Sansão

[ Parabéns, Sansão! FelizIDADE e Abraços Dobrados de Gatos ]

Hoje (28 de fevereiro 2017) o Sansão completa 17 anos! Um idoso muito fofinho.

Obrigada por ainda fazer parte de nossas vidas, nos dando muitas alegrias e fazendo mil traquinagens! Abraços Dobrados Agradecidos.

Ele anda mais amuadinho, virou renal, snif.  Toma soro e está magrinho (mas ainda fazendo poses pra fotos, rs) & dorminhoco. Enfim, levando a sua vidinha.

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Seu gatinho/travesseirinho de estimação, rs.

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[ Parabéns, Sansão! FelizIDADE e Abraços Dobrados de Gatos ]

Aos 16 anos, o nosso gato não sai do sofá. Ele fica esticadão, só esperando a hora da carninha, hahaha.

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Sansão com três meses!

Dia 5 de janeiro de 1995, às 13h15, a nossa vida mudou. Jovens (27 e 28 anos) e inexperientes, recebemos de presente um pacotinho com uma linda garotinha, longilínea, cabeluda e de olhos amendoados. Tão delicada, pequenina e frágil. Depois de 5 anos, nossa vida mudou novamente. O Sansão (que fará 16 anos, amanhã) chegou, de olhos azuis, branquinho e assustado. Os olhinhos da nossa menina brilharam de alegria, assim como os nossos quando ela chegou.

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O Sansão com 14 anos! Confiram o post.

https://yamashitatereza.wordpress.com/2014/02/24/felizidade-sansao/

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Vejam só, amanhã é o aniversário do nosso gatito!  O Sansão, como todos já sabem, é o nosso herói. Ele é a fonte de inspiração para os nossos personagens felinos. Nós já o transformamos em personagem de vários livros. No Nosso gato desbotado ele é o personagem principal (ah, ele é internacional,  pois o livro foi traduzido no México). Em outras histórias ele já teve vários nomes, como Gatino e Chulé, na Poção da vida. Em Bia olhos azuis, ele é o Platão. Nossos personagens felinos sempre são muito legais e simpáticos, mas no livro A família Fermento contra o supervírus de computador ele é um vilão. Dessa forma, queremos homenagear todos os gatinhos, pois eles são muito fofos, companheiros e traquinas.

Mas em outros livros temos outros bichinhos como personagem. Em Pituca e a chuva, temos um ursinho de pano muito fofo. Em Dias incríveis temos vários animais: uma ovelha, um sapo, um coelho e até uma rena. Em A menina vermelha o personagem animal  que aparece na história é o malvado Rex, um tiranossauro. E em nosso último livro, Ganhei uma menina, o personagem é um cachorrinho, o Quiuí. No meu primeiro  livro solo, Troca de pele,  temos um esquilo muito traquina, o Chuinf. E agora no Mãos Mágicas temos um sapo, um macaco, uma girafa, um panda, um pássaro e até um gato que toca taikô!

Alguns posts antigos pra relembrar:

Post de 12 anos! https://yamashitatereza.wordpress.com/2012/02/27/adoramos-os-animais/

Booktrailer Nosso gato Desbotado: https://yamashitatereza.wordpress.com/2010/09/17/booktrailer-nosso-gato-desbotado/

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Outubro – Dia do Saci e Halloween

 [Relembrando Segundo post do mês abril – Parceria Filiperson]

As vezes, o mundo da fantasia, dos vampiros e das bruxas nos confortam, e deixam a vida um pouco mais leve. Viajar nesse mundo maravilhoso da imaginação, para fugir um pouco desse mundo tão caótico, rs.

Divirtam-se, aprendendo a fazer uma flor/enfeite para o Dia das Bruxas ou Dia do Saci  (foto abaixo com o passo-a-passo).

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Passo-a-passo do Saci:

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Origami nível fácil: forma básica casquinha de sorvete!

Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência da cultura norte-americana em nosso país.

O Halloween, ou Dia das Bruxas, é uma tradição da cultura anglo-saxã cuja origem remonta ao festival celta de Samhaim, que depois se uniu ao feriado católico do Dia de Todos os Santos. O objetivo é celebrar mitos populares, sendo que alguns deles têm inspiração sinistra, como as bruxas e vampiros. Já o Brasil tem o saci como sua maior lenda e “muso inspirador” do Halloween brasileiro, o Dia do Saci. Que tal aproveitar o 31 de outubro para fazer um “tira-teima” de quais mitos são mais legais: os “nacionais” ou os “importados”? Fonte: BOL

Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2011/10/31/dia-do-saci-faz-resistencia-pacifica-ao-halloween-para-preservar-mitos-nacionais.jhtm

Para relembrar o ano de 2009! Lançamento do O livro vermelho dos vampiros


Eu dobrei este morcego, nível intermediário, em origami (Happy Good Luck Bat – criado pelo origamista Michael LaFosse) especialmente pra homenagear o organizador Luiz Roberto Guedes (confira aqui a mini que fiz com o autor de literatura infantojuvenil), o editor e os autores.

 

Este livro apresenta dezesseis minicontos bem-humorados, com um texto ágil e contemporâneo, falando de situações engraçadas, fantasiosas ou até mesmo delicadas, que giram em torno de dezesseis datas festivas e históricas do Calendário – Ano-novo, Carnaval, Páscoa, Tiradentes, Dia do Trabalho,Dia das Mães, Dia dos Namorados, Festas Juninas,Férias escolares, Dia dos Pais, Independência do Brasil, Dia das Crianças, Dia das Bruxas, Dia da Bandeira, Dia Nacional da Consciência Negra e Natal. No final do livro o leitor encontra também informações e curiosidades sobre os dias que inspiraram a criação de cada história.

Confira o link abaixo:

http://books.google.com.br/books?id=gtUO07HI_XwC&printsec=frontcover&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

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Curiosidade

“Halloween ou Dia do Saci
Limitar a comemoração à disciplina de inglês pode ser uma boa alternativa, bem como introduzir, de maneira sutil, a questão da influência de outras culturas graças à imigração e à globalização. Vale também apontar às crianças as diferenças culturais entre os vários países e até, quem sabe, discutir o choque cultural.
Voltar às atenções no mês de outubro para o Dia das Bruxas é realmente um problema. É preciso ter cuidado e lembrar às crianças que, originalmente, esta data não faz parte da nossa história e tradição. Pensando nisso, o Governo do Estado de São Paulo decretou, em 2005, o Dia do Saci, o mesmo dia 31 de outubro. Coincidência? Sem dúvida não, a iniciativa foi uma forma de valorizar a cultura brasileira e tentar coibir a americanização – já que, no imaginário do Brasil, o Saci é um símbolo.”
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/halloween-395939.shtml

Curiosidade da CHC
Dia das Bruxas? Que história é essa?
Você sabia que o Halloween não é criação dos Estados Unidos?
http://chc.org.br/dia-das-bruxas-que-historia-e-essa/

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Minientrevista com Antonio Cestaro, Editora Alaúde

[ Minientrevista com Antonio Cestaro, editor e sócio-proprietário da editora Alaúde ]

Foto de origami + fotos do editor (divulgação)

O Cestaro eu conheci pessoalmente em 1999, quando fiz um projeto gráfico para a editora. Até então, ele era gerente de produção da Paulinas, e trabalhava junto com a Irma Cipriane, na época, editora de arte. Hoje ele é editor e sócio-proprietário da Alaúde. E novamente nos reencontramos quando ele publicou o meu primeiro livro, em coautoria com o Luiz BrasBia olhos Azuis, ilustrado por Rogério Soudeditora Alaúde.


A nossa Bia foi transcrita para o braile,
pela nossa querida Lucília Giordano da Ponto Art.

Todos me perguntam quando eu comecei a escrever. Eu comento que foi mais ou menos em 1997. Quando escrevi um infantil para um concurso, a Pituca e a chuva, que ficou engavetado por quase dez anos. E só em 2007 ele foi publicado pela editora Paulinas, agora em coautoria com o Luiz Bras. Confira toda a história do livro aqui, na retrospectiva mirim que fiz no Portal Cronopinhos.

Dessa forma, gostaria de agradecer pelo incentivo e pela confiança depositada em meu, aliás, em nosso (Luiz Bras, que também publicou pela Alaúde: São Paulo e o imperador da China) trabalho de literatura e de design gráfico. Arigatô! E agora aproveitem a minientrevista com o administrador, editor e novo escritor Antonio Cestaro.

Cestaro, como foi a sua infância/adolescência, e como a leitura e outras expressões culturais passaram a fazer parte da sua vida?

AC: Tive uma infância divertida, numa família espirituosa que sabia driblar as dificuldades da vida promovendo brincadeiras que envolviam todos os irmãos solidariamente, e podiam começar no quintal, na rua, e acabar na cozinha, no preparo de uma comida gostosa. A música estava no sangue da família e a paixão chegou depressa quando ganhei de presente, do meu pai, um violão acompanhado de um disco de um dos maiores violonistas da época, Dilermando Reis.

Usei uma parte importante do tempo da minha infância e adolescência no estudo musical, depois, ainda na adolescência, a magia de um livro teve o poder de abrir as cortinas da literatura na minha vida. Foi o livro A bolsa amarela da Lygia Bojunga, que me presenteou, naquela época, com uma nova maneira, emocionante e criativa, de interpretar o mundo.

Quando eu o conheci, em 1999, você era gerente de produção da Editora Paulinas. Hoje você é editor e sócio-proprietário da Editora Alaúde. Conte-nos como foi essa transição em sua vida.

AC: A palavra transformação é uma das que melhor definem o curso da minha história. Desde cedo percebi que tinha que transformar algumas coisas no meu mundo para poder me acomodar melhor nele. Minha mulher brinca dizendo que o Monteiro Lobato criou o personagem O reformador do mundo pensando em mim. A transição que você cita é parte das minhas reformas, cuja obra, ainda inacabada, pode ir do quadrado ao redondo sem nenhuma amarra.

Em 2010, a Editora Alaúde completou a primeira década. O foco editorial principal da editora é: nutrição e saúde, livros sobre automobilismo e mobilidade. Sendo assim, essa linha atraiu a atenção do empresário Fernando Ullmann, que é diretor presidente e um dos acionistas da Ipsis Gráfica e Editora S/A, correto? Soube que ele adquiriu, pessoalmente, um percentual do capital da editora, e assim vocês criaram, um novo selo: Tordesilhas, com a criação do logotipo por Kiko Farkas e o Joaci Pereira Furtado como editor responsável. Comente sobre essa nova fase empresarial e sobre essa nova linha editorial.

AC: Tenho uma relação de amizade e de trocas constantes na atividade gráfica e editorial com o Fernando. Quando decidimos criar o Tordesilhas, já éramos sócios, e foi uma estratégia de ampliar a atuação da editora para linhas editoriais ainda não exploradas e fortalecer o negócio no conjunto. O Tordesilhas foi pensado para editar exclusivamente obras de ficção de autores brasileiros e internacionais para atender a leitores exigentes na qualidade do conteúdo e também da forma. O projeto Tordesilhas foi muito acertado e hoje é sinônimo de requinte editorial.

A Pianista, de Elfriede Jelinek , ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura
Folha Guia – Livros, Discos e Filme – página 6 – por Nelson de Oliveira

Na área infantil, vocês criaram um novo selo também: a Tordesilhinhas. A nova linha pretende inovar nos textos e explorar mais o modernismo das artes gráficas?

AC: A apresentação física das obras para o leitor mirim tem uma importância fundamental. As crianças interagem com o livro de forma completa, exercitando a percepção dos sentidos no formato, na textura, nas cores e nas dinâmicas que um livro pode oferecer além da leitura, e é por isso que os projetos gráficos do Tordesilhinas tem tratamento especial, para valorizar e dar expressão aos textos que também precisam ser encantadores.

Qual a sua opinião, como editor e empresário, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea? Você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas consideram a literatura adulta superior?

AC: Só pode haver preconceito contra a literatura que convencionamos chamar infantojuvenil por parte daqueles que não a conhecem ou não entenderam ainda a sua importância. No meu caso particular, a litetarura infantil me ajudou a entender o potencial interior e a riqueza de recursos e valores que as pessoas podem acessar. E não podemos esquecer que a literatura para as crianças atua na formação educativa e sócio-cultural da sociedade.

E, para terminar, depois de editar muitos livros, de diversas áreas, que conselho você daria aos novos autores?

Minha recomendação é que busquem identificar qual é a voz, o timbre que é particular nas suas narrativas e trabalhem afinando esses elementos para desenvolver no texto uma personalidade própria e marcante. E que escrevam sistematicamente, porque a prática diária, tem o poder de aprimorar ao longo do tempo o estilo e demais elementos de um texto bem escrito.

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Antonio Cestaro nasceu em 1965, é formado em administração de empresas e atua como empresário no setor editorial de livros há mais de dez anos. Estreará como escritor em setembro próximo com o seu livro intitulado Uma porta para um quarto escuro, ilustrações de Amanda Rodrigues Cestaro e prefácio de Márcia Lígia Guidin.

25. Projeto Gráfico – Prêmio Jabuti – 2013.
3º – Uma porta para um quarto escuro – Cesar Godoy – Alaúde Editorial

Cestaro, sucesso nesse seu novo caminho de transformação!

Assim, eu termino esta mini com essa frase que adoro:
“A book is a present you can open again and again.” Anonymous

Abril • 2013

O segundo livro da dupla: Cestaro e Amanda (ilustrações) – Parabéns!

As artimanha do Napoleão e outras batalhas cotidianas

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Abril • 2016

Não percam o lançamento de “Arco de virar réu”, primeiro romance de Antonio Cestaro. Será na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a partir das 19h. Com leitura de trechos do livro por Fábio Malavóglia.

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Agora, em abril, ele lançará seu terceiro livro, confiram o convite acima. Aproveito para agradecer pelo apoio e pela confiança em nosso trabalho (ah, o escritor e ensaísta Nelson de Oliveira-Paisagem Personas fez uma leitura crítica do original), e desejamos muita sorte e sucesso na nova carreira.

Abraços Dobrados Agradecidos.

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“A escrita é o nome de um vazio. […] Pois é sempre dessas fissuras, dessa devastação interior, que a literatura irrompe, e o romance de Cestaro comprova isso mais uma vez. […] É preciso fazer alguma coisa dessa dor que não cessa. Antonio Cestaro fez um inspirado romance”.  José Castello, escritor, jornalista e crítico literário.

Outras matérias: https://www.facebook.com/Antonio-Cestaro-545341852312760/?fref=ts

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Site: http://www.alaude.com.br/alaude/?ref=&partner_id=

No facebook: http://www.facebook.com/editoraalaude

Página pessoal no face: https://www.facebook.com/antonio.cestaro.58?fref=ts

Selo Tordesilhinhas: http://www.alaude.com.br/alaude/dept.asp?template_id=62&partner_id=1&dept%5Fid=195&dept%5Fname=Tordesilhinhas

Relembrando: Frases e metas para 2012

[ Creio que para o ano de 2106 essas metas ainda serão legais para serem  atingidas, rs. ]

Relembrando: [ Frases e metas para 2012 ]

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1. Não arrumar problemas.
2. Encarar desafios.
3. Concentrar-se no trabalho.
4. Fazer exercício.
5. Ajudar o próximo.
6. Cuidar dos amigos.
7. Estar preparado para dias difíceis.
8. Descansar mais.
9. Acreditar que nada é impossível.
10. Sorrir sempre.

Recebi de duas amigas: da Regina Oliveira da RedeRê, as imagens acima. E da Yvette Masuda as frases abaixo. Arigatô!

“Crie filhos em vez de herdeiros.”
“Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.”
“Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.”
“Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama.”
“Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas.”
“Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?”
“Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos.”
“Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas…”
“…e quem sabe assim você seja promovido a melhor ( amigo / pai / mãe
/ filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão /
irmã.) do mundo!”
“Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos.”

E, para terminar:

“Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.”

+ Metas para 2016!

2016

Aprendendo com Cora Coralina e com as Arpilleras Chilenas.

[ Divulgando e Relembrando ]

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Foto divulgação: Atingidas por Barragens: Costurando os Direitos Humanos reúne 25 bordados sobre violações de direitos humanos confeccionados por atingidas por barragens das cinco regiões do Brasil, por meio de oficinas realizadas pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

MAB organiza exposição internacional de arpilleras no Memorial da América Latina.

Entre 25 de setembro e 25 de outubro, o Salão de Atos do Memorial da América Latina abrigará a exposição internacional “Arpilleras: bordando a resistência”, que reúne 37 peças de bordado construídas por mulheres de seis países da América Latina e Europa, com o objetivo de problematizar e transgredir o papel feminino na sociedade.

https://youtu.be/QtWY762uteo

O que: Exposição “Arpilleras: bordando a resistência”
Quando: de 25 de setembro a 25 de outubro
Onde: Memorial da América Latina
Maiores informações link abaixo:

http://www.mabnacional.org.br/noticia/memorial-da-am-rica-latina-recebe-exposi-internacional-arpilleras

[ Mãos que tecem, vozes que clamam – UMAPAZ – 3 de junho 2014]

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Estou terminando mais um curso na UMAPAZ: Mãos que tecem, vozes que clamam, facilitadora Maria Cecília Ferri.

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Arpilleras (sobre as arpilleras, clique aqui)

Vídeo: COMO ALITAS DE CHINCOL de Vivienne Barry

http://www.youtube.com/watch?v=CNKeLhTyiWQ&feature=share

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“Quem falou em vitórias? Resistir é tudo.” Rainer Maria Rilke

Desde pequena tenho certa aversão a agulhas e linhas. São muito complexas. Com o curso Mãos que tecem, vozes que clamam, e com a facilitadora Maria Cecília Martin Ferri, eu acabei descobrindo que realmente me identifico mais com papéis e tintas. Infelizmente não tenho o dom das tramas. É duro desatar nós, receber alfinetadas e agulhadas, e mesmo assim seguir em linha reta sem perder o rumo e a paciência. No entanto, começo a admirar mulheres que conseguem bordar e se expressar através dessa bela arte.

Aprendi no curso como as chilenas fizeram as suas arpilleras (juta), e o seu significado de clamor, denúncia, crítica e resistência. Há um processo especial em sua confecção, e, claro, há uma tradição que deve ser seguida. Mas aqui no Brasil, em tempos atuais e sem uma ditadura, apesar dos problemas sócio-econômicos enfrentados pelas mulheres brasileiras, creio que acabamos por fazer na verdade uma releitura desses tapetes mágicos.

Para mim, a questão maior é o significado que damos a esse trabalho. No meu caso, fiz uma releitura. Eu tentei expressar através do bordado um clamor de paz, de esperança e de boas lembranças. Não quis fazer uma arpillera contestativa ou crítica. Apenas trabalhei com lembranças, e imaginei passar uma mensagem alegre e muito colorida.

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A vida é repleta de ciclos, e creio que mais um ciclo se encerrou. Estou iniciando outro, e quis deixar registrado aqui, na minha releitura de arpillera, um ciclo que passou. A partir dele, um novo se realizará, e espero, CLAMO, que seja com muitas cores, saúde e amor!

Em julho, completarei Bodas de Prata, 25 anos de casamento. Pra mim, é uma vitória, em tempos atuais onde o divórcio está em voga. Agora o nosso relacionamento está mais maduro e o companheirismo é essencial, após o voo da nossa bebê (filha única) para o mundo. E, de tudo isso, o que ficou gravado na minha memória foi: eu consegui terminar a arpillera, ou melhor, consegui enfrentar linhas, agulhas e tecidos.

O bordado ficou bem amador, mas eu consegui, ou pelo menos tentei me aproximar do sentimento das mulheres chilenas tecendo as arpilleras. Senti uma grande emoção ao escolher cada pedacinho de tecido, cada cor das linhas, um conta, um botão, uma objeto ou um pedaço de pano de um ente querido que já se foi. Tentar retratar um sentimento com uma imagem, escolhendo um ponto, inventando outro. A agulha entrando no tecido tão decidida, juntando, amarrando, prendendo, alinhavando e abrindo histórias e reflexões.

arpillera tereza2014Arpillera confeccionada com muito carinho para a minha querida filha Érica.

Foram cinco dias de pura emoção, carinho e recordações. Chorei, me emocionei. Aqui aprendi ser o outro, me coloquei no lugar da minha mãe costurando e de outras mulheres, e o que eu não entendia e ignorava, e certo preconceito com as linhas e as agulhas, aprendi a admirar e a reconhecer.

Como escreveu Guimarães Rosa: “Viver é rasgar-se e remendar-se”.

Com a minha arpillera eu estou começando a aprender a me remendar.

Obrigada à professora que divulga e acredita no poder das arpilleras, às alunas, mulheres e novas amigas, o meu Abraço Dobrado pelo lado esquerdo do peito.

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Na sala de aula a professora recitou um lindo poema da Cora. Reproduzo abaixo. O bordado ficou bem amador, mas valeu a intenção. Faremos um tapete em conjunto, unindo todos os outros bordados, formando uma grande arpillera.

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[ BONDADE SE APRENDE, CORA CORALINA ]

Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo prá você:
não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha. Eu
não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando
preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a
vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o
que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você
fica mais. Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu
não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto
mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então silêncio!

Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que
trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não. Você acha
que eu sou? Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos
os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo
que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os
fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e
amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.

Penso no que faço com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

Cora Coralina

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno. Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha. 

Nascida em Goiás, Cora tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos depois que o marido, o advogado paulista Cantídio Brêtas, morreu, em 1934. Mamãe foi uma mulher à frente do seu tempo, diz a filha caçula, Vicência Brêtas Tahan, autora do livro biográfico Cora Coragem Cora Poesia. Dona de uma mente aberta, sempre nos passou a lição de coragem e otimismo. Aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira.

Infantis:

A moeda de ouro que um pato engoliu, Global Editora.

Os meninos verdes, Global Editora.

O prato azul-pombinho. Global Editora

 

Disparo de mil tsurus

[ Disparo de mil tsurus ]

Relembrando:

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70 anos da Bomba Atômica
– Para saber mais, clique (aqui) na matéria da Folha de São Paulo.

DSC00979https://yamashitatereza.wordpress.com/tag/bench-das-artes/

Hoje eu consegui terminar mais uma etapa da minha Árvore da Paz, agora ela tem outro nome: Disparo de mil tsurus (nome sugerido pelo Luiz Bras, arigatô!). Vocês devem estar se perguntando, que nome mais estranho, mas eu explico.

Confeccionei mil tsurus, e aqui no blogue eu já expliquei a história da Sadako e a lenda do semba tsuru (leia aqui)se você ainda não conhece a lenda). Depois de um bom tempo pensando em como colocá-los nos galhos, eu os juntei de 5 em 5 tsurus, veja a foto abaixo.

arranjutsurusokMonte a flor de tsurus como no esquema abaixo. Criação: Tereza Yamashita

Assim, eu consegui diminuir a quantidade de itens, ficando com apenas 200 estrelas de tsurus (veja a foto abaixo, da mesa). O segundo passo foi encontrar um suporte para a árvore. Aí eu tive um insight, me lembrei de uma antiga bala de canhão que ganhei do meu pai, isto há uns vinte e dois anos, rs. Aliás, trata-se de uma cápsula de bala vazia de canhão de tanque de guerra, em metal amarelo, acho que é bronze. Curiosidade: está gravado no fundo em baixo-relevo, a inscrição: SAM 103 – M3 = FJF – 42 – ANO 1949.

Não é incrível as analogias: paz, tsurus, guerra, bala de canhão, árvore, vida, livros e arte? E quando mostrei ao Luiz ele logo veio com o título para a obra. Amei, espero que vocês tenham gostado também.

Ah, na foto maior acima, as coisas que mais amo e admiro: o origami, os livros, as árvores e o nosso gato Sansão.

Então, agora vou passar para a última etapa: colar as estrelas de tsurus nos galhos. Gambatte!


http://chc.cienciahoje.uol.com.br/o-voo-dos-passarinhos-de-papel/

“Este é o nosso pedido.

Esta é a nossa oração pela Paz Mundial.

Vou escrever PAZ em suas asas e vocês voarão pelo mundo.”

Sadako Sasaki

Dia dos Namorados

[ Para o Dia dos Namorados ]

Faça um coração de origami (marcador de página) para presentear.

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Uma palhinha do nosso livro: Dias Incríveis

Duendes
— Tito, se eu te contar uma coisa você não vai rir de mim?
— Claro que não, Belinha! O que tá acontecendo?
— Sabe o que é… Acho que tem um duende na minha mochila da escola.
— O quê?! Duende na mochila? Você deve estar viajando na maionese, né, Belinha?
— Tô não! É que andam aparecendo coisas nela!
— Coisas? Que coisas?!
— Já encontrei bolinhas de gude, cards de jogador de futebol, chicletes, um boné, um sonho de valsa e até um poeminha! Não é incrível? O que foi, Tito? Você ficou vermelho. Tá passando mal?
— Nada não… Nada não…
— Então?! Você não acha que é coisa de duende? Não acha? O que foi, Tito? Tá no mundo da lua? Pára de me olhar desse jeito… Te fiz uma pergunta, o que foi, hein?!
— Nada não… Nada não…
— Fala a verdade: você acha que existem duendes?
— Duendes eu não sei. Agora, que existem garotos apaixonados, eu tenho certeza que existem!
— Ãh?
— Belinha, quer namorar comigo?!

Tereza e Luiz

Feliz Dia dos Namorados pra todos os internautas.


Não ser amado é uma simples desventura,
a verdadeira desgraça 
é não saber amar. 

[ autor desconhecido ]

Para os sub-reptícios Nelson de Oliveira, Luiz Bras, Teo Adorno e Valério Oliveira

Quando estou com ele
o tempo
pára
voa
Quando estou com ele
o tempo
acaricia
esbofeteia
Quando estou com ele
o tempo
abre
fecha
Quando estou com ele
o tempo
grita
cala
Quando estou com ele
o tempo
seduz
foge
Quando estou com ele
o tempo
mastiga
cospe
Quando estou com ele
o tempo
chama
ensurdece
Quando estou com ele
o tempo
sorri
morre

by Tereza Yamashita