[ Mini-entrevista com Irene Tanabi, contadora de histórias, direto de São Paulo ]
A Irene Tanabi eu conheci em uma oficina na UMAPAZ. Ela é muito alegre e extrovertida, e tem um lindo sorriso. Mas o que mais me impressionou foi a sua solidariedade. Ela é voluntária na Associação Viva e Deixe Viver, contando mil histórias para as crianças internadas em hospitais, e também para os pais que as acompanham. Um dia tomamos um café e ela me contou casos muito tristes das crianças, uma lição de vida. Conheça um pouco mais sobre a vida dessa garota que leva alegria e esperança às crianças carentes e enfermas.
O que levou você a se dedicar às crianças, aos livros infantojuvenis e à contação de histórias?
IT: Comecei contando histórias voluntariamente pela Associação Viva e Deixe Viver. A princípio, achei que não tinha jeito para narrar histórias e lidar com crianças, mas com o tempo percebi que simplesmente amava fazer isso.
Na infância, quais os autores de que você mais gostava e quais os que mais a influenciaram?
IT: Um escritor muito impactante para mim foi o Edgard Allan Poe. Li quando era menina e fiquei extremamente surpresa com a violência de suas histórias. Nas minhas contações de histórias, descobri que os adolescentes e até as crianças entre 10 a 12 anos adoram livros de terror e suspense. Quando era pequena ouvia muitos contos tradicionais japoneses, como Urashima Taro, Momotaro, entre outros, que a minha mãe contava para mim. Até hoje conto essas histórias nas minhas apresentações.
Qual a sua opinião, como contadora de histórias, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?
IT: Os escritores são criativos e habilidosos na arte de seduzir os pequenos leitores. Os escritores usam e abusam cada vez mais dos recursos audiovisuais e da tecnologia para atrair as crianças. Textos cada vez mais inteligentes ajudam também na hora de narrar as histórias para elas.
Quando você começou a trabalhar com o origami nas suas contações de histórias?
IT: Há cerca de 7 anos, quando comecei a contar histórias. Reparei que os contadores utilizavam diversos recursos para narrar histórias, como tecidos, fantoches, teatro de sombras, etc. Porém, eu não conseguia usar esses recursos, pois não tinha a mínima habilidade. Pensei que deveria usar algo que já estava em mim e a resposta foi simples: origami. Dobro papel desde pequena. Por volta dos 6 anos já fazia origamis, então foi fácil incorporar nas narrativas algo que já estava dentro de mim.
Para você, que além de ser contadora de histórias e voluntária em hospitais, qual a importância da literatura na vida dessas crianças e adultos?
IT: Sempre digo que as histórias nos ensinam a viver. Há pouco tempo, descobri também que as histórias curam!
Irene Tanabe é contadora de histórias, com formação em Comunicação Social. Participante em exposições coletivas de origamis em São Paulo, Rio de Janeiro, e também das cidades de Iasi, na Romênia, e Novorossiysk, na Rússia. Ministra oficinas e workshops sobre a aplicação desse recurso nas narrativas em diversas instituições públicas e particulares. Realiza contações de histórias, apresentações e esquetes em empresas como forma de promover o bem-estar, a qualidade de vida e disseminar a arte do origami.
Mantém o blogue: http://origamii.wordpress.com/

[...] ser entrevistada sobre o meu trabalho. Está na edição deste mês [novembro/2011] do Blog Abraços Dobrados, da escritora Tereza Yamashita. Like this:LikeBe the first to like this [...]
Que maravilha essa entrevista, Tereza!
Adorei conhecer a história da Irene. Que trabalho lindo! Vou visitar o blogue dela.
Um abraço!
Sim, o trabalho da Irene é muito legal!
Ela vai gostar da visita.
Abraços Dobrados,
Tereza