[Recordações da infância e da adolescência]

[Recordações da infância e da adolescência]

Dia 29 de janeiro, a nossa filha estava em Curitiba, já voltando para São Paulo. Ela me enviou um torpedo, muito preocupada, pois o aeroporto estava totalmente sem sistema. Comentavam que uma pessoa havia tentado suicídio numa das torres de controle do aeroporto. Por precaução, o desligamento foi geral. Pedi que ela ficasse calma, tudo voltaria ao normal e  daria tudo certo com a viagem. Tentei ser a mais otimista possível, sabendo que os aeroportos hoje em dia estão um caos… E ainda mais com esse boato! Foi aí que eu me lembrei, e senti muitas saudades. Este mês fez seis meses que perdi a minha mãe. Era bem reconfortante quando eu estava com algum problema, e telefonava pra ela. Não pertenço a nenhuma religião, mas respeito todas. Dessa forma, mesmo sabendo da minha descrença, ela dizia que ia orar por mim, e que tudo iria melhorar. Eu gostava de sentir em sua fala a fé, de ver que ela realmente acreditava no que dizia. Eu gostava de ouvi-la dizendo:  “vou orar por você, tudo vai dar certo”. Tentei, então, fazer com que a minha menina também se sentisse bem, confortando-a, agora com palavras via sms. Depois de meia hora ela mandou um outro torpedo dizendo que já estava na sala de embarque, ufa!

Depois, procurando um livro na internet, eu me lembrei que meu pai (já faz um ano e dois meses que ele faleceu) era sócio do Círculo do Livro no começo dos anos 70. Bons tempos! A maioria dos livros que ele comprava eram best sellers, e só agora eu me toquei que, apesar da pouca idade, eu lia muitos livros, sem nenhuma orientação, enfim… Eu pegava qualquer livro na estante e sem entender direito o tema, tentava  ler… Pulando partes, avançando atabalhoadamente. Alguns até impróprios para a minha idade, mas estavam ali, misturados com as coleções infantis. Muitos desses livros (aventura, ação e mistério) me pegaram pra valer, como dizem hoje, rs.

Livros

E, a partir desse momento, comecei a desenhar… Eu gostava das capas ilustradas, os desenhos eram bem simples e estilizados. Recordando hoje, eu até reproduzi uma capa em uma tela, com guache, rs. Acima as capas dos títulos que me lembro de ter lido.  E, abaixo, uma frase de um livro que li na época  (A importância de viver, de Lin Yutang, tradução de Mário Quintana). Achei agora na internet… Preciso comprar novamente esse livro, pois me recordo vagamente de um belo poema que há nele, sobre o barro e o relacionamento humano.

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Muitos anos depois, entrei na faculdade de artes, me casei com um futuro escritor e também comecei a trabalhar com livros! Destino? Vai saber, rs.

Ah, através do face… Tamara Takaoka de Oliveira me convidou para a seguinte brincadeira: listar os 10 primeiros livros lidos que vierem na minha cabeça, sem pensar muito, e depois indicar 10 amigos para fazerem o mesmo!

01. “As aventuras de Xisto” – Lúcia Machado de Almeida
02. “Os elefantes não esquecem” – Agatha Christie
03. “O corvo”- Edgar Alan Poe
04. “A ordem do dia” – Márcio Sousa
05. “Negrinha” – Monteiro Lobato
06. “Morte e vida severina” – João Cabral de Melo Neto
07. “O universo da arte” – Fayga Ostrower
08. “Quarto de menina” – Lívia Garcia-Roza
09. “A bolsa amarela” – Lygia Bojunga
10. “A hora da estrela” – Clarice Lispector

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