Minientrevista: Leo Cunha

[ Minientrevista com o escritor e professor Leo Cunha, lá de Minas ]

Obs.: Porta-retrato Dance of star de Mio Tsugawa, dobrado por Tereza Yamashita.

O Leo Cunha topou participar da minientrevista, que maravilha!

Não me lembro de quando ou de como o conheci. Provavelmente lendo um dos seus livros para a nossa Érica. Depois o Luiz Bras publicou um ensaio sobre algumas de suas obras, na revista Panorama Editorial e no Cronópios. Quando o Luiz lançou Babel Hotel pela editora Scipione, o Leo escreveu o ótimo texto das orelhas do livro. Em 2009, participamos da mesma antologia, Era uma vez para sempre, organizada pelo Marcelo Maluf, para a Terracota Editora.

Tereza Yamashita, Sônia Barros, Leo Cunha, Tânia Martinelli e Maria José Silveira.

O mundo da literatura é um mundo mágico, pois conhecemos muitas pessoas através dessa viagem cheia de palavras e aventuras. E assim nossas vidas vão se cruzando, aqui e ali, e nem é preciso dizer que sou  fã do Leo, de carteirinha e tudo, rs.

Ah, o Leo tem dois filhos lindos! Aposto que eles são a sua maior inspiração! Ainda não os conheço pessoalmente, mas tempos atrás o papai coruja me enviou uma foto deles, rs.

O que levou você a se dedicar aos livros infantojuvenis?

LC:  A literatura infantojuvenil me seduziu de várias formas. Eu passei o final da infância e toda a adolescência dentro de uma livraria especializada em livros infantis: a Casa de Leitura e Livraria Miguilim. Minha mãe foi a fundadora e uma das proprietárias da Miguilim, até o início dos anos 90. Eu costumava ir lá diariamente e lia tudo o que existia publicado na época: livros de poesia, aventura, terror, mistério, humor etc.

Além disso, na livraria eu pude conhecer vários escritores que iam lá lançar livros, fazer tardes de autógrafo ou simplesmente bater papo com os leitores. Conheci Orígenes Lessa, João Carlos Marinho, Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Bartolomeu Campos Queiroz, Elvira Vigna, Roseana Murray, entre muitos outros. Todos, ou quase todos, eram pessoas divertidas, envolventes e sem grandes frescuras. Me encantei por aquele universo.

Em sua infância, quais os autores de que você  mais gostava e quais os que mais o influenciou?

LC:  Li praticamente toda a obra infantil de Orígenes Lessa, toda a coleção do Sítio, quase tudo que era publicado na Recreio (Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Sylvia Orthof, Pedro Bandeira etc.) muitos livros policiais do Marcos Rey, da Stella Carr. Mas a coleção que mais me fascinou foi a coleção da Turma do Gordo, do João Carlos Marinho. Li muitas vezes cada um dos livros, que tinham uma deliciosa mistura de humor, aventura, mistério e nonsense. Outras influências que me parecem evidentes, nos meus livros, são a Sylvia Orthof (nas narrativas curtas) e, na poesia, o Zé Paulo Paes e o Quintana.

Qual a sua opinião, como escritor, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?

LC:  Não dá pra generalizar, porque existe atualmente uma grande diversidade de livros no mercado, em todos os sentidos: autores, gêneros, assuntos, tamanhos, preços, qualidade. Livros que levam em conta o olhar e o universo infantil. Outros que procuram seduzir sobretudo os professores. Acho muito saudável essa pluralidade.

Você  acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas acham a literatura adulta superior?

LC:  Mesmo entre escritores é possível perceber esse olhar meio superior. Mas na academia o preconceito é mais evidente. Basta ver a desproporção entre a quantidade de pesquisas (monografias, dissertações etc.) feitas sobre o tema e a quantidade muito maior de profissionais que, após formados, efetivamente trabalharão com a literatura infantil.

O que diferencia a criança que lê da que não lê?

LC: Primeiro de tudo, ela tem a oportunidade ímpar de conhecer tantos personagens, tramas e emoções que vivem nos livros literários.

Além disso (falo de impressões, pois nunca pesquisei sobre isso) acredito que a criança que lê mais tem maior facilidade para perceber as sutilezas da língua, para entender e usar a linguagem figurada, a ironia, o subentendido, a argumentação, a persuasão, a lógica, a falta de lógica, tudo!

Nasci em Bocaiúva (MG) em 5 de junho de 1966, filho de pai médico e mãe professora universitária. Em 1988 entrei para a Católica (como era chamada a PUC-MG), onde cursei Jornalismo (completado em 91) e Publicidade (completado em 93). Em 1993 lancei meu primeiro livro, Pela estrada afora. Em 1994 comecei minha Especialização em Literatura Infantil e Juvenil, na PUC, concluída em 96. Em 2007 comecei meu doutorado em Cinema, na UFMG. Em 2010 pela primeira vez criei um livro “de cabo a rabo” (texto, imagens, planejamento visual): Vendo poesia. Mantenho o site http://www.leocunha.jex.com.br.

Últimos lançamentos com dedicatórias, arigatô! Abraços Dobrados.

leocunha

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3 pensamentos sobre “Minientrevista: Leo Cunha

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