Escher – Relativity

[ Arte e literatura ]

Comecei a fazer um curso de extensão na PUC, de Criação Literária, com os professores Cadu Siqueira (poesia) e Annita Costa Malufe (contos). Como todos sabem, sou formada em comunicação visual, e agora estou tentando aprender um pouco mais sobre literatura. E hoje posto aqui um exercício que achei bem interessante, unindo literatura e pintura. Adorei!

O exercício baseou-se na écfrase, segundo o Houaiss: substantivo feminino (s. XX) ret, descrição minuciosa de uma pessoa ou de um objeto cf. evidência (ret). Etimologia: gr. ekphrasis, eōs ‘descrição’.

Exemplo dado em aula:

Slide1Slide2O nosso exercício é livre (pode partir de uma escultura, pintura ou foto). Eu adoro os desenhos do Escher. Escaneei a gravura abaixo, em litografia/litogravura de 1953, do livro: Gravuras e Desenhos, de M. C. Escher.

Escher-Relativity

Captura de tela 2014-04-10 às 15.39.23E, por coincidência, me deparei com esse artigo na Ciência Hoje, que achei bem interessante, onde uma gravura também é analisada.

Um livro saturnino

31eZ7p7EYZL._SL500_SY344_BO1,204,203,200_

Clássico de história da arte, Saturn and melancholy (de Raymond Klibansky, Erwin Panofsky e Fritz Saxl (Londres: Nelson & Sons, 1964) é lembrado no sobre Cultura, 50 anos depois de sua publicação, à luz da época e da cultura em que foi escrito. Análise aponta para existência de uma narrativa subjacente: a emergência do homem de letras.

image_preview

“O objetivo principal do livro é simplesmente a interpretação de uma única obra de arte: a gravura Melancolia I, criada em 1514 pelo maior artista alemão dos tempos da Reforma, Albrecht Dürer. (imagem: Reprodução)

200px-Albrecht_Dürer_104Autorretrato, 1500, Antiga Pinacoteca, Munique.

Continua a ecoar a pergunta feita no século 4 a.C. por Aristóteles (ou por um de seus discípulos): “Por que todos os homens excepcionais em filosofia, política, na poesia e nas artes foram melancólicos?”

Segundo a antiga doutrina médica dos humores corporais, a melancolia ou ‘bile negra’ propicia um acesso privilegiado a esferas superiores do entendimento e da imaginação. Em compensação, condena o indivíduo a um temperamento sempre instável e tempestuoso, de quem vive na oscilação entre a euforia do visionário e a depressão do misantropo.

A mesma excepcionalidade que permite a excelência atrai – como a ’desmesura’ dos heróis trágicos – a recompensa de uma permanente insatisfação. Além de uma consciência excepcionalmente aguda dos próprios limites, porque o desmedido nunca basta para deixar de ser incompleto.”

“O livro tem uma história tão tumultuada que se confunde com a do próprio século 20. É difícil resistir à tentação de ver nele uma espécie de cristalização do seu tempo – exatamente como ele mesmo parece fazer acerca da gravura de Dürer.”

Clique aqui e confira a matéria na íntegra.

Revista Ciência Hoje / 2014 – Por: Sérgio Alcides (Professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutor em História Social (USP-FFLCH). Mestre em História Social da Cultura (PUC-Rio, 1996). Bacharel em Comunicação Social (PUC-Rio, 1988). Sua área de pesquisa é a Literatura, com ênfase na Poesia. Principais temas de interesse: Poesia na Época Moderna, Poesia na Modernidade, Poética, Teoria Literária, Teoria da História, História Cultural, Literatura Brasileira.)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s