Adorei, é do Thales Guaracy

[Um trecho de um texto muito verdadeiro. Adorei, é do Thales Guaracy]

A ilusão dos intelectuais

“Como muitos intelectuais, eu era o último a perceber o óbvio. As pessoas não lêem livros para beber da nossa inteligência, mas para emocionar-se. Sentir. Reconhecer a si mesmas. Melhorar, não como alunas, mas por verem no escritor um ser humano à sua imagem e semelhança.

Quando eu achava que o homem escrevia para provar que era inteligente, mergulhado na minha ignorância sobre a literatura e a vida, acreditava que podia vencer tudo com a racionalidade. 

Aprendi que a racionalidade, como escrevo no romance Campo de Estrelas, é apenas a ilusão dos intelectuais. A armadilha da vaidade está em ocultar do escritor o fato de que ele não escreve o que deseja, mas o que lhe pedem. Pensamos que escrevemos o que gostamos ou precisamos, mas só sobrevive na literatura aquele vai ao encontro da necessidade do leitor.

Falando com as crianças, vi a lição que a inteligência desprezara. Literatura não é razão. É emoção.”

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