Mini-entrevista com Oscar D’Ambrósio, UNESP.

[ Mini-entrevista com Oscar D’Ambrósio, diretamente da rádio UNESP, de São Paulo ]

Foto divulgação + origami by Tereza Yamashita

Oscar D’Ambrósio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura, mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp e jornalista. Integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA – Seção Brasil), escritor, resenhista e crítico literário.

Eu o conheci pessoalmente quando ele nos convidou, Luis Bras e eu, para uma entrevista, para o programa diário Perfil Literário (confira a entrevista aqui) no estúdio da Rádio Unesp em outubro de 2008. Já são 1550 entrevistas.

Depois disso eu assisti a uma palestra (2009) que ele ministrou no extinto Lugar Pantemporâneo, onde discorreu sobre “Conexões imagéticas vocabulares (inquietações fundamentais na arte de todas as épocas, por meio da pintura e da narrativa, a partir de doze quadros e de doze aberturas de romances livremente entrelaçados).” Adorei, aproveito para parabenizá-lo.

E em 2012 ele me convidou para a exposição “Que artista plástico sou eu?”para comemorar o Dia do Artista Plástico, dia 8 de maio. Clique aquiveja as obras e outras informações.

E para agradecer por todo o seu incentivo à minha arte, tanto na literatura como nas artes plásticas, resolvi convidá-lo também para as minhas mini-entrevistas, uma forma singela de agradecimento. Arigatô! Agora se deliciem com a mini!

Você é doutorando em Educação, Arte e História da Cultura, pelo Mackenzie, e mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e se formou em jornalismo, correto? Quando você começou a se interessar por artes plásticas?

OD: Foi no final de 1999, quando conheci o artista plástico Waldomiro de Deus numa exposição itinerante que ele fez pela Unesp. Aquele encontro mudou a minha vida. Acabei fazendo um livro sobre ele e mergulhei nas artes visuais e nas suas pontes com outras linguagens. Foi um momento mágico.

Na Argentina, e depois no Brasil, como foi a sua infância/adolescência e como a leitura e outras expressões culturais passaram a fazer parte da sua vida?

OD: Vim para o Brasil com 5 anos. Minha referência argentina infantil é a célebre escritora Maria Elena Walsh. Já no Brasil, Monteiro Lobato foi uma entrada apaixonante, principalmente pela capacidade de falar de assuntos sérios de maneira lúdica como História do Mundo para as Crianças e Os 12 trabalhos de Hércules.

Famoso retrato de Maria Elena Walsh feita por sua parceira
e fotógrafa Sara Facio, que mais tarde interveio com pintura.

Qual a sua opinião, como escritor, leitor-crítico e resenhista, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea, principalmente a que aborda as artes plásticas?

OD: Desde que ela não seja didática no sentido de defender uma ideia sem se preocupar com a forma, tenho e mantenho a mente aberta para as mais diversas manifestações. Creio que o melhor caminho é a liberdade de expressão e a convivência ente as diferenças. O didatismo excessivo também me deixa meio preocupado…

Como teórico e crítico literário, você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas consideram a literatura adulta superior?

OD: Creio que isso melhorou muito, mas ainda existe. O mesmo preconceito recai sobre aquarelistas, ilustradores, artistas que trabalham com papel de modo geral. Há uma tendência em vê-los como menos nobres, mas o tempo está fazendo a sua justiça.

Adaptado por Oscar D’Ambrosio e ilustrado pelo artista Jão, esta versão em quadrinhos de Iracemade José de Alencar, mantém o texto original e fiel à preocupação central do escritor: o nacionalismo.

Você tem vários livros infantojuvenis, mais de 35 livros na Coleção Contando a Arte, sobre artistas plásticos. O que o levou a escrever sobre esses artistas?

A possibilidade de falar deles de maneira descompromissada com a academia, mas responsável com o leitor. É o que mais gosto de fazer na vida e gostaria de ter possibilidades de ampliar essa coleção no futuro.

Você apresenta o programa diário Perfil Literário, idealizado pelo professor Ricardo, fazendo entrevistas com escritores, ensaístas e artistas plásticos, que é realizado para a Rádio Unesp desde janeiro de 2009 até hoje, e já são mais de 1.200 entrevistas. Poderia nos falar a respeito, principalmente sobre as entrevistas com os escritores de literatura infantojuvenil?

OD: Completamos 1550 entrevistas em junho de 2012. É uma prazerosa busca de dar voz às mais diversas vertentes, deixando cada um falar e deixar o seu recado literário com harmonia e delicadeza.

E, para terminar, você poderia comentar sobre o livro bilíngue, em coautoria com João G. Machado, sobre História: A imigração japonesa no Brasil – uma saga de 100 anos?

OD: Foi uma experiência muito interessante. Ele tratou mais da questão história e eu fiquei com a artística. Aprendi muito sobre os importantes artistas japoneses que vieram para o Brasil formar suas famílias e enriquecer a arte nacional.

Oscar D’Ambrosio, doutorando em Educação, Arte e História da Cultura, pelo (Mackenzie), Jornalista (ECA-USP), mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de São Paulo é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica-Seção Brasil). Bacharel em Letras (Português-Inglês), é Assessor-chefe da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp e publicou, entre outros, Amazônia: a esperança do planeta; JS Comunicações Gráficas, Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naif Waldomiro de Deus, O Van Gogh feliz: vida e obra do pintor Ranchinho de Assis (ambos pela Editora Unesp) e Mito e Símbolos em Macunaíma (Editora Selinunte). Apresenta o programa diário Perfil Literário; entrevistas com escritores, ensaístas e artistas plásticos realizadas para a Rádio Unesp FM 105,7 MHz; de janeiro de 2009 até hoje.

Foto: Juliana

As entrevistas estão acessíveis em: http://aci.reitoria.unesp.br/radio/perfil_literario  ou http://podcast.unesp.br/index.php/mnuperfil

Escreveu para a Coleção Contando a arte de…, da Editora Noovha América, livros sobre os artistas plásticos Adélio Sarro, Aldemir Martins (em parceria com Rubens Matuck), Bittencourt, Caciporé, CACosta, Cláudio Tozzi, Dalmau, Da Paz, Di Caribe, Elias dos Bonecos, Estevão, Ferreira, Garrot, Gisele Ulisse, Gustavo Rosa, Jocelino Soarez, Jonas Mesquita, Juan Muzzi, Marcos de Oliveira, Maroubo, Peticov, Ranchinho, Roldão de Oliveira (em parceria com Ana Luiza de Oliveira, Rubens Matuck, Romero Brito, Sima Woiler, Sinval, Toyota, Walde-Mar (em parceria com Kimy) Stasevskas e Waldomiro de Deus. Tem ainda, também pela Noovha América. Iracema, de José de Alencar, em quadrinhos (adaptada pelo Oscar com ilustrações de Jão), A Luta, de Euclides da Cunha, em quadrinhos (adaptada pelo Oscar com ilustrações de Jão) e A Imigração Japonesa no Brasil: Uma saga de 100 anos (em parceria com João G. Machado).

No site: http://www.artcanal.com.br/oscardambrosio/

No face book: http://www.facebook.com/odambros

No twitter: https://twitter.com/odambros

No linkedin: http://www.linkedin.com/pub/oscar-d-ambrosio/26/8a0/468

Seus livros: http://www.noovhaamerica.com.br/lojanoovha/search.php?orderby=position&orderway=desc&search_query=oscar+d%27ambrosio&submit_search=Busca

Confira também: http://youtu.be/oxfvlpNeyec

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2 pensamentos sobre “Mini-entrevista com Oscar D’Ambrósio, UNESP.

  1. Que maravilha de entrevista, Tereza!
    Admiro muito o trabalho do Oscar, que já me entrevistou uma vez para o perfil literário da Unesp. Aliás, estou devendo outra entrevista pra ele…
    Parabéns pra vocês dois! Um abraço!

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