Minientrevista: Luís Dill

[Minientrevista com o escritor Luís Dilldireto de Porto Alegre , RS]

Adoro o inverno, mas este ano ele está congelando a alma! E com todo este frio eu me lembrei do Luís Dill, lá de Porto Alegre, onde deve estar nevando, rs. Ele me contou que os termômetros estão chegando a zero grau! Eu não o conheço pessoalmente, mas faz muito tempo que o conheço através dos seus livros e da internet. Já trocamos livros infantojuvenis e muitos e-mails, rs. E agora eu o convidei para esta minientrevista. Então, é só providenciar uma xícara de chocolate quentinho, ou de chá (ou de chimarão, é claro!), e curtir o papo com o Dill.

Foto: Leonardo Brasiliense

O que levou você a se dedicar aos livros infantojuvenis?
LD: O acaso – se é que ele existe. Nunca pensei em escrever para o público jovem. Acontece que levei uma novela policial “adulta” para uma editora, eles gostaram, mas me disseram que estavam publicando apenas livros para jovens. Perguntaram se eu topava escrever um infantojuvenil. Aceitei o desafio e não parei mais.

Em sua infância, quais os autores de que você mais gostava e quais os que mais o influenciaram? 
LD: Eu lia o Mário Quintana no jornal. Gostava muito do Erico Verissimo, em especial As aventuras de Tibicuera. Uma vez minha mãe retirou na biblioteca da escola Ou isto ou aquilo, da Cecília Meireles. Mais tarde meu pai me indicou o W. Somerset Maugham em uma tabacaria. Só para citar alguns autores que eu gostava (e ainda gosto) e algumas influências.

Qual a sua opinião, como escritor, sobre a literatura infantojuvenil c ontemporânea?
LD: Existem ótimos autores, ótimas editoras e, sobretudo, bons projetos de leitura espalhados pelo país. A qualidade do que é produzido na área hoje em dia é inegável e só me faz pensar em um futuro melhor.

Você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas acham a literatura adulta superior?
LD: Sem dúvida. O preconceito é atávico e chega a ser automático. Isso se vê de um modo geral nos sites das editoras, nas livrarias, nas premiações, nas listas dos mais vendidos. Tal preconceito é irracional, ilógico. Na minha opinião não existem livros infantis ou juvenis ou adultos. Existem livros. Existe literatura. Já li livro infantil, fininho, de 24 páginas, que é mil vezes melhor, mais inteligente e mais bem escrito do que romances de 600 páginas da chamada “literatura adulta”.

O que diferencia a crian ça que lê da que não lê? 
LD: Imaginação e comunicação. Só para citar duas diferenças. A criança que lê se expressa melhor e possui uma imaginação mais fortalecida. São dois recursos fundamentais na formação do cidadão.

Mantém o site:  www.luisdill.com.br

Luís Dill nasceu em Porto Alegre. Tem mais de 40 anos e mais de 30 livros publicados. Alguns de seus títulos foram adquiridos por programas governamentais e foram finalistas de importantes prêmios literários. Os seriados americanos dos anos 1960 e 1970 foram sua oficina de criação literária.

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