Disco de vinil

[Disco de vinil, velhos e bons tempos!]

Sempre falo de coincidências aqui no Abraços Dobrados. Pois bem, aconteceu outra coincidência. Na semana retrasada um amigo da Érica, o Dennys, veio visitá-la aqui no estúdio. Ele reparou que nós ainda temos guardado alguns velhos discos de vinil.

Alguns dias se passaram e a Érica comentou sobre os discos, e assim eu peguei o LP Mister HeartBreak, de uma artista performática multimídia, a Laurie Anderson, que eu ainda gosto muito, e mostrei pra ela. A Érica na hora não se entusiasmou muito, e disse que iria procurar saber sobre a artista na internet, rs.

E, assim, a semana se passou. Toda quinta ou sexta-feira o Rogério Pereira, editor do Jornal Rascunho, me envia a sua crônica para o site Vida Breve, para que eu possa ilustrar e postar às segundas-feiras. E não é que ele escreve uma crônica sobre música, o tal do bolachão, e sobre o Lou Reed, que furou com a Flip? A Laurie é esposa do Lou, tudo se encaixando. Que coincidência gostosa, não?

Aqui está a ilustração que fiz para a crônica, e abaixo um texto-homenagem ao bolachão e a um tempo que não volta mais. Bons tempos!

Bolachão

Quando o meu tio me perguntou:

Quer conhecer um bolachão?

Eu caí na gozação.

Mas ele fez cara de sério e me arrastou até o sótão.

Que lugar empoeirado, cheio de teias de aranha.

Parecia filme de assombração.

Ele mexeu daqui e dali e me apresentou o tal do bolachão.

Bolachão era a gíria usada para os discos de vinil.

Parece um CD grandão, mas na cor preta.

Na coleção tinha alguns discos coloridos também.

O bolachão foi colocado num toca-discos e começou o rock da pesada.

Mas era uma chiadeira, que eu até tapei os ouvidos.

E o pior é que o bolachão ficou rodando na mesma faixa,

cantando o mesmo trecho repetidas vezes.

O meu tio deu um safanão no bolação e deu um sorriso amarelado.

Foi muito divertido essa armação do meu tio.

Ele tinha uns bolachões de rock bem legais, que eu não conhecia,

tipo Pink Floyd, Queen, Black Sabbath, Iron Maiden.

Nos divertimos muito, mas no final

ele confessou que agora só ouve CDs e seu Ipod,

onde o som é limpído e de alta qualidade.

Que os bolachões são recordações de um adolescente

de outros tempos.

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