Minientrevista com Marilia Kubota, escritora e jornalista, direto de Curitiba.

[ Minientrevista com Marilia Kubota, escritora e jornalista, direto de Curitiba.]

28657_1290060018453_2694213_nFoto: Carlos Roberto Zanello de Aguiar (Macaxeira)

Não me lembro bem como nos conhecemos, talvez tenha sido através do famoso e saudoso Jornal Nicolau. Na época, o Joba Tridente (confira a sua mini aqui no Abraços) era editor de arte da publicação. Eu comecei a fazer pequenas ilustrações e acabei colaborando com alguns números. Marília colaborava com matérias e poemas.

nicolau mariliahttp://www.candido.bpp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=648

Lembro que trocamos correspondências via correio mesmo, através de carta, rs. Ainda não existia a internet para consumo popular (que horror, rs). E assim a nossa amizade começou através das artes e da literatura.

Muito tempo depois, Marília me convidou para participar das Escritoras Suicidas e me apresentou a Silvana Guimarães (editora do site, veja minientrevista aqui: ) e assim conheci outras escritoras, entre elas a Jane Sprenger Bodnar (confira mini aqui), de Curitiba. E até hoje, depois de muitos anos, mantemos contato, via internet e trocando livros, e agora também por intermédio da minha filha, que está morando em Curitiba, rs.

ex-suicidasFoto divulgação: Escritoras Suicidas

Ah, ia me esquecendo: Marília me convidou também para participar da antologia Retratos japoneses do Brasil – literatura mestiça. Dessa forma, através da minientrevista, eu gostaria de agradecer pela amizade e pelo carinho dessa querida paranaense, e principalmente pelo incentivo dado a minha literatura.

antologia japa
Lançamento da antologia Retratos Japoneses no Brasil, com dez autores nipo-brasileiros: Adalgisa Naraoka, Alexandre Inagaki, Itiro Takahashi, Gabriela Kimura, Marília Kubota, Mirian Lie, Ricardo Miyake, Simone Toji, Tereza Yamashita e Wilson Sagae. Publicado pela [e], da Annablumme. São Paulo e Curitiba.

Arigatô, e espero que continuemos nossa amizade por muitos anos.

Abraços Dobrados e gambarê!

Agora fiquem com a minientrevista da Marília e o seu trabalho admirável e incansável de prestigiar e divulgar tanto a literatura brasileira quanto a literatura e as artes japonesas.

Como foi a sua infância/adolescência e como a leitura e outras expressões culturais passaram a fazer parte da sua vida?

Mk3 copyFoto divulgação

Por causa da timidez atroz, minha infância parecia terrível, povoada de ameaças. Eu tinha medo de fantasmas que via nas folhas das árvores, dos pecados que devia confessar na igreja, de falar muito alto na escola. Por isso me refugiava nos livros. Desde que fui alfabetizada, eram meus companheiros. Meus pais não liam livros de literatura, nem jornais ou revistas. Meus irmãos gostavam de ler histórias em quadrinhos (gibis) e eu lia esses gibis e contos de Andersen e dos irmãos Grimm. Adolescente, passei a achar curiosos os poemas, crônicas e contos publicados na antologia de Domingos Paschoal Cegalla. Eram textos de Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Millôr Fernandes, Clarice Lispector. Eu ia comprar gibis na banca e aí também me abria para o universo da leitura popular: fotonovelas e literatura para moças. Mais tarde, passei a consumir fascículos de literatura. Pelo correio, eu encomendava livrinhos de bolso com histórias de detetives e clássicos para jovens: O retrato de Dorian Gray, Crime e Castigo, O morro dos vento uivantes. Um de meus tios era sócio do Clube do Livro, e nas férias também lia os clássicos de sua biblioteca. Um outro lia jornais e tinha uma coleção de Asterix, que me encantava. Quando mudei para Curitiba, aos 14 anos, passei a freqüentar a Biblioteca Pública do Paraná. Procurei autores que havia lido nas antologias escolares, especialmente os que escreviam crônicas e poesia. A partir daí passei a ser frequentadora assídua de bibliotecas públicas e clubes de livros. Ao contrário de minhas colegas de escola, passava quase todo o dia lendo, era uma jovem estranha.

Marília, você é formada em jornalismo e é mestre em Letras pela UFPR, correto? Comente sobre essas carreiras. Com qual delas você se identifica mais, com o jornalismo e o trabalho de edição do MEMAI ou com a literatura e a poesia?

Eu me formei em Jornalismo em 1992, depois de ter namorado o curso de Letras várias vezes. Trabalhei com jornalismo profissional – outros jornais e revistas – até 2007. Depois disso resolvi me dedicar à literatura. O MEMAI, uma revista de literatura e artes japonesas não deixa de ser “literatura”, pois é um projeto pessoal, como publicar meus livros e dar oficinas de criação literária. Fiz o mestrado achando que ajudaria a pensar melhor a literatura. A mesma idéia que tive em relação ao jornalismo, de acumular experiência. O jornalismo ajudou na prática de escrita, a entrar em contato com experiências diferentes das minhas, a ouvir o deputado e a faxineira. Creio que se tivesse seguido Letras minha formação teórica seria menos “esburacada”, mas eu não teria saído do casulo. Sem o jornalismo eu conheceria menos pessoas interessantes, como Valêncio Xavier, Wilson Bueno, Jamil Snege, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu, Alice Ruiz, Joba Tridente. Valêncio foi grande companheiro de conversas sobre livros e filmes. Minha pesquisa de mestrado foi sobre O mistério da prostituta japonesa e Mimi nashi Oichi, suas narrativas japonesas, como eu entitulei. Foi uma homenagem póstuma, mas também um modo de me aproximar de um amigo. Antes dessa amizade literária, o poeta Fernando Karl foi um interlocutor. Ele publicou o livreto Mosaiko, com poemas iniciantes, pela Feira do Poeta. Fernando queria muito que eu começasse uma “carreira literária”, mas parecia pomposo ter um livro de iniciante com prefácio e tal. A partir da Feira do Poeta conheci outros poetas, como Ricardo Corona, Rodrigo Garcia Lopes e o jornal Nicolau, onde publiquei os primeiros contos. Em paralelo conheci o grupo Baú de Signos, formado pelos poetas Rollo de Resende, Jane Sprenger Bodnar, Fernando Zanella. Eles promoviam encontros de poesia, foi a primeira vez que entrei em contato com oficinas de criação. O Baú semeou a relação entre poesia, exercícios lúdicos e artes visuais. A amizade com o Rollo me ensinou o respeito pela diversidade sexual. Ele morreu em 1995 e aí se desfez o grupo de poesia.  Mas ele, Valêncio e Claudio Seto me indicaram que a melhor aprendizagem, nas artes, é seguir quem tem mais “estrada”.

Você é editora do Jornal Memai, correto? De quem foi a idéia e a iniciativa de publicar um jornal de Letras e Artes japonesas? Qual o principal objetivo desse jornal?

memai_capa1Foto divulgação

Sou editora do JORNAL MEMAI. Conversei com uma amiga jornalista, a Milena Silva, que fazia oficina de criação literária comigo, na Fundação Cultural de Curitiba. Ela, que nunca tinha exercido a profissão, mas gosta de literatura, queria fazer um jornal. Achei que não daria certo, daí pensamos num jornal de artes japonesas. Vinha pesquisando arte japonesa desde quando ouvia o Valêncio, o Leminski, a Alice Ruiz e outros escritores e poetas aqui de Curitiba falarem sobre uma cultura que ainda não me pertencia. Durante boa parte da infância e juventude tive vergonha de ter cara de japa. Quando fui pesquisar questões de identidade étnica, conheci o Claudio Seto, que também pesquisava a história dos nipo-brasileiros no Paraná. Passei a colaborar com ele e o Nikkei clube. Com a Mylle, que promovia eventos de cultura pop, e mais um amigos, começamos o jornal. Havia uma “redação” sem base fixa: artistas visuais, diagramador, fotógrafo, revisor. Era um espírito “memai” (vertigem, em japonês), mirabolante, mas o jornal começou a ficar conhecido fora da cidade. No início não queríamos ter um jornal profissional. Depois ficou difícil manter um projeto não rentável e eu continuei com o blogue no WWW.memai.com.br. O objetivo do jornal é reunir pessoas que se interessem por arte japonesa, descendentes ou não.

Você também mantém um site: micropolis. Ele é um site pessoal voltado apenas para poesia? Qual a sua opinião sobre a poesia e a literatura brasileira contemporânea?

O nome do blogue é micropolis e não Micrópolis, não sei porquê. Penso mais no poético do que no semântico: abelhas, pequenas cidades. Uma vez Valêncio pediu um conto para ser publicado no jornal Gazeta do Povo, e eu mandei uma crônica chamada Menina antiga. Copiei o título do poema Menino antigo, de Drummond. A história era uma lembrança de quando eu freqüentava aulas de piano, em Paranaguá. Valêncio explicou que a menina antiga não era só a do passado, mas também a que, de menina transformou-se em mulher. Esse blogue era para conter manuscritos, pensamentos soltos, uma gaveta virtual. Apesar de público, era meu diário. Eu guardava textos desordenados, refletindo meu pensamento.

Não consigo ter uma idéia clara sobre a poesia e literatura brasileira contemporâneas. O limite da minha percepção da literatura brasileira contemporânea vai até geração 90. Gosto de Naquela época tínhamos um gato, de Nelson de Oliveira, e por causa desse livro fui conhecer vocês. Livros me motivavam a querer conhecer escritores. Há uma diversidade de vozes na literatura, hoje, e ficou difícil acompanhar, porque passei a ler literatura contemporânea japonesa traduzida no Brasil. Não fiquei desatualizada porque vejo flashes no Facebook. Por essa janela, a percepção é de uma overdose de subliteratura, que não sei se corresponde ao real, mas pelos títulos nas livrarias, creio que sim. Também vejo mais espaço para vozes das periferias. Na primeira semana de agosto, fui convidada a participar de um sarau da Casa Amarela de São Miguel, na zona leste de São Paulo. O sarau é organizado pelo poeta Akira Yamasaki e sua companheira Sueli Kimura. Tão organizado quanto um sarau na Casa das Rosas. Só tem menos glamour.

casaamarelaFoto divulgação: Casa Amarela

http://youtu.be/Y5HDMh_W7Ds

Publicado em 28/08/2014: Sarau da Casa Amarela, (26ª) edição realizada, em 10 08 2014, em São Miguel Paulista, sob coordenação de Akira Yamasaki e Escobar Franelas – Video produzido e postado por Big Charlie.

Em outra entrevista, você disse o seguinte: Não importa a história que o livro está contando, para mim o que interessa é descobrir um autor novo, o modo como ele escreve.Você ministra oficinas de criação literária, e esse é seu objetivo com as aulas: divulgar e conhecer novos autores? Comente essa trajetória.

Nas oficinas gosto de compartilhar leituras, ouvir a voz do outro. E sempre há um retorno surpreendente. Com um pouco de estímulo os alunos têm autonomia de leitura e criação. Descobri bons autores nas oficinas, como um nordestino que trabalhava como motorista de ônibus e escrevia poemas em sextinas; uma dona de casa que convidei a reescrever algumas fábulas, um jornalista desempregado, competente em criar paródias e um professor de língua portuguesa no ensino médio que nunca havia escrito poemas, mas propunha paradoxos de alto nível. Nunca sei se um aluno continuará cultivando o fazer artístico. A única coisa que espero é que não sintam vergonha de escrever poesia e passem a ler mais.    

oficina

No Jornal Memai você demonstra interesse por ilustradores, escritores de literatura infantil e juvenil. Qual a sua opinião, como escritora, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea? Você acha que há preconceito contra essa linguagem, que as pessoas consideram a literatura adulta superior?

O MEMAI abre espaço para as artes visuais. No Japão, se pensarmos na Caligrafia, a escrita é considerada arte visual. Por isso também publico literatura para crianças, com destaque para o trabalho de Lúcia Hiratsuka (confira minientrevista aqui), especialista em sumi-e (aquarela japonesa) e e-hon (livros de imagens). O primeiro site que conheci na internet foi da Ângela Lago. Fiquei apaixonada por sua obra. Essas autoras são artistas visuais que escrevem para crianças de todas as idades: as que ainda são, e as que nunca deixaram de ser. Quanto a literatura infantojuvenil ser um gênero menor em relação à literatura para adultos, lembro que essa segmentação só surgiu no mercado editorial nos últimos anos. Grandes autores, como Cecilia Meireles, Mário Quintana, Charles Baudelaire, T.S. Elliot, escreveram para a infância. Particularmente, acho escrever para a criança mais difícil do que para o adulto.

E para terminar, fale um pouco do processo criativo do seu último livro de poemas: Esperando as Bárbaras, editora Blanche. Curiosidade, você já está escrevendo outro livro de poemas?

livro MariliaFotos divulgação: Lançamento do livro em Curitiba: Esperando as Bárbaras

Esperando as bárbaras traz 55 poemas longos e embora Marilia Kubota seja descendente de japoneses, nem um de meus poemas tem a forma do haicai. Esperando as Bárbaras é uma seleção de trabalhos que refletem sobre o fazer poético, sua inquietação e inutilidade como sobra de luminosidade no mundo pós-moderno. O poema-título tem origem no poema “À espera dos bárbaros”, do grego Konstantin Kaváfis. “Minha japonesidade está relacionada ao intimismo com o qual os orientais veem a vida, e não à forma poética. A ‘ brevidade’ ou ‘síntese’ pelas quais é conhecida a poesia japonesa estão presentes no meu trabalho, privilegiando os tons delicados e a tendência à solidão”, garante a autora.” Isabel Furini

http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31–76-20120929

Esperando as bárbaras foi lançado em 2012. O livro tem 55 poemas, e a seleção é aleatória. Falam sobre a minha perplexidade em viver num mundo caótico, a função da poesia na sociedade, e incorporo vozes marginalizadas. Como forma, os poemas não me satisfazem, parecem arrítmicos. Sempre vou trabalhando a linguagem nos poemas. Acho que o Diário da Vertigem (meu próximo livro, já fechado) tem ritmos mais resolvidos. Os poemas ainda não têm unidade temática. Invisto menos na investigação sobre a criação literária e na linguagem hermética e exploro o tema da identidade étnica, arriscando a escrever um caderno de haicais, o Hanakiri.

Meu processo de criação se baseia no exercício do jornalismo, que é escrever diariamente, aprender errando, e em geral, para consumo imediato. Por causa do trabalho jornalístico, eu tinha a ideia de que escrever publicamente é descartável.  Por isso gosto de escrever e ler crônicas, ou blogues, em geral, escritos desprezados. Temo a perenização do escrito, gosto da relação com o acaso, seja na leitura ou na escrita. Outro dia li autores que já ouvia falar há tempos, Paulo Henriques Britto, Mia Couto e J. Coetzee. Prefiro o acidental à erudição. Por causa de meus anárquicos hábitos de leitura não vejo perspectiva para que a minha poesia seja conhecida. Mas por enquanto sou feliz em minha aldeia.

 marilia_kubotaFoto divulgação: Cronópios

Marilia Kubota nasceu em Paranaguá (PR), em 1964. É poeta e jornalista, Mestre em Estudos Literários, com a dissertação As narrativas japonesas de Valêncio Xavier, pela Universidade Federal do Paraná. É orientadora de oficinas de criação literária desde 2005. Em 2008, organizou o Concurso Nacional de Haicai Nempuku Sato e a Mostra de Arte Nikkei, ambos em comemoração aos 100 anos da Imigração Japonesa ao Brasil. Em 2011, ganhou o Prêmio Nikkei de Literatura, pela organização da antologia Retratos Japoneses no Brasil – Literatura Mestiça. Em 2013, organizou a Mostra de Cinema Nikkei. Edita os blogues Micropolis (poesia) e MEMAI (arte japonesa).

Livros publicados: Esperando as Bárbaras (Curitiba, Editora Blanche, 2012 ) e Selva de Sentidos (Curitiba, Águaforte Edições, 2008), Retratos Japoneses no Brasil (São Paulo, Annablume, 2010). Participação em antologias: Poesia Bicho de Siete Cabezas (2014), Hiperconexões (2014), Fantasma Civil (2013), Todo Começo é Involuntário –Poesia Brasileira no Início do Século 21 (2011), Antologia da Poesia Brasileira do Início do Terceiro Milênio (2008), 8 Femmes (2007), Passagens (2002), Pindorama (2000), Crõnicas Eu quero ser escritor (2012) e Blablablogue (2009).

Livros mariliaLinks:

MEMAI [眩暈] é uma palavra japonesa com várias traduções. A mais poética é vertigem. Vertigem é a sensação de conhecer algo inusitado, por vezes totalmente estranho ao ambiente em que se vive. É o que acontece com os iniciados, estudantes, pesquisadores, artistas, simpatizantes da cultura japonesa. O neófito é tomado por uma sensação de encantamento e, ao mesmo tempo, fica fora de eixo, deslocado, como se o seu mundo virasse de cabeça para baixo. O convite de MEMAI é fazer você se aproximar dessa vertigem, e cair no universo das Letras e das Artes Japonesas.

memai

Entrevista para o Bonde sobre o Jornal Memai. – Marília Kubota e o jornal Letras e Artes japonesas MEMAI (31/05/2011)  http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-31–38-20110531

 micropolishttp://micropolis-texto.blogspot.com.br/

kubota_urbanEscritoras suicidas – Casa das Rosas

http://www.escritorassuicidas.com.br/marilia_kubota.htm#.VARDS15EOMI

facemarilia Facebook: https://www.facebook.com/marilia.kubota1

 UFPR copy

Homenagem ao dia da Mulher – Lado M – REITORIA – UFPR

“Criação Coletiva – A interpretação, luz, som, movimentos, intenções e pausas dão força às poesias das componentes do grupo – as poetas brasileiras e estrangeiras. Marília Kubota explica que da criação coletiva surgiu o trocadilho do Lado M, que não aponta para o “outro lado”, mas para o múltiplo, o abrangente. O espetáculo apresenta poesias selecionadas a partir de eixos temáticos como amor, política, sexualidade, cotidiano e revolução. Tina de Souza destaca o trabalho de criação coletiva como uma experiência interessante e um desafio. Isso porque na existe uma narrativa, uma história a ser contada.”

A jornalista Marilia Kubota falando para a Igreja do Livro Transformador sobre como a forma na Literatura a atrai tanto. A Marilia é editora do Jornal de Cultura e Letras Japonesas MEMAI e também confiamos muito nela quando o assunto é poesia contemporânea.

Igreja do Livro TransformadorPublicado em 03/05/2013

http://youtu.be/a6GquyhEG68

 recanto das letrasEntrevista para o Recanto das Letras

http://www.recantodasletras.com.br/entrevistas/3006287

germinahttp://www.germinaliteratura.com.br/mk.htm

Colunista do Jornal Nikkei

Nippakhttp://www.portalnikkei.com.br/category/colunas/memai-colunas/

Marília Kubota – a arte de coser palavras – Programa Contracapa – Literatura&Arte

radiohttp://karendebertolis.blogspot.com.br/2013/06/marilia-kubota-arte-de-coser-palavras.html

cronopioshttp://cronopios.com.br/site/artigos.asp?id=5597

Dia 27 de março de 2015, lançamento do “micropolis”, Lumme Editor.

Convite Caixa Preta_Lumme_Casa-Guilherme de Almeida

 

 

Convite Caixa Preta_Lumme_Casa-Guilherme de Almeida

Nova antologia, organizadora Marília Kubota.

Blasfêmeas

 

 

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