“O artista paga alto preço por levar uma vida não convencional”.

Bom dia!

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Os nossos pais, a nossa família e até alguns amigos nunca entenderam/entendem a nossa profissão, o nosso modo de vida “diferente”, não convencional, rs. Não temos feriado, férias, sábado, domingo ou qualquer outra data. Não comemoramos datas festivas de maneira tradicional. Pra nós todo dia é mais um dia. Trabalhamos quando todos descansam e descansamos (quando descansamos…) quando todos trabalham. Trabalhamos de noite e dormimos de dia ou vice-versa, ou dormimos quando dá. Dia ou noite, não importa… não que sejamos “workaholics”, mas trabalhar com arte, design/publicidade ou literatura requer uma “disciplina” alternativa.

Podemos dizer que a nossa vida teve um Antes da Érica (AE) e um Depois da Érica (DE) e daqui uns anos, teremos o Pós Érica com os seus horários de plantão, rs. No intervalo (AE e DE) fomos pai e mãe tigres, horário pra tudo, acreditamos que uma criança precisa de rotina, disciplina e horários de dormir, brincar e estudar. Enfim, só pra dizer que estou trabalhando ou descansando (?) no feriado (fazendo os marcadores de página, Monstrinhos Devoradores de Livros, e ilustrações para o Rascunho e Vida Breve), kkkk, e termino com esse artigo.

“A história é mais ou menos assim: Mark Twain, o escritor norte-americano, estava sentado na varanda de sua casa quando passou um vizinho e perguntou “Descansando, vizinho?”, ao que ele respondeu “Não, trabalhando”. Outro dia o mesmo vizinho o viu cortando a grama do jardim e perguntou “Trabalhando, vizinho?”, e Twain respondeu “Não, descansando”.

Lembrei dessa historinha para exemplificar a ideia de que o trabalho e o descanso do artista não se parecem com os das demais profissões. Para o senso comum, “artista” nem mesmo parece ser profissão. Para que serve o artista afinal? O sistema não tem, a priori, um lugar para ele. O pintor francês Paul Gauguin trocou uma profissão “de respeito” e rentável para se tornar um pintor destinado a viver e morrer na pobreza e sem reconhecimento. Que julgamento esperar dos contemporâneos de Gauguin senão o de que ele havia enlouquecido, que era um misantropo, um inadaptado? Artigo de Vitor Ramil: “O artista paga alto preço por levar uma vida não convencional”.

Poemanimais capa

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