5 de janeiro 1994-2015

[A data mais importante e feliz de nossa vida]

1994-3meses2

Dia 5 de janeiro, às 13h15, quando nossa vida mudou. Jovens (27 e 28 anos) e inexperientes, recebemos de presente um pacotinho com uma linda garotinha, longilínea, cabeluda e de olhos amendoados. Tão delicada, pequenina e frágil. As contrações começaram de madrugada, e eu, morrendo de sono, acariciava a barriga e sussurrava, dorme minha filha, ainda é muito cedo pra nascer. Acho que ela me escutava e as contrações paravam. Mas decidida como é, de hora em hora me chutava e se revirava, pedindo pra sair.

Amanheceu, acordei o maridão e disse, é hoje que veremos a carinha da nossa menina. Tomamos banho, avisamos o médico, pegamos a mala com as roupinhas e o Nelson chamou o táxi (na época, éramos um casal sem carro, e com apartamento alugado). Então, partimos para o hospital. Imaginem a cara do taxista quando me viu com a barriga enorme, rs. Era período de festas e férias, eu estava apavorada, achava que o meu médico viajaria e me deixaria na mão. Não aconteceu, lá estava ele me esperando na maternidade. Nossa filha nasceu, parto normal, com Apgar dez e inteirinha, olhei cada pedacinho do seu corpo. O que mais me chamou a atenção foram os dedinhos compridos e fininhos.  Acho que foi a nossa maior emoção. O Nelson estava orgulhoso, agora se sentia pai de verdade. Ele foi tão participativo na criação da nossa bebê! E a Érica, quando começou a falar as primeiras palavras, o chamava de “mamãe” também, rs. Só depois de muito tempo, ela começou a chamá-lo de pai. Obrigada, papai, te amamos muito.

Depois de 5 anos, nossa vida mudou novamente. O Sansão (que fará 15 anos em fevereiro) chegou, de olhos azuis, branquinho e assustado. Os olhinhos da nossa menina brilharam de alegria, assim como os nossos quando ela chegou. Hoje a nossa menina fará 21 anos, nem estou acreditando (a maioridade na minha época não começava aos 18, mas aos 21), ela agora é dona de seus atos. Estudando em outra cidade e fazendo a faculdade de medicina (4ª período), como foi que isso aconteceu? Tudo tão rápido… Às vezes custo a acreditar. Não minto, tenho saudades da nossa menininha que tudo perguntava e achava graça em tudo. Hoje, séria e compenetrada, ela ainda guarda a doçura de uma menina. Só temos a agradecer, e dizer que te amamos, filha. Arigatô, por fazer parte de nossa vida, e que todos os seus sonhos se concretizem. Estaremos sempre aqui pra te apoiar.

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