Projeto Submersão – Grupo Monhauúma

[ Projeto Submersão – Grupo Monhauúma ]

Fotos para cartaz divulgaçãoFotos de divulgação fornecidas pelos ceramistas.

Como todos sabem, tenho três paixões: a literatura infantil, o origami e a cerâmica.

Participo de um Grupo de Estudos de Cerâmica e tive uma ideia: montar um projeto de exposição (ainda virtual) com nossas  lindas peças.

Os participantes têm formação em artes plásticas, arquitetura, design etc., e, atendendo a necessidade de expressar sua criatividade, optaram pelo uso do barro, da argila. O grupo trabalha há muitos anos com essa matéria-prima, e a partir desses estudos e experiências muitas peças foram produzidas.

As peças têm certa semelhança quanto ao formato inusitado e criativo, algumas seguem tendências orgânicas, outras geométricas e outras mais realistas.

A partir das possíveis semelhanças, resolvi fazer uma pequena mostra com esses trabalhos que transcendem as formas do dia a dia, em cores e criatividade, como na natureza. Somando os quatro elementos vitais: terra, água, ar e fogo.

(…) ao seguir certos rumos a fim de configurar uma matéria,
o próprio homem com isso
se configura.
Quando vemos uma jarra de argila produzida há 5 mil anos por algum artesão
anônimo, algum homem cujas contingências de vida desconhecemos e cujas
valorizações dificilmente podemos imaginar, percebemos o quanto esse homem, com
um propósito bem definido de atender certa finalidade prática, talvez a de guardar
água ou óleo, em moldando a terra moldou a si próprio. Seguindo a matéria e
sondando-a quanto à [essência de ser], o homem impregnou-a com a presença de sua
vida, com a carga de suas emoções e de seus conhecimentos. Dando forma à argila, ele
deu forma à fluidez fugidia de seu próprio existir, captou-o e configurou-o.
Estruturando a matéria, também dentro de si ele se estruturou. Criando, ele se recriou.
(Criatividade e processos de criação – Fayga Ostrower – p.51)

Pensei primeiramente em um aquário. Todos gostaram muito da ideia, e acabamos redefinindo o tema, pensando agora no fundo do mar, com objetos de naufrágio, peças orgânicas, animais marinhos, carrancas, objetos inusitados, vasos etc.

Depois de muitos e-mails trocados, formamos um grupo menor, e finalmente batizamos o projeto. Sugestão dada por uma das participantes, a Maíra, e complementada pelo conceito oferecido por outra participante, a Lela.

E chegamos ao seguinte nome: Projeto Submersão.

Barro – Matéria-prima oceânica
Em um fenômeno da natureza, a água é o elemento mais importante das mudanças em
um processo que dura milhares de anos. Partículas de rochas depositadas no fundo do
mar se movem pela ação da água, mais tarde elevam-se à terra seca originando a argila,
a matéria-prima única do homem, tornando a arte mais produzida dos tempos. É o meio
de o homem se expressar pela forma. O ceramista, através do barro, expressa com suas
mãos o movimento da vida, o sopro da criação e o calor da alma.
Sonia Marly Marques – ceramista

Depois, outra participante, a Sonia, sugeriu que o grupo também precisaria de um nome. E, após várias sugestões, o Nivaldo nos apresentou um nome indígena, com um conceito muito interessante, e acabamos por assimilá-lo, apesar da dificuldade inicial da pronúncia: Grupo Monhauúma

Monhauúma – “Aquele que faz com barro.”
O significado de Nhauúma é barro. O prefixo Mo era aplicado, no idioma indígena,
com o significado geral: “aquele que faz”.

Enfim, deixo aqui registrada a grande experiência que adquiri ao criar um projeto e organizar um grupo tão diversificado. Acreditem, não é fácil agradar a gregos e troianos, rs. Mas creio que o resultado ficou muito bonito!

Obrigada a todos pela colaboração, pelo apoio e pela participação, com sugestões de nomes e textos, e outras motivações. Foi fundamental, senão o projeto ficaria apenas no papel.

Agradecimento especial para a Sonia, a Cris, a Yara e para a Maíra, pelos layouts e perspectivas.

Espero que o grupo também tenha gostado da experiência! E que possamos, como as formigas, trabalhando arduamente, fomentar um pouco de ARTE & CRIATIVIDADE nesse mundo caótico.

Teaser no YouTube: http://youtu.be/PZyb_0NFeJg

Captura de tela 2014-10-06 às 12.04.08

O que o barro quer
Paulo Leminski

o barro
toma a forma
que você quiser
você nem sabe
estar fazendo apenas
o que o barro quer

Arigatô e Abraços Dobrados

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Um pensamento sobre “Projeto Submersão – Grupo Monhauúma

  1. estou encantada de fazer parte desse grupo, de ter minha peça valorizada pela Tereza (nossa curadora), que me convenceu que eu poderia estar aqui, participando desta mostra e viver esse momento.
    vamos lá Monhauúma, amassando barro e soltando a imaginação!
    obrigada pessoal,
    obrigada Tereza,
    abraços a todos.

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