Babel Babilônia de Nelson de Oliveira/Luiz Bras

[ Artigo acadêmico sobre o livro Babel Babilônia, de  Nelson de Oliveira/Luiz Bras (confira aqui a mudança), Editora Callis e sobre as minhas ilustrações digitais!]

Em 2007, o Luiz ganhou um bolsa do PAC  Programa de Acão Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, do governo do estado de São Paulo. O projeto do livro e da capa foi feito em dupla, com o Teodoro Adorno. Eu fiz as ilustrações digitais (fotomontagens) a partir de fotos tiradas em locais em que a natureza e as ruínas da civilização estão em luta silenciosa.

E agora, em 2012, vimos o artigo acadêmico (confira aqui) sobre o livro na revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 37. Brasília, janeiro-junho de 2011, p. 79-91. Arquivo PDF.

A Babel suspeita de Nelson de OliveiraJosé Leonardo Tonusprofessor de literatura brasileira na Sorbonne (Paris IV).

Publicada em 2007, a antologia Babel Babilônia, de Nelson de Oliveira, compõe-se de 22 narrativas cuja heterogeneidade tende a relativizar os elementos estruturais dos textos presentes. As situações narrativas expostas nesta novela1 têm como pano de fundo as consequências nefastas do desenfreado de urbanização, ocasionado pelo avanço da polis moderna. Eixo temático central, esta questão será, igualmente, sugerida pelo conjunto dos dispositivos paratextuais que participam da elaboração e da implementação do contrato de leitura e de estratégias pragmático argumentativas da antologia: títulos, sumário, posfácio e uma série de fotomontagens realizadas pela escritora e artista plástica Tereza Yamashita.

A Babel suspeita de Nelson de Oliveira, José Leonardo Tonus

As fotomontagens realizadas pela artista plástica Tereza Yamashita, inseridas na antologia Babel Babilônia, de Nelson de Oliveira, publicada em 2007, sugerem a presença de um enredo iconográfico que, concomitantemente aos dispositivos paratextuais e ao conjunto das narrativas aqui presentes, vêm apoiar uma refl exão acerca da crise de valores que atravessa nossa sociedade. Estas criam um efeito de redundância que, para além de assegurar a legibilidade discursiva, aponta para a emergência de uma voz autoral compromissada que nos leva a nos interrogar sobre as funções e os limites das relações semântico-pragmáticas existentes entre texto, imagem, intertexto e arquitexto.

Sinopse:

Devassando os véus de Maya

Que é progresso? É apenas o avanço desenfrreado da ciência e da tecnologia? São mais e melhores motores, computadores, telefones, roupas, meios de transporte, linguagens, habitações, alimentos? Ou mesmo livros? É a rejeição de todos os hábitos e crenças que não estão em sintonia com o nosso acelerado processo de emancipação da natureza? Ou seria a valorização do lado estético das circunstâncias da perfeita adaptação espiritual à imobilidade, da inércia plena? Seria o verdadeiro progresso a busca do equilíbrio na vera eternidade do momento presente?

Trecho do texto de orelha do amigo e escritor, poeta e músico Luiz Roberto Guedes:

Babel Babilônia, sem sombra de dúvida o livro mais inquietante de Nelson de Oliveira, trata exatamente desse impasse: não falamos a mesmo língua quando o tema é, por exemplo, o chamado progresso urbano, com seu vetor destrutivo. Numa pequena cidade do interior paulista, a construção do primeiro edifício gera uma crise insuportável. Metade da população, preocupada em não ficar para trás na grande fuga global rumo ao futuro, é a favor da verticalização.”

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Um pensamento sobre “Babel Babilônia de Nelson de Oliveira/Luiz Bras

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