquele período histórico e a histórias do cangaço sempre me fascinou. Os primeiros esboços do Carcará surgiram em 2003, mas o livro ganhou fôlego quando foi selecionado pelo Programa de Ação Cultural, o ProAC, da Secretaria de Estado da Cultura, em 2010. A versão final do trabalho foi produzida em 11 meses. Foram meses pesquisando, estudando a história e os hábitos da época para tornar a HQ mais fiel àquele universo. O estilo do desenho é de contraste acentuado, realçando com isso, o aspecto árido do agreste nordestino. As sombras e recortes completam o toque dramático nas cenas e nas expressões das personagens. As artes foram feitas em nanquim sobre papel, em lâminas de 21 cm por 30 cm.

Por conta desse trabalho, tive a honra de ser um dos sete indicados a Desenhista Nacional na 24ºedição do Troféu HQMIX-2012.

Mas a sua história com quadrinhos e ilustração começou bem antes. Conte como foi.
AC: Publiquei meus quadrinhos pela primeira vez em 1984. Na época, produzi algumas histórias de terror para a famosa revista  CALAFRIO e outras, no estilo policial, para a editora Abril; na sequência, fiz os desenhos para o personagem de faroeste Gringo, novela gráfica do roteirista Wilson Vieira, que só viria a ser publicado mais de 20 anos depois.

Nos anos 1990, já trabalhando no Metrô, fui convidado e aceitei ser corroteirista do filme de animação Cassiopeia, de Clóvis Vieria, o primeiro desenho animado feito totalmente em computação gráfica no mundo.

Participei de algumas edições da revista Front, onde artistas gráficos publicavam seus quadrinhos, sendo uma dessas edições premiada com o HQMIX, em 2007. Também desenhei e ilustrei, junto com outros grandes artistas gráficos, página do livro Prontuário 666 Os anos de Cárcere do Zé do Caixão.

Aloísio, agora você assumiu a área de marketing do Metrô de São Paulo, que antes era administrada pelo Aluísio Gibson, que também participou do Abraços (confira aqui, o link de sua mini-entrevista). Quais os novos projetos na área cultural? Você dará preferência à literatura e às HQs?

AC: Com a implantação do plano de expansão do Metrô e a consolidação do acervo de arte pública da companhia, Projeto Arte no Metrô, surgiu uma nova demanda para instalação de  obras de arte nas novas estações durante as obras civis. Esta estratégia visa compatibilizar os cronogramas de instalação obra de arte/obra civil (elétrica, arquitetura, estrutura acabamento).

Em 2012 foram publicados através do site Metrô, www.metro.sp.gov.br  os espaços das novas estações da Linha 5 – Lilás, com vocação para a instalação de obras de arte, como uma forma de democratização da informação. Esta iniciativa será estendida paulatinamente em sintonia com os projetos de expansão do Metrô.

Em paralelo,  no Programa de Ação Cultural seguimos com o projeto de 20 exposições mensais da Linha da Cultura e o projeto Embarque na Leitura que registrou no último mês 4.906 empréstimos. Até o final deste ano está previsto o Canto Coral de Natal, com apresentações de corais na 1ª quinzena de dezembro e a realização do 2ª Festival Internacional de Músicos de Metrô.

No mês de agosto participaremos do projeto Design assinado por todos que prevê a exposição de 12 designers em 4 estações da Linha 2 – Verde e que tem o objetivo de promover a cultura do design.

Quanto à preferência entre a literatura e os quadrinhos, tem espaço para todos; basta querer ler.

E, para terminar, comente essa frase (do vídeo institucional abaixo):

“Tinha uma biblioteca no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma biblioteca. E quando há uma biblioteca no meio do caminho o mundo dacultura se revela.”

AC: Faz a diferença, muda hábitos, dá voz e se torna irresistível e necessário à construção da cidadania…

Embarque na Leitura; cultura ao alcance de todos.

José Aloísio Nemésio Brandão Vilela de Castro nasceu na capital paulista em janeiro de 1955; muitos gibis, filmes de ficção, aventura e seus inúmeros personagens povoaram sua infância e adolescência na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, onde reside.

Publicitário e ilustrador, Aloísio de Castro trabalhou no Jornal Cruzeiro do Sul no início da década de 80, produzindo cartuns diários, ilustrações e anúncios para o jornal. Criativo e entusiasmado com a propaganda, estagiou e trabalhou em grandes agências de propaganda, Alcântara Machado, SGB, entre outras.  Em 1985, aceitou o convite do Metrô de São Paulo para integrar a equipe voltada ao desenvolvimento de ações de comunicação para os usuários do sistema, criando, desde então, inúmeras campanhas e personagens para esse fim. Publicou histórias de terror na famosa CALAFRIO, fez parte das últimas edições da revista FRONT Quadrinhos (prêmio HQMix de 2007), foi corroteirista do filme CASSIOPÉIA, o primeiro desenho animado totalmente feito por computação gráfica e foi um dos roteiristas da equipe de humor de Ronald Golias. Convidado juntamente com outros grandes artistas gráficos, Aloísio desenhou/ilustrou página da Novela Gráfica Prontuário 666 – Os anos de cárcere do Zé do Caixão, homenageando, cada um no seu estilo e toque pessoal, à personagem macabra que é Zé do Caixão.

Sempre pesquisando as histórias do Brasil e os grandes mestres do traço como o incomparável Sérgio Toppi (a quem dedicou as páginas do GRINGO, O ESCOLHIDO, seu primeiro trabalho autoral), Dino Battaglia, José Ortiz, Guido Crepax, Scott Hampton, Serpieri, Manara e tantos outros, Aloísio de Castro acredita na riqueza do folclore brasileiro, fonte inspiradora para suas histórias, paixões, heróis e vilões.

Abaixo, alguns links de sites especializados falando sobre a novela gráfica CARCARÁ.

Quadro-a-quadro, Impulso HQ, Blog do Assis Ângelo 

No facebook: http://www.facebook.com/aloisio.castro.5

Site: http://aloisiodecastro.blogspot.com.br/

Minientrevista com Oscar D’Ambrósio, UNESP.

[ Mini-entrevista com Oscar D’Ambrósio, diretamente da rádio UNESP, de São Paulo ]

Foto divulgação + origami by Tereza Yamashita

Oscar D’Ambrósio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura, mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp e jornalista. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA – Seção Brasil), escritor, resenhista e crítico literário.

Eu o conheci pessoalmente quando ele nos convidou, Luis Bras e eu, para uma entrevista, para o programa diário Perfil Literário (confira a entrevista aqui) no estúdio da Rádio Unesp em outubro de 2008. Já são 1550 entrevistas.

Depois disso eu assisti a uma palestra (2009) que ele ministrou no extinto Lugar Pantemporâneo, onde discorreu sobre “Conexões imagéticas vocabulares (inquietações fundamentais na arte de todas as épocas, por meio da pintura e da narrativa, a partir de doze quadros e de doze aberturas de romances livremente entrelaçados).” Adorei, aproveito para parabenizá-lo.

E em 2012 ele me convidou para a exposição “Que artista plástico sou eu?”para comemorar o Dia do Artista Plástico, dia 8 de maio. Clique aquiveja as obras e outras informações.

E para agradecer por todo o seu incentivo à minha arte, tanto na literatura como nas artes plásticas, resolvi convidá-lo também para as minhas mini-entrevistas, uma forma singela de agradecimento. Arigatô! Agora se deliciem com a mini!

Você é doutorando em Educação, Arte e História da Cultura, pelo Mackenzie, e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e se formou em jornalismo, correto? Quando você começou a se interessar por artes plásticas?

OD: Foi no final de 1999, quando conheci o artista plástico Waldomiro de Deus numa exposição itinerante que ele fez pela Unesp. Aquele encontro mudou a minha vida. Acabei fazendo um livro sobre ele e mergulhei nas artes visuais e nas suas pontes com outras linguagens. Foi um momento mágico.

Na Argentina, e depois no Brasil, como foi a sua infância/adolescência e como a leitura e outras expressões culturais passaram a fazer parte da sua vida?

OD: Vim para o Brasil com 5 anos. Minha referência argentina infantil é a célebre escritora Maria Elena Walsh. Já no Brasil, Monteiro Lobato foi uma entrada apaixonante, principalmente pela capacidade de falar de assuntos sérios de maneira lúdica como História do Mundo para as Crianças e Os 12 trabalhos de Hércules.

Famoso retrato de Maria Elena Walsh feita por sua parceira
e fotógrafa Sara Facio, que mais tarde interveio com pintura.

Qual a sua opinião, como escritor, leitor-crítico e resenhista, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea, principalmente a que aborda as artes plásticas?

OD: Desde que ela não seja didática no sentido de defender uma ideia sem se preocupar com a forma, tenho e mantenho a mente aberta para as mais diversas manifestações. Creio que o melhor caminho é a liberdade de expressão e a convivência ente as diferenças. O didatismo excessivo também me deixa meio preocupado…

Como teórico e crítico literário, você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas consideram a literatura adulta superior?

OD: Creio que isso melhorou muito, mas ainda existe. O mesmo preconceito recai sobre aquarelistas, ilustradores, artistas que trabalham com papel de modo geral. Há uma tendência em vê-los como menos nobres, mas o tempo está fazendo a sua justiça.

Adaptado por Oscar D’Ambrosio e ilustrado pelo artista Jão, esta versão em quadrinhos de Iracemade José de Alencar, mantém o texto original e fiel à preocupação central do escritor: o nacionalismo.

Você tem vários livros infantojuvenis, mais de 35 livros na Coleção Contando a Arte, sobre artistas plásticos. O que o levou a escrever sobre esses artistas?

A possibilidade de falar deles de maneira descompromissada com a academia, mas responsável com o leitor. É o que mais gosto de fazer na vida e gostaria de ter possibilidades de ampliar essa coleção no futuro.

Você apresenta o programa diário Perfil Literário, idealizado pelo professor Ricardo, fazendo entrevistas com escritores, ensaístas e artistas plásticos, que é realizado para a Rádio Unesp desde janeiro de 2009 até hoje, e já são mais de 1.200 entrevistas. Poderia nos falar a respeito, principalmente sobre as entrevistas com os escritores de literatura infantojuvenil?

OD: Completamos 1550 entrevistas em junho de 2012. É uma prazerosa busca de dar voz às mais diversas vertentes, deixando cada um falar e deixar o seu recado literário com harmonia e delicadeza.

E, para terminar, você poderia comentar sobre o livro bilíngue, em coautoria com João G. Machado, sobre História: A imigração japonesa no Brasil – uma saga de 100 anos?

OD: Foi uma experiência muito interessante. Ele tratou mais da questão história e eu fiquei com a artística. Aprendi muito sobre os importantes artistas japoneses que vieram para o Brasil formar suas famílias e enriquecer a arte nacional.

Oscar D’Ambrosio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura, pelo (Mackenzie), Jornalista (ECA-USP), mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São Paulo é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica-Seção Brasil). Bacharel em Letras (Português-Inglês), é Assessor-chefe da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp e publicou, entre outros, Amazônia: a esperança do planeta; JS Comunicações Gráficas, Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naif Waldomiro de Deus, O Van Gogh feliz: vida e obra do pintor Ranchinho de Assis (ambos pela Editora Unesp) e Mito e Símbolos em Macunaíma (Editora Selinunte). Apresenta o programa diário Perfil Literário; entrevistas com escritores, ensaístas e artistas plásticos realizadas para a Rádio Unesp FM 105,7 MHz; de janeiro de 2009 até hoje.

Foto: Juliana

As entrevistas estão acessíveis em: http://aci.reitoria.unesp.br/radio/perfil_literario  ou http://podcast.unesp.br/index.php/mnuperfil

Escreveu para a Coleção Contando a arte de…, da Editora Noovha América, livros sobre os artistas plásticos Adélio Sarro, Aldemir Martins (em parceria com Rubens Matuck), Bittencourt, Caciporé, CACosta, Cláudio Tozzi, Dalmau, Da Paz, Di Caribe, Elias dos Bonecos, Estevão, Ferreira, Garrot, Gisele Ulisse, Gustavo Rosa, Jocelino Soarez, Jonas Mesquita, Juan Muzzi, Marcos de Oliveira, Maroubo, Peticov, Ranchinho, Roldão de Oliveira (em parceria com Ana Luiza de Oliveira, Rubens Matuck, Romero Brito, Sima Woiler, Sinval, Toyota, Walde-Mar (em parceria com Kimy) Stasevskas e Waldomiro de Deus. Tem ainda, também pela Noovha América. Iracema, de José de Alencar, em quadrinhos (adaptada pelo Oscar com ilustrações de Jão), A Luta, de Euclides da Cunha, em quadrinhos (adaptada pelo Oscar com ilustrações de Jão) e A Imigração Japonesa no Brasil: Uma saga de 100 anos (em parceria com João G. Machado).

No site: http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio/

No face book: http://www.facebook.com/odambros

No twitter: https://twitter.com/odambros

No linkedin: http://www.linkedin.com/pub/oscar-d-ambrosio/26/8a0/468

Seus livros: http://www.noovhaamerica.com.br/lojanoovha/search.php?orderby=position&orderway=desc&search_query=oscar+d%27ambrosio&submit_search=Busca

Confira também: http://youtu.be/oxfvlpNeyec

Novo site: http://oscardambrosio.com.br/biografia

Minientrevista: Jane Sprenger Bodnar

[Quinta minientrevista, agora com a poeta e oficineira Jane Sprenger Bodnar, direto de Curitiba]

A Jane, eu a conheço há muito tempo, desde a época das Escritoras Suicidas, somos ex-suicidas, rs. Nos encontramos várias vezes em Sampa e em Curitiba. Temos muitos assuntos em comum, duas meninas lindas, a Luísa e a Érica, mães corujas, kkkk. Adoramos gatos e literatura infantojuvenil. A Jane também é formada em comunicação visual,  já publicou no saudoso jornal Nicolau, na Germina e no Cronopinhos com: E agora, para quem irão as drosófilas? Atualmente ministra oficinas no Instituto de Educação do Paraná e pela Fundação Cultural de Curitiba. Ela sempre me envia artigos, matérias muito legais por e-mail (alguns eu incluí em posts, confiram aqui), também é divulgadora dos nossos livros infantosjuvenis e do nosso trabalho. Arigatô.

Agora curtam a mini-entrevista! Eu amei.

O que levou você a se dedicar às crianças/adolescentes e aos livros infantojuvenis?

JS: Nos anos 90 participei de um grupo de oficinas poéticas denominado Baú de Signos, voltado para o público adulto, que surgiu espontaneamente e, depois de alguns anos de atividade, evanesceu. Em paralelo, sempre gostei de livros infantojuvenis, com os quais presenteava sobrinho, filha, afilhado, mas na medida em que eles cresceram, a solução foi buscar outros pequenos e jovens leitores para continuar a dividir este maravilhamento que a literatura pode proporcionar, possibilitando ver o mundo de uma forma diferente. E eu estou sempre aprendendo com estes meninos!

Muitas vezes, quando minha filha era pequenininha, na hora de dormir, depois das leituras preferidas, pedia que eu contasse histórias verdadeiras, ou seja, nossas próprias vivências, as quais eram igualmente fascinantes para ela. Neste momento, eu acabava deixando para lá o meu papel de “mãe, disciplinadora, etc., etc, etc…” que não me cabe muito bem, deitava ao seu lado e ficávamos rindo destas histórias, madrugada adentro…

Na infância, quais os autores de que você mais gostava e quais os que mais a influenciaram?

JS: Sempre fui tímida e a biblioteca da escola era o meu refúgio, especialmente na hora do recreio. Na minha infância eu lia contos de fadas, além de gibis. Tenho até hoje alguns dos 25 volumes de uma coleção chamada Joias dos Contos de Fadas presente de Natal da minha mãe para mim e meu irmão. No final de cada história, um castelo, uma torre ou uma casa de doces para recortar e montar. Era o máximo! Era o máximo que um livro infantil oferecia, além da leitura, ao contrário da profusão de pop-ups e interatividades das publicações de hoje. Eu era fã da revista Recreio, em sua primeira versão, cujo slogan era algo como leia, pinte, recorte e brinque. Não lembro dos autores, mas os desenhos que eu mais gostava eram de um ilustrador chamado Igayara. Para as crianças mais novas havia a revista Miau, com uma proposta gráfica muito interessante.  Sempre tinha por perto, papel em branco, lápis de cor e algumas canetinhas Sylvapen.

Tenho a lembrança da minha avó declamando Meus Oito Anos (Casimiro de Abreu), do meu avô narrando surpreendentemente suas próprias histórias, da minha mãe e tia profetizando que se os meninos da família não tomassem banho e cortassem as unhas se transformariam no João Felpudo. Porém, a primeira autora que me arrebatou foi Cecília Meireles. Com a leitura de Ou isso ou Aquilo me identifiquei com o seu universo poético: poucas linhas no vazio da página, evocando imagens e sentimentos.

Qual a sua opinião, como poeta e oficineira, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?

JS: Há uma quantidade imensa de livros infantojuvenis lançados mensalmente. Até para os adolescentes, um grupo antes um tanto negligenciado, agora são apresentados muitos títulos, geralmente, trilogias, coleções. É praticamente impossível acompanhar tantas novidades. Publicar hoje tornou-se mais acessível, sem contar os recursos gráficos cada vez mais sofisticados. Mas tudo isso não tornará um livro melhor.

Ao escolher um livro para uma oficina, levo em conta as qualidades do texto e não apenas a faixa etária dos alunos. Gosto de apresentar para eles, sempre no início dos trabalhos, o Manual do Livro Infantil Imbecilizante, um artigo da revista de literatura Língua, escrito por Carolina Costa, onde são apontados alguns dos pecados capitais de uma obra feita para crianças, entre eles: o uso de diminutivinhos, rimas miseráveis e diagramação histérica. Os alunos se divertem bastante e acabam refletindo sobre a qualidade do que é produzido para eles.

Você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas consideram a literatura adulta superior?

JS: Acredito que este preconceito ainda existe, mas não para o mercado editorial e seu ritmo frenético. Muitos artistas, compositores estão se voltando também para os mais novos, entre eles, Arnaldo Antunes e Adriana Calcanhoto, que recentemente ilustrou um livro infantil escrito pelo artista plástico Vik Muniz. Escrever para este público é uma responsabilidade muito grande. Por isso gosto muito da história da origem deste livro que tanto me assombrou na infância e foi recentemente editado pela Iluminuras, João Felpudo, ou histórias divertidas com desenhos cômicos do Dr. Heinrich Hoffmann: este psicanalista, que atendia crianças, queria presentear o filho pequeno com um livro, não aprovou nada do que existia na época e voltou para casa com um bloco de papel em branco, para ele mesmo escrever o livro e criar as ilustrações, e isso há mais de 170 anos atrás…

Você coordena oficinas de literatura para crianças e adolescentes, uma no Instituto de Educação do Paraná para jovens estudantes com altas habilidades/superdotação e outra na Fundação Cultural de Curitiba. Conte-nos mais sobre esses projetos. Qual é seu objetivo principal, com as oficinas?

JS: Procuro compartilhar com os estudantes textos que tenham me sensibilizado, pela sua beleza, humor ou questionamentos, levando-se em conta a nossa matéria-prima, que são as palavras. Em nossos encontros, eles tem espaço para que comentem o que estão lendo por vontade própria, pois na sala de aula muitas vezes não há tempo ou oportunidade. Geralmente não gostam dos livros indicados pelas escolas. Trabalho onde a poeta paranaense Helena Kolody estudou Magistério e lecionou Biologia por mais de vinte anos, é uma honra para mim! E 2012 é o ano do centenário do seu nascimento.

O Grupo de Literatura, é composto por jovens com habilidades especiais na área da Linguística, escrevem muito bem e/ou são grandes leitores. Conheci-os no Ensino Fundamental e alguns já estão na Universidade. Já tivemos momentos muito especiais, entre tantos outros, a publicação do seu primeiro livro (uma coletânea de contos), a oficina de haicai com Teruko Oda durante um Imim Matsuri, ou quando escreveram crônicas, completamente indignados com a implantação da nova reforma ortográfica. As turmas via Fundação Cultural são de escolas diversas e cada grupo é sempre uma surpresa! Muitas vezes proponho que falem da sua vida, família, cidade, para que valorizem a sua própria história, o que pode resultar em textos bem interessantes e um outro olhar sobre si mesmos. De uma destas turmas, tenho a declaração de uma aluna, muito jovem e talentosa: Nestas oficinas, você me ensinou a amar as palavras. Isto reforça a responsabilidade deste trabalho e o respeito que eles merecem.

Obrigada!

Na foto: alunos e escritoras convidadas, Marília Kubota e Teruko Oda.

Como resultado de suas oficinas:  Contos pra não dormir

Em um dos meus posts antigos: “A poeta Jane Sprenger Bodnar nos presenteou com um belo trabalho dos adolescentes de Curitiba: o livro Contos pra não dormir. Essa coletânea nasceu do projeto Sala de Recurso para Alunos com Altas Habilidades/Superdotação, oficina de literatura orientada pelas professoras Denise Maria de Matos Pereira Lima, Paula Mitsuyo Yamasaki Sakaguti e Silvana Menezes Mota, no Instituto de Educação do Paraná Professor Erasmo Pilotto. A publicação em forma de livro é o produto final da oficina Editando o Seu Próprio Livro, orientada pelo artista gráfico Joba Tridente, que foi editor de arte do belíssimo e saudoso jornal Nicolau. Parabéns aos adolescentes e principalmente a Luísa Sprenger Bodnar, que também participou da bela coletânea de arrepiar os cabelos!”

Publicou e participou:

Fragmentos e Silhuetas – Exposição de FotopoemasSESC Paraná – 2012

Antologia: Dedo de Moça, Editora Terracota, 2011.

Homeopoética, edição de autor/2003

Luísa Cuidadora de Planetas, edição de autor/2003.

Oficina Literária na Fundação Cultural de Curitiba com Nelson de Oliveira.
Foto enviada pela amiga e poeta Jane Sprenger Bodnar.

Jane Sprenger Bodnar nasceu em Curitiba – PR, em 31.10.1963

Ilustração de Luísa Sprenger de Oliveira

Formada em Comunicação Visual pela UFPR, concluindo Especialização em História da Arte no Século XX, pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP. Lançou, em 1991, o objeto-poético Homeopoética – poemas em cápsulas ­­- com Rollo de Resende e Fernando Zanella. Possui textos publicados em diversas antologias, além do jornal Nicolau (PR), Correio de Notícias (PR), A Notícia (SC), Mulheres Emergentes (MG), revista Textuale (Itália). Publicações eletrônicas no site Escritoras Suicidas, Cronopinhos e Revista Germina Literatura. Em 2003, publicou o livro infantil Luísa Cuidadora de Planetas — edição de autor. Em abril/2012, exposição de fotopoemas em parceria com Gisela Riepenhoff, Sesc Cascavel/PR. Atualmente orienta oficinas literárias infantojuvenis pela Fundação Cultural de Curitiba e no Instituto de Educação do Paraná, junto à Sala de Recursos para Altas Habilidades/Superdotação. Contato/e-mail: janesprenger@gmail.com.

Minientrevista: Constança Lucas

[Quarta minientrevista, agora com a escritora e ilustradora portuguesa Constança Lucas, direto de São Paulo]

O trabalho de ilustração da Constança Lucas eu conheci através da Nair de Medeiros Barbosa, gerente de artes da Editora Saraiva, creio que em 1998, quando comecei a fazer trabalhos de design para a editora. Tive o prazer de conhecê-la pessoalmente, depois de muitos anos, em uma de suas exposições, lá na Livraria da EDUSP – João Alexandre Barbosa – USP em 2010 (veja foto e link abaixo). Em 2011, a Constança me convidou para participar do seu projeto Arte Postal – Os Livros / Mail Art The Books, exposição que permaneceu na Galeria Gravura Brasileira de 1º a 31 de março de 2012, em São Paulo. Fotos no face 1 e 2!

Agora, aproveitando a oportunidade especial, quero agradecer pelo convite, ADOREI, arigatô!

E assim, depois da exposição, trocando fotos e e-mails, eu a convidei para fazer parte das minhas mini-entrevistas. Ela gentilmente aceitou, e  aqui ela nos conta um pouco de sua fascinante trajetória artística, desde que, saindo de Portugal, aportou aqui no Brasil. Confiram a mini-entrevista!

O que levou você a se dedicar às ilustrações infantojuvenis?

CL: O intenso imaginário das crianças é um espaço criativo que me encanta. Gosto de fazer ilustrações como uma conversa entre as imagens e as palavras.  Criando universos paralelos, dando ênfase à possibilidade de múltiplas leituras. O último livro ilustrado por mim é  A Menina e o Sol,  texto de Júlio Gonçalves Dias, saiu no fim de 2011.

Em sua infância, quais os autores (portugueses/brasileiros) e artistas plásticos de que você mais gostava e quais os que mais a inspiraram?

Nasci em Portugal, em 1960, nessa época os livros para as crianças eram em menor quantidade, havia mais contato com os clássicos, tais como os Irmãos Grimm, La Fontaine,… li muitas fábulas, e as fábulas estão presentes até hoje no meu repertório poético. Autores portugueses que li: Matilde Rosa Araújo (1920-2010), de quem vim a ser muito amiga e temos um livro em conjunto chamado Lucilina e Antenor. Li também outros poetas como a Sofia de Melo Breyner Andresen, António Gedeão, Irene Lisboa, Eugénio de Andrade… A leitura do livro Amor de Perdiçãode Camilo Castelo Branco, alimentou parte da minha dramaticidade.

Li poucos autores brasileiros na minha infância, José Mauro de Vasconcelos foi um deles. Também havia uma literatura mais de aventuras dessa lembro-me de ter lido vários livros da autora inglesa Enid Blyton, em Portugal os seus livros eram muito populares, todos liamos os livros da série Os Cinco. E claro muita banda desenhada, HQ, Tintin, Asterix, Zorro…

A minha família gostava de ler e sempre houve muitos livros de adulto a meu alcance.

Nas artes plásticas tudo o que vemos e nos sensibiliza acaba nos inspirando, a lista é imensa. Na minha infância convivi com obras muito diversas que guardo até hoje: Maria Kheil, Júlio Pomar, Almada Negreiros, Bosch, Monet, Manet, Picasso, Goya, Velásquez, estradas romanas, as igrejas barrocas, o manuelino e todas as suas temáticas marinhas e os castelos medievais com suas ameias e histórias de fantasmas, heróis e sustos.. e tantos outros são parte das minhas paisagens maternas.

Você tem três livros em co-autoria com a Verenice Leite Ribeiro (formada em Física pela USP, com mestrado em Psicologia Educacional). Conte-nos como foi a experiência de escrever um livro a quatro mãos.

CL: O Cão e o Gato, A Formiga e a Abelha, A Galinha e a Pata  são os três livros que fiz em conjunto com a Verenice, foi um desafio de criação ligado ao compromisso de passarmos informações de ciências para as crianças, tais como: os insetos formiga e abelha têm seis patas, as aves galinha e pata têm bico, os mamíferos cão e gato têm o corpo coberto de pelos, etc… A ideia da série a que demos o nome de Iguais e Diferentes, é a de trazer para perto das crianças as diferenças e as parecenças dos animais que andam tão perto de todos nós, mas que nas grandes cidades fomos perdendo esse contato. Os textos foram criados a quatro mãos, escrevemos frase a frase e fomos polindo as arestas. As ilustrações foram realizadas por mim, com algumas sugestões da Verenice.

Qual a sua opinião, como escritora e ilustradora, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?

CL: Atualmente existe uma grande diversidade de produções literárias, encontramos autores e ilustradores muito bons.

Você também se dedica à poesia visual e às artes plásticas, conte-nos um pouco sobre o seu processo de criação.

No meu processo de criação não faço distinção entre poesia visual e artes visuais. Os questionamentos são os mesmos.

No final dos anos 80 o movimento de arte postal perdeu força, mas nos anos 90 iniciou um diálogo com as novas mídias, principalmente a internet. Você, que organizou a exposição Arte Postal – Os Livros / Mail Art – The Books, acredita que essa expressão artística retomará sua força original, a de um veículo de protesto e experimentações?

CL: A arte postal nunca perdeu a força, é uma manifestação coletiva que existe pela necessidade de comunicação entre as pessoas na sua maioria artistas visuais. Começou nos anos cinquenta nos estados unidos e na europa, era uma forma de se trocar arte sem ter a parte comercial envolvida, depois veio para a américa latina onde teve um caráter de contestação politica contra as ditaduras existentes em alguns países, o Brasil foi um desses países, aqui onde a censura bloqueava quase tudo muitos artistas conseguiram furar a censura usando a arte postal. A arte postal sempre usou as técnicas das artes visuais, quer seja o desenho, a colagem, o carimbo, a pintura, a xerox. É a mescla de procedimentos uma característica muito comum nos artistas que produzem arte postal, quanto ao advento das ditas novas técnicas digitais elas foram incorporadas naturalmente ao trabalho de cada artista, estas novas técnicas facilitaram a multiplicidade. A internet alargou a rede de comunicação entre as pessoas, trouxe uma maior democratização dando mais acesso.

Há mais de três décadas que troco arte postal e participo de exposições com vários colegas artistas visuais de várias partes do mundo. Assim como já organizei algumas exposições.

A exposição Arte Postal – Os Livros surgiu pela relação intensa que mantenho entre os livros e a arte postal. Inclusive como artista visual parte do meu trabalho é de livros de artista. Ao lançar a proposta na rede internet tinha como intenção alargar a participação a todos que tivessem interesse em criar um postal com esta temática – os livros, sendo ou não artistas visuais, assim muitos dos 289 participantes não são artistas visuais. Essa diversidade foi intencional. Quando pensei na montagem levei em consideração a enorme quantidade de postais, quase 600, um firmamento de postais, pendurei todos os postais em fios transparentes para que houvesse a possibilidade de serem manipulados e olhados dos dois lados.

Blogues de literatura infantouvenil:

Iguais e diferentes 

Coleção de livros pela Formato Editora: O entrosamento entre a ilustração e o texto permite que a criança conheça a linguagem da ciência através de observações e comparações. A leitura destes livros é um exercício de raciocínio lógico e de aquisição de conhecimentos através da ciência, da arte e do humor. Nos 3 livros a autora fez todas as imagens e partilhou os textos com a Verenice Leite Ribeiro, nascida em Caieiras, interior de São Paulo, é formada em Física pela USP, com mestrado em Psicologia Educacional. Sempre trabalhou construindo textos e materiais para ensinar Física e Ciências. Hoje, junto com o marido e filhos, cria formigas.

“Constança Lucas construiu o chão com poderosas e delicadas imagens para as perguntas sobre os astros do céu, que a Menina se faz. Nesse sentido, a harmonia entre texto e imagem está excelente.” Madalena Freire (escritora e educadora com vasta experiência em educação infantil).
Contança Lucas nasceu em Coimbra, cursou até o colegial em Portugal. Passou a viver em São Paulo no fim da década de setenta, onde fez Licenciatura Plena em Artes Plásticas na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado. Mestre em Artes Visuais (2007) e Doutoranda em Poéticas Visuais (desde 2009) pela ECA – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – USP.

Tem participado de várias exposições coletivas desde o início da década de oitenta em diferentes países (Portugal, Espanha, Bélgica, Checoslováquia, França, Hungria, Itália, Japão, Argentina, Alemanha, Austrália e Brasil). Realizou diversas exposições individuais em Portugal e no Brasil. É autora de inúmeros desenhos publicados em jornais, revistas e livros.

Leciona artes visuais e desenvolve o seu trabalho individual em ilustração, pintura, desenho, gravura, aguarela, poesia, infografia, arte postal e poesia visual.

Edita um site e alguns blogues 
Foto de Rogério Gastaldo
Estações do metrô: Luz e Artur Alvim (São Paulo).
Novos livros:
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Livro: Poesia – Use várias vezes ao dia, Editora Patuá
Autor: Constança Lucas
Gênero: Poesia / Poesia Visual
Número de Páginas: 128
Formato: 14×21
Preço: R$ 32,00 + frete (Livro em pré-venda. Amigos e leitores de outras cidades que realizarem a compra antes do lançamento receberão o livro autografado após o evento, em julho. Aproveite!)

2 - Capa do livro Superdicas Sobre Arte

Superdicas Sobre Arte

Os textos deste livro são um convite para viajarmos pelo universo das artes visuais, pistas sobre experiências e reflexões de vida interior e exterior através do contato com produções artísticas de várias épocas. Neste livro o leitor irá encontrar um conjunto de informações sobre conceitos de arte que fazem parte da cultura do nosso tempo, mas nem sempre são de entendimento imediato. Há perguntas que todos nós fazemos ao visitarmos uma exposição, ao depararmos com uma intervenção artística na rua ou ao lermos uma notícia sobre arte nas revistas, nos jornais, na internet… A arte é a memória coletiva da humanidade, a memória e a imaginação aproximam as pessoas que partilham experiências artísticas no cotidiano. A arte nas suas múltiplas vozes, seus processos de criação e fruição poética que nos proporcionam as obras de arte, seus materiais e técnicas artísticas. Nas escolas, o estudo da arte e a prática artística contribuem para o desenvolvimento de percepções e tornam os estudantes mais atentos ao conhecimento, assim como os capacita a serem cidadãos críticos e mais humanos. Os artistas transmitem o que pensam e sentem através das obras de arte, motivados por acontecimentos, emoções, saberes, aprendizados, experimentações e tentativas nos seus processos criativos. Nesta obra pretendo construir diálogos e criar aproximações com a arte e os processos criativos. Trazendo para o leitor possibilidades de se iniciar em alguns aspectos da arte, e, assim, se inserir de forma mais atenta e sensível no seu contexto artístico e cultural.

Constança Lucas
constancalucas@gmail.com
Doutora e mestre em Artes
ECA/USP – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
Título: Superdicas Sobre Arte
Autora: Constança Lucas
Editora Saraiva Julho de 2015 – Preço: R$14,90 – 136 páginas
Formato: 15 cm X 10 cm x 1 cm
ISBN: 9788502631946

http://www.editorasaraiva.com.br/produto/interesse-geral/livros-de-dicas/superdicas-sobre-artes/

11781862_10207420337889762_7492134695956108039_nFoto: autora