[ Minientrevista com a escritora Tânia Martinelli, lá de Americana, SP ]

Obs: Porta-retrato de Larry Hart + estrela (masu box tradicional) dobrados por Tereza Yamashita.

Como disse anteriormente, já fiz outras minientrevistas que foram publicadas no site Cronopinhos, no Espírito Crítico, quando eu ainda colaborava com o site. Alguns autores com quem conversei: Marcelo Maluf, Silvana Tavano, Luiz Roberto Guedes, Índigo, Branca Maria de Paula e Marcelino Freire.

Aqui, no Abraços Dobrados, recomecei as minientrevistas com a escritor  Eloésio Paulo. Que por coincidência estreou há algumas semanas na literatura infantojuvenil.

Hoje entrevistei a escritora Tânia Martinelli. Aliás, não preciso dizer que sou sua fã, rs. As minientrevistas sempre serão com escritores de quem  sou fã, sensibilidades que de alguma forma me influenciaram e ainda me influenciam na literatura. A Tânia matém o blogue http://taniamartinelli.blogspot.com.

O que levou você a se dedicar aos livros infantojuvenis?

TM: Minha paixão pela escrita. Sem dúvida, este foi o primeiro e principal motivo que me levou, um dia, a querer viver de literatura. Por que escolhi a literatura infantojuvenil? Adoro dialogar com adolescentes. Eu me identifico com suas ansiedades, seus sonhos, seus conflitos. A adolescência é um mundo muito inspirador.

Em sua infância, quais os autores de que você mais gostava e quais os que mais a influenciou?

TM: Na minha infância, lia os livros que meu pai comprava, muitos deles contos clássicos de Andersen e dos Irmãos Grimm. Na adolescência, O Velho e o Mar, de Hemingway, foi um livro que me marcou bastante, assim como Meu pé de laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos (guardo o livro autografado pelo autor, de quando eu tinha cinco anos, em 1969). Em seguida, as poesias de Carlos Drummond de Andrade e Fernando Pessoa, principalmente, vieram ao encontro do que eu buscava, do que eu mais gostava de escrever na época – poemas. Depois, por conta da minha atuação como professora de português, envolvi-me completamente, dos pés à cabeça, de corpo e alma, com a literatura infantojuvenil. Passei a ler e admirar Marcos Rey, Ricardo Azevedo, Lygia Bojunga, João Carlos Marinho, Jorge Miguel Marinho, Ana Maria Machado, Sylvia Orthof, Ruth Rocha, Elias José, José Paulo Paes, Sérgio Capparelli, além de outros excelentes autores brasileiros. Posso dizer que eles foram a minha inspiração.

Qual a sua opinião, como escritora, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?

TM: A literatura infantojuvenil cresceu muito nos últimos anos. Temos encontrado histórias maravilhosas, de primeiríssima qualidade. São muitos os autores talentosos que vêm se dedicando à literatura para crianças e jovens. Mas há de tudo no mercado editorial, principalmente quando se trata da literatura infantil. Escrever para crianças não é escrever qualquer coisa, nem ensinar um comportamento ou ainda apresentar-lhes lições de moral. Apesar disso soar como coisa antiga, ainda vejo por aí. Cabe aos responsáveis olhar bem o que estão colocando nas mãos dos pequenos. A história tem que ser boa, tem que emocionar, encantar, mexer com o leitor, com o que há de mais sensível nele. Se não, para quê?

Você acha que há preconceito contra a literatura infantojuvenil, que as pessoas acham a literatura adulta superior?

TM: Depende da pessoa. Se fizer essa pergunta a um escritor, crítico literário ou um estudioso da área, ele dirá que não, que a literatura infantojuvenil alcança o mesmo status da literatura adulta. O mesmo acontece aos leitores que valorizam a literatura independentemente de seu público. Uma boa história infantil ou juvenil tem o poder de agradar não importando a idade do leitor. O preconceito existe por parte daquelas pessoas desinformadas, que não sabem realmente o quanto a literatura infantojuvenil é fundamental para a formação do leitor maduro. Não há adulto leitor que não tenha convivido com os livros no passado, quando jovem ou criança.

O que diferencia a criança que lê da que não lê?

São muitas as diferenças. O próprio ato de expressar-se, tanto verbalmente, quanto por escrito. Aquela frase que ouvimos desde pequenos dos professores: quem lê escreve melhor, é a mais pura verdade. Acrescento: pensa melhor, expressa-se com mais clareza, verbaliza os sentimentos, cria situações, vivencia novas experiências, vive melhor. E mais algumas coisas de que devo ter esquecido, naturalmente. Ler é compreender melhor a vida.

Tânia Alexandre Martinelli nasceu em Americana, São Paulo, em 19 de julho de 1964. É formada em Letras, Português e Espanhol, e foi professora de língua portuguesa durante dezoito anos. Publicou seu primeiro livro em 1998 e nos últimos anos tem-se dedicado integralmente à literatura infantojuvenil escrevendo e ministrando palestras para alunos e professores.

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comentários
  1. Tereza,
    Adorei meu porta-retrato!!! Que menina talentosa!
    Mais uma vez, agradeço a oportunidade.
    Também sou sua fã!!!
    Bjs
    Tânia

  2. Laura Fuentes disse:

    Mais um ponto prá literatura infanto-juvenil. Gostosa a entrevista e linda a dobradura. Tudo com carinho e capricho, suas marcas registradas , Tereza

  3. Marcelo Maluf disse:

    Adorei a entrevista! Sou fã da Tereza e da Tânia;de quem tenho a honra de ser primo!
    Abraços e parabéns para as duas!
    Marcelo

  4. Sônia Barros disse:

    Oi, Tereza!
    Parabéns pelo site e pela entrevista com a Tânia. Adorei!
    Um beijo pras duas!
    Sônia

  5. BEATRIZ BASSO DE SOUZA disse:

    ola gostei muito

  6. Tamiris disse:

    preciso muito do e-mail da tania para fazer uma entrevista de escola… por favor quem souber me passa? é urgente ! mutissimo obrigada

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