Sobre nossos livros

[ Adoção, um tema delicado ]

Recebemos duas notícias ótimas neste começo de 2012. A primeira: uma venda bacana de nosso livro, publicado pela Saraiva-Atual, A família fermento contra o supervírus de computador. A outra notícia: sobre o nosso novo livro, que será publicado em breve pela Editora Scipione. 

 Capa: Tereza Yamashita sobre ilustração de Bruna Brito, que ilustrou lindamente o livro.

O que estes dois livros têm em comum? Ambos falam sobre adoção.

E hoje acabo de ler uma matéria muito legal sobre adoção, na revista Problemas Brasileiros, número 409, de janeiro/fevereiro de 2012, na seção Família, escrita por Silvia Kochem: Para adotar é preciso amar. Há cerca de 7 mil crianças à espera de adoção no Brasil. Os adotantes  fazem muitas restrições. Confira aqui.

Lígia Pereira e a filha / Foto: Silvia Kochen

A matéria fala principalmente sobre as restrições que os adotantes costumam fazer. Os brasileiros candidatos a adotantes preferem crianças loiras e de olhos azuis, e também acreditam que as meninas dão menos trabalho, e que recém-nascidos não têm passado, o que evita problemas. Outro agravante: no caso de irmãos, a lei se empenha em mantê-los juntos. Mas o pior é o caso da devolução, que ocorre muito por falta de consciência, pelo despreparo e pela pressa de casais adotantes. A criança que já foi colocada para adoção e sofre uma segunda rejeição tem mais dificuldade para superar o trauma.

Mas nem tudo está perdido, muitos casais que adotam uma criança conseguem formar uma família muito feliz. Conheço casais adotantes e tenho amigos que foram adotados, esses e vários exemplos citados na revista provam que a adoção pode dar muito certo. Como diz o título da matéria: Para adotar é preciso amar!  Abaixo uma demonstração desse amor maior, sobre Willian, que foi adotado:

“Aos cinco anos, quando sua professora estava grávida, o garoto disse para sua mãe, durante o banho, eu saí daí, apontando a barriga de Ângela. Ela respondeu: Você não veio da barriga da mamãe, você nasceu do coração da mamãe.”

Há um antigo ditado que diz: Mãe é a que cria! 

A adoção sempre nos cativou, e dessa forma inserimos esse tema tão delicado, mas ao mesmo tempo tão maravilhoso, em nossos livros. Fica aqui a nossa singela homenagem às mães, aos pais e aos seus filhos do coração! E principalmente a todos os profissionais dessa área, que lutam para que milhares de crianças tenham um lar.

Ah, me lembrei de uma fato antigo em nossas vidas. Fazíamos cursos na Associação Palas Athenas, e na época eles estavam construindo uma casa maior para as crianças que um casal, membro da associação, adotara. Nós ainda estávamos na faculdade, aos vinte e poucos anos, e lá fomos nós, contribuir com o mutirão da construção, rs. Acho que a nossa afeição por crianças e por adoção veio de lá. Bons tempos! Arigatô!

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2 pensamentos sobre “Sobre nossos livros

  1. Querida Tereza,
    ótimas notícias. Parabéns!
    Quanto ao tema da adoção, acho importantíssimo escrever sobre essa forma de amor. Sou filha adotiva e a adoção me salvou a vida! Meu primeiro livro, “Diário ao contrário”, conta a história de um garoto que foi adotado tardiamente (ficou no orfanato até os 12 anos). Também tenho outros personagens em outros livros que foram adotados. Infelizmente ainda há preconceito. Mas, felizmente, há muita gente disposta a adotar e a amar.
    Um beijo!

  2. Oi, Sônia.
    Tudo bem? Estava sentindo a sua falta. Férias?!
    Gostamos muito do tema, e temos duas crianças na família que foram adotadas também.
    Pais de coração, existe amor maior?
    Abraços Redobrados e obrigada pela visita.

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