Mini-entrevista com a talentosa ilustradora Lúcia Brandão

[ Mini-entrevista supimpa! Parte 2 ]

O que levou você a se dedicar às ilustrações infantojuvenis?

LB: Quando criança, dos 4 aos 8 anos de idade, morei em um apartamento em São Paulo, num bairro muito movimentado. Não podíamos sair para brincar, nossos passeios eram sempre distantes e esporádicos, ao Museu do Ipiranga, Parque da Aclimação e Parque do Ibirapuera, minha mãe nos levava.

Minhas brincadeiras diárias com meus irmãos eram sempre dentro do apartamento e os livros eram uma passagem mágica para um universo de liberdade e beleza. Eu ficava horas, muitas horas folheando, vendo as figuras, tentando ler…Nessa época resolvi que seria desenhista de livros, uma paixão, na verdade autora e ilustradora…Mas eu nunca conseguia ter idéias para meus próprios livros.Uma amiga de prédio a Salete, tinha a maior facilidade para inventar situações para os meus personagens e com a facilidade dela, pude ter certeza que o melhor mesmo era ser apenas ilustradora. Com o tempo fui aprendendo que uma história se inventa com o coração, mas aí já é uma outra história.

Em sua infância, quais os autores e artistas plásticos de que você mais gostava e quais os que mais a inspirou?

LB: O primeiro livro que li na vida, foi quando terminando o pré-primário, já sentia que podia me aventurar na minha primeira história. Sentei numa cadeirinha e iniciei a leitura da primeira página do ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS com adaptação do Monteiro Lobato e lindíssimas ilustrações do A.L Bowley – Inglaterra.

Demorei umas duas horas para ler a primeira página, mas não levantei enquanto não tivesse concluído o meu feito. Foi uma grande vitória, a primeira página de um livro!! E eu ainda leria aquele livro inteirinho, era como ir a lua e voltar! No dia seguinte, a mesma coisa, a cadeirinha, o livro e uma vontade do tamanho do mundo. Logo foi ficando fácil, sem dificuldades e passei a ler algumas páginas por dia, na época, aquele era o meu projeto de vida. Me encantei totalmente pelo texto e ilustrações, ficava horas apreciando os desenhos, relendo frases, saboreando o encanto das palavras dispostas magicamente pelo estilo. Eu tinha os cabelos longos e cacheados como daquela Alice, era realmente muito parecida, me identificava com ela, também por isso foi um grande momento, acho que em um mês, terminei minha primeira viagem à lua….E fiquei super triste quando acabou, reli algumas páginas, mas logo tive que ir atrás de outro livro, com a fome dos roedores em busca de novas aventuras.

Quando tinha quatro anos de idade, neste mesmo apartamento, descobri o único livro de arte da casa. Um livro enorme, tinha na capa dura de tecido branco umas poucas letras em baixo relevo, com papel cor de vinho brilhante formando a palavra GOYA. Eu colocava este livrão no chão, me deitava de bruço e ficava horas folheando, horas. Era o meu livro de medos e encantos, me perdia analisando as pinceladas, misturas de cores, achava incrível como de perto parecia uma imagem e de longe outra, espirros de tintas que de longe faziam sentido. Morria de medo do Saturno comendo seu filho. Achava aquilo uma loucura, como alguém poderia querer chocar a gente assim desta forma, mostrando aquele horror, mas eu enfrentava e ficava observando cada detalhe da forte cena, tipo de coisa que sempre se esconde das crianças. A Maria Louca, tinha medo dela, aquele olhar insano, ficava horas buscando a loucura nos olhos dela, porque no cabelo, de cara já percebia, para mim era a própria imagem da loucura, aquele espesso cabelo prateado, formando uma enorme aura de luz ameaçadora em torno daquele rosto de velha. O gigante, impressionante, depois vinham as imagens lúdicas, divertidas e retratos de famílias nobres. Acho que via este livro quase sempre, dos meus 4 aos 7 anos, era minha brincadeira preferida, o grande livro do Goya. Depois aos doze anos veio Picasso, arrebatador, tomou conta dos meus desejos estéticos.

Qual a sua opinião, como ilustradora, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?

LB: Como ilustradora, eu tenho uma relação muito afetiva com cada texto que ilustro, minha tendência é me envolver demais, mas acho que isto não tira minha visão crítica do que seja um bom texto e sinceramente, tenho visto trabalhos muito maduros e bem interessantes.

Você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas consideram a literatura adulta superior?

LB: Com certeza, infelizmente, mas acho que está mudando. O mundo está mudando muito, os valores, os olhares e isso trás reflexos em todos os setores. A visão sobre a infância, tem vivido grandes transformações e isso é maravilhoso.Toda vez que eu inicio a criação de um novo projeto, um novo livro para crianças e jovens, sempre imagino desde o início como um livro universal, para adultos e crianças.

Quando você começou a se dedicar à causa dos animais e à preservação do planeta Terra?

LB: Quando eu morava em São Paulo, minha terra natal, eu trabalhava demais, não tinha finais de semana, nem férias e feriados menos ainda. Tinha um produção muito intensa de ilustrações.Todos os dias praticamente aparecia um novo trabalho e já não podia curtir cada um deles como gostaria, tinha que ser tudo muito corrido. Montei um segundo estúdio onde amigos ilustradores fazem parceria comigo colorindo meus desenhos seguindo critérios que eu estabelecia e depois eu finalizava. Fazia sessões de acupuntura e massagem relaxante quase que todas as semanas, para não colapsar. Eu não conseguia sair desta roda que eu mesma criara, não conseguia dizer não para nenhum novo projeto e quando surgiu a possibilidade de poder enviar meus desenhos pela internet, eu resolvi que tinha chegado a minha vez de realizar meu antigo sonho de criança, ser caipira e morar no campo. Eu queria ser caipira mesmo!,A única imagem que tinha na infância de pessoa que vivia integrada à natureza era o caipira, ou o escoteiro, meus sonhos. Peguei um mapa de São Paulo e escolhi a cidade, minha nova moradia, por critérios de acessibilidade e segurança. Uma cidade ligada à São Paulo pela Castelo Branco, 3 horas de viagem, 70 mil habitantes….Avaré. Foi assim que cheguei aqui. Depois de toda alegria por mudar de ares e paisagens, fui ficando muito chocada ao ver a grande quantidade de cachorros e gatos abandonados sem nenhum projeto de atenção a essa questão. Nunca via alguém passeando com seu cão nas ruas, o que é rotina em São Paulo. Descobri que a cidade era a única do Estado de São Paulo que não tinha uma catalogação de sua fauna, as poucas árvores das ruas eram cortadas diariamente sem que se sentisse da parte dos moradores o menor apreço, na periferia uma população extremamente carente e sem a menor perspectiva de encontrar trabalho ou qualquer projeto social mais interessante. O patrimônio histórico, nem era catalogado, as demolições dos antigos casarões acontecendo sem critério, enfim, uma paisagem linda de fazendas de pastos, eucaliptos e outras monoculturas degradantes e uma cidade em franca decadência. A história da cidade não era conhecida pela população, não existia mais a identidade do que era ser um avareense. Tudo isso e outros aspectos, decorrentes de um coronelismo fechado em tempos de glórias do município, foi me deixando profundamente incomodada.  Num belo dia, resolvi que ia fazer um programa de rádio sobre meio ambiente, ia começar a passar princípios de preservação e motivações para uma futura transformação. Escrevi uma cartinha para a Rádio Cidadania de Avaré e como voluntária iniciei meu programa sem nunca ter feito isso na vida. Fui aprendendo enquanto comunicava, pesquisava muito na internet e uma paixão enorme surgiu, apresentava e produzia o MEIO AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA três vezes por semana, com PASSAREDO do Chico Buarque como música de abertura.

Eu sou a pessoa mais tímida do mundo para falar em público, demorei uns 4 meses para parar de tremer enquanto apresentava…Mas foi fluindo e o sentimento de ter um compromisso com aquela população me movia enormemente. Não queria fazer mais nada na vida, só queria saber de meio ambiente, um projeto amplo para uma cidade melhor, uma população mais consciente e motivada, com melhor auto-estima. Fotografava as ocorrências ambientais, degradações e coisas belas, mandava para os jornais da cidade, algumas vezes viraram capa do maior jornal da região. Escrevia no meu blog sobre meio ambiente para Avaré, deixava inúmeras fotos que mostravam a beleza do lugar, registrava cortes de árvores, intervinha pedindo laudo técnico obrigatório a cada corte, chamava a polícia ambiental, colaborava com um jornal eletrônico da cidade com minha coluna semanal, dava entrevistas nas rádios, no meu programa entrevistava veterinários, agrônomos, secretários, vereadores enfim, me sentia plena, fazendo o que mais gostava na vida, uma felicidade tão plena que desenhar ficou naquela época em segundo plano. Organizei saraus com os artistas da cidade, numa proposta deliciosa em que os olhos de todos brilhavam, foram anos muito especiais. Iniciei um programa sobre a história de Avaré, onde entrevistava historiadores e políticos da região contando os causos, falando das famílias, dos tempos de glória da cidade…Um blog sobre a história de Avaré, onde as pessoas enviavam fotografias dos antepassados mais distantes e contavam histórias reais. Paralelamente a tudo isso, eu cuidava dos cachorros de rua que apareciam na minha frente em situação de risco. Levava nos veterinários, castrava, medicava, um processo muito denso e absorvente de situações de saúde muito difíceis. Perdi o medo de dar injeção muscular, conheci um universo de medicamentos veterinários, mas o caos de abandono de animais nesta cidade era enorme. Na minha casa havia bastante espaço e 5 canis, uma área verde muito boa e fui acolhendo os necessitados e filhotes que apareciam repentinamente na minha frente quase atropelando. O objetivo era encontrar novos lares, novas famílias amorosas e responsáveis, doei alguns e outros ainda estão comigo na chácara onde construí um canil, muito melhor estruturado e com espaço muito mais amplo. Enfim, passaran-se 10 anos de intensa atividade no ativismo ambiental e direitos animais, algumas palestras bem animadas em escolas sobre aquecimento global, em sessões de câmara pedindo urgência no apoio aos animais abandonados, o apoio total à uma nova lei de proteção dos animais da cidade, onde conseguimos difícil vitória. Me mudei para a chácara Gaia, meu sonho de infância, e me senti desobrigada a continuar com os projetos da cidade, era chegada a hora de retomar minha vida profissional com paixão e dedicação total, mas desta vez, com um outro olhar, outra emoção, um sentido, uma direção muito definida, desenho e autoria de livros se uniam à temática ambiental, duas paixões num só projeto. Justamente amanhã fazem três anos que me mudei para a chácara Gaia, nome que escolhi em homenagem a minha querida Gaia, valoroza pitbull tão amada, que virou estrelinha.

Você foi a idealizadora da exposição Passarinho na gaiola não canta, lamenta, em parceria com a Anda. Como surgiu a idéia e qual é sua expectativa em relação a essa exposição?

LB: Foi assim. No dia 07 de Setembro, feriado, as lojas não abrem, mas um petshop aqui em Avaré, abriu suas portas pela metade, apenas para atender os clientes, eu achei ótimo, tenho o compromisso de alimentar os 20 cachorros do meu canil, que ainda estão para adoção. Entrei, o ambiente abafado, sem janelas e portas meio fechadas num dia quente como aquele, não era nada agradável. Enquanto esperava ser atendida, andei um pouco pela loja e vi a gaiola das calopsitas que nos dias normais costumava ficar na arejada entrada da loja. Estava agora num canto, entre várias pilhas de pacotes grandes de ração, vários pássaros amontoados, naquele ambiente insuportavelmente quente e quase sem luz….Fiquei olhando para eles, tentando entender como suportavam, tantas privações e desconforto, justo eles, que nasceram com asas, para voarem livres….Fiquei penalizada e pensando que não só o comércio ilegal de pássaros é cruel, mas o comércio legal também. Quantos são os pássaros que morrem nestas situações, os donos das lojas nunca falam sobre isso, preferem assumir o prejuízo à divulgar o que poderia ser chamado de maus-tratos. Voltei pra casa angustiada, pensando em fazer alguma coisa por eles. Fiz um cartazete para ser divulgado no facebook, com um desenho de pássaros voando e texto dizendo: COMÉRCIO ILEGAL OU LEGAL DE PÁSSAROS, é prender quem nasceu para voar. Pensei em abrir um blog apenas com cartazes de ativismo pelos direitos animais. Desenhos em cartazes chamativos para serem baixados em alta definição livremente por qualquer pessoa, para imprimirem e afixarem em suas cidades, ou divulgarem nas redes sociais e pela internet nos blogs etc.

Mas não fiquei satisfeita com a frase do primeiro cartaz. Mandei um e-mail para a jornalista Silvana Andrade da agência de notícias ANDA www.anda.jor.br, sempre totalmente informada e engajada nas questões de direitos animais, perguntando o que ela achava da frase, se teria uma melhor para divulgarmos a idéia, ela não mudou em nada, só perguntou se eu gostaria de divulgar no portal da ANDA. Eu achei bom e aproveitei para divulgar o GAIOLAS ABERTAS www.gaiolaeducativa.blogspot.com, apesar de estar apenas por enquanto com dois cartazes meus disponíveis para qualquer um baixar. Saiu a matéria http://www.anda.jor.br/11/10/2011/ilustradora-cria-cartazes-para-divulgacao-em-prol-dos-animais e muitas pessoas deram um retorno super positivo nos comentários do site e para o meu e-mail pessoal. Fiquei com a sensação de estar no caminho certo.

Fui no mailing da SIB Sociedade dos Ilustradores do Brasil da qual faço parte e perguntei se os ilustradores gostariam de fazer parte do GAIOLAS ABERTAS enviando artes educativas  na proposta de proteção animal. Argumentei que seria uma forma de divulgarem de forma bastante simpática e engajada os próprios trabalhos, mostrava a participação por um viés sustentável, onde um beneficiaria o outro. A proposta do GAIOLAS ABERTAS é de ser livre, qualquer pessoa pode fazer download das imagens em alta definição.

Também veio a idéia de realizarmos uma exposição, com os ilustradores que tivessem vontade de participar voluntariamente e foi o que marcou mais, o tema: PASSARINHO NA GAIOLA NÃO CANTA, LAMENTA...Um manifesto por todas as liberdades tendo como foco o passarinho que no comércio legal ou ilegal está sempre na gaiola, cativo, um movimento contra o tráfico de aves. O comércio de animais silvestres é a terceira atividade comercial ilícita no mundo a movimentar grandes fortunas, depois do comércio de armas e drogas, vejam só. A proposta da exposição é ser itinerante em nível nacional e quem sabe internacional, após o evento do dia 07 de Dezembro de 2011 a 12 de Fevereiro de 2012 no Matilha Cultural, espaço por sinal muito interessante em São Paulo, unindo proteção animal e cultura. . Passamos a receber muitas adesões entusiasmadas dos artistas, foram mais de 64 artes entre desenhos e algumas fotos, uma instalação lindíssima com MIL TSURUS da amiga Tereza Yamashita, uma trilha sonora criada especialmente para a exposição pelo Hélio Ziskind. Participaram também artistas estrangeiros de Portugal, Itália e Holanda e outras mais, não puderam participar, pelo fechamento do prazo de entrega e lamentáramos muito, mas ficaram de participar da exposição itinerante! No decorrer das adesões dos artistas, eu recebi alguns e-mails de colegas agradecendo a oportunidade de participarem de um projeto tão legal, outros apoiando, elogiando….Foram dias de muita emoção, realmente. Foi bonito, mágico. Quando a gente se une para fazer uma coisa boa, que não para nós mesmos, mas para o outro, isso tem um poder de luz que move montanhas. É uma experiência única.

Agora inicia a nova fase, exposições pelo Brasil, divulgando a mensagem, motivando o consumidor a pensar que a importância da liberdade do passarinho é algo inquestionável. Vou começar a fazer contatos com ONGs, secretarias de meio ambiente e firmarmos parcerias para os novos vôos. A cada exposição, novas participações voluntárias de artistas serão agregadas ao acervo.

Exposição no site da ANDA 

No Planeta Sustentável

No Repórter Eco da TV Cultura

Curriculum da ilustradora:  


Lúcia Brandão nasceu em São Paulo no dia 24 de Dezembro.

Seu primeiro trabalho como ilustradora foi aos 17 anos para o caderno de domingo da FOLHA DE SÃO PAULO, iniciando uma série de colaborações no decorrer de anos para este jornal.

Na década de 90 durante vários anos ilustrou semanalmente a GAZETA MERCANTIL e  a coluna da Cláudia Matarazzo no jornal DIÁRIO DE SÃO PAULO até 2005

No decorrer de 10 anos foi ilustradora de revistas da Editora Globo, revista CRESCER, CRIATIVA, PEQUENAS EMPRESAS E GRANDES NEGÓCIOS e também a revista NET.

Na mesma época foi colaboradora constante da Editora SÍMBOLO  ilustrando a revista CAPRICHO.

Em 1989 ilustrou o livro PAPAI, MAMÃE E EU da autora Marta Suplicy com a editora FTD, 32 ilustrações de página inteira compondo propostas de interação com as crianças, este livro foi recorde de vendas, ficou entre os dez mais vendidos no decorrer de vários mêses.

Outro livro que marcou a história da ilustradora no mercado, desta vez com ilustração de capa foi SEMENTES DA VITÓRIA do NUNO COBRA, até hoje em todas as livrarias do país, estando na 75* edição.

Para a Folha de São Paulo fez 26 ilustrações de capa da coleção de literatura BIBLIOTECA FOLHA distribuída por todo o país em livrarias e bancas de jornal em 1997.

Paralelamente ilustrou todo o material didático que acompanhou a coleção.

Para o mesmo jornal ilustrou diversos textos de importantes políticos e pensadores da atualidade na coluna TENDÊNCIAS/DEBATES do primeiro caderno e os 2 volumes da coleção RECEITAS INÉDITAS DE DONA OFÉLIA.

A Editora ÁTICA foi importante referência para a ilustradora no decorrer de 20 anos, para a qual ilustrou muitas dezenas de livros de literatura infantil, infanto-juvenil e didáticos.

Títulos como o OS LUSÍADAS de Luís de Camões, O VENCEDOR do Frei Beto, “O AMIGO DE

CASTRO ALVES de Moacyr Scliar, AS MINAS DE PRATA de José de Alencar  e tantos outros clássicos da literatura brasileira, inovando no formato de ilustração a partir do livro A ILUSTRE CASA DE RAMIRES de Eça de Queirós para a coleção SÉRIE BOM LIVRO.

Com a mesma editora ilustrou o livro AMOR DE CAPITU de Fernando Sabino e o último livro do autor antes de sua morte O EVANGELHO DAS CRIANÇAS.

Ainda com ilustrações para crianças tiveram destaque os livros DO OUTRO MUNDO de Ana Maria Machado publicado também no Canadá e A LEI DO MAIS FORTE de Fernanda Lopes de Almeida.

Para a Editora MELHORAMENTOS ilustrou o livro VOCÊ FALA JAVANÊS? do autor Tiago de Melo Andrade, para a editora LAROUSSE-Júnior  o RECICLAGEM da autora Naiara Raggiotti, JOÃO CARPINTEIRO da autora Luciana Wickert pela FTD, O MENINO E O BOI DO MENINO do autor Cyro de Mattos, para a editora BIRUTA CONTOS DO PAPA-MÔSCAS de Alain Demouzon para a editora MARTINS FONTES, MAIS UM PAI de Júlio Ludemir editora SCIPIONE, CARAMINHOLANDO de Sílvia Corrêa para a Editora BIRUTA e tantos outros tendo 7 outros títulos inclusos no programa federal FNDE-PNBE.

Em 2009 o CORCUNDA CAOLHO para a Editora MARTINS FONTES e para a Global Editora o DICIONÁRIO PARA CRIANÇAS e a reedição de

PASSARINHO ME CONTOU de Ana Maria Machado.

A ilustradora também é colaboradora constante da revista VEJA e até pouco tempo da revista do IDEC.

Entre livros didáticos para editoras diferentes e capas de livros, no período seguinte ilustrou A MENINA SEREIA da Márcia Leite para Editora POSITIVO em 2009, VIAGEM AO OUTRO LADO DO MUNDO do Roniwalter Jatobá para Editora POSITIVO em 2009, TROCA DE SEGREDOS do Ronaldo Simões Coelho para a Editora POSITIVO em 2010.

FÉRIAS do Illan Brenman para a CALLIS Editora em 2011, OLFATO DO RATO do Caio Riter para a Editora EDELBRA em 2011, “E ALGO ACONTECEU” do Jonas Ribeiro pela Editora do Brasil em 2011, VOZES DO SILÊNCIO para a Editora SCIPIONE EM 2011, A PRINCESINHA para Editora SCIPIONE em 2011, VAMPÍRIA do Dionísio Jacob para a Editora SARAIVA e reedição do CORCUNDA CAOLHO do Fábio Ulhoa Coelho, desta vez com 40 páginas ilustradas, o dobro da edição anterior, para a Editora MARTINS FONTES.

Atualmente está desenvolvendo outros projetos que ainda não foram publicados.

Mantém os blogues:
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