Guerra e Paz, de Portinari]

Que trabalho magnífico. A concepção, os detalhes e os rascunhos. Uma obra-prima! Fiquei maravilhada.

Até até 21 de abril, não percam! Para saber mais sobre a exposição, clique aqui.

[ Exposição Coletiva - agora em São Paulo! ]

Arte Postal – Os Livros
Projeto de Constança Lucas

De 1 de março a 31 de março de 2012
Galeria Gravura Brasileira
Rua Dr. Franco da Rocha, 61 – Perdizes
São Paulo – Brasil

Folha de São Paulo: Mostra tenta revigorar arte postal no BrasilMário Moreira e  ABCD Maior.

Uns dos meus postais está aqui no cantito esquerdo da foto, rs.

Certificado de participação

[ Adoro a Revista Emília! ]

Estou adorando ler a Revista Emília, principalmente os artigos, tento ler um artigo por dia. Como é bom ler uma revista especializada, com profissionais competentes, sensíveis e engajados. Recomendo.

Dica: 

Como escolher boa leitura para crianças? Yolanda Reyes

Quem são e do que eles gostam. O que eles nos dizem todos os dias – e o mais importante: o que eles não nos dizem. O que os faz perder o sono e o que os faz sonhar. De que brincam e com que brincam, com que se divertem, o que os faz chorar. O que sentem com os livros que vêm em casa, na biblioteca, na livraria, ou na sala de aula. Quais eles preferem. Eles podem ser totalmente distintos mesmo sendo gêmeos ou sentados numa mesma carteira. Nenhum especialista sabe o que você sabe sobre essa criança concreta que espera aquele livro em particular, em um momento preciso de sua vida. Confie na sua sabedoria instintiva. Seus próprios filhos são o seu primeiro texto de leitura.

[ Mini-entrevista 3 em 1 (nome sugerido pela Teresa, rs), direto de São Paulo ]

Teresa, minha xará, pertence a um trio de ilustradores, o Douglas Galindo Estúdio, que é formado por ela, pelo Douglas (maridão) e pela linda filha, a Raquel, que também adora ilustrar. Família nota 10!

Eu a conheci por intermédio de outra ilustradora, a Lúcia Brandão, que será a segunda entrevistada do ano.

A Teresa adora a técnica de aquarela, ela já ilustrou muitos livros didáticos e infantojuvenis para diversas editoras.

As aquarelas abaixo, tão delicadas, não são lindas?

Depois dessas belas ilustrações, confiram a cativante mini-entrevista com essa família muito especial. Douglas, Teresa e Raquel, arigatô e abraços triplicados!

O que levou vocês a se dedicarem às ilustrações de livros infantojuvenis e didáticos?

D: Eu já trabalhava com layouts e ilustrações publicitárias, quando no plano Collor (lembram da década de 90?) fui impulsionado compulsoriamente a ilustrar livros didáticos, era um dos poucos segmentos que contavam com verba do governo, e embora na época os grandes ilustradores não o considerassem, essa foi uma saída para nós, que se tornou definitiva. Quanto aos livros infantojuvenis, sempre que possível permitem uma liberdade interpretativa e técnica que nos seduz.

T. Apesar de sonhar em ilustrar livros infantojuvenis, trabalhava na área publicitária. Quando começamos a trabalhar com didáticos tivemos a oportunidade de experimentar os paradidáticos e alguns literários. Toda essa experiência nos levou a ter contato com diversas linguagens e a ver o livro como um todo.

R. Crescer observando meus pais ilustrando materiais didáticos foi um dos maiores motivadores a me dedicar a esta área de ilustrações. Quando na escola pegava um livro que tinha uma ilustração deles, era muito bacana!

“Eu me considero antes uma consumidora do que uma produtora de literatura infantil.” Partindo dessa sua afirmação, qual a sua opinião, como ilustradora, sobre a literatura infantojuvenil contemporânea?

D. Em nossa casa sempre foi comum o convívio com livros, para um artista visual, é uma tentação. Neste momento, vivemos uma situação onde o volume e o acesso às informações é algo tremendo, há um avanço e devemos investir em transmitir valores melhores, quer em texto, quer em imagens.

T. Essa afirmação é minha, rs… A minha relação com livros infantis vem de berço, uma convivência com imagens, o ouvir e o ler, o fazer. Minha maior diversão é ler, e se tem imagens bonitas… preciso adquirir, ter para mim, rs! Então, o desenhar vem em segundo lugar. Sempre tive contato com muita publicação japonesa, os quais foram meus referenciais. Vejo hoje que as publicações infantojuvenis são uma festa em termos de imagens, ritmo, musicalidade, e os conteúdos psico-pedagógicos, interlinguísticos, que são características atuais, permeando os conteúdos de forma encantadora… formando novas gerações com ousadia e inteligência!

R. Estar atualizada sobre assuntos que o público-alvo está interessado facilita muito na hora de fazermos o nosso trabalho. Hoje as coisas mudam muito e muito rápido e por isso considero importante sabermos o que há de novo. [T: Eu admiro, através da Raquel, como a nova geração capta com tanta rapidez tanto a técnica como a qualidade visual que se apresentam nas novas mídias!]

Vocês acham que há preconceito contra a literatura infantojuvenil e os livros didáticos? E qual a opinião de vocês sobre HQs e mangás, sabendo da admiração de vocês por estas outras mídias?

D. Os livros didáticos têm uma vida útil de um ano praticamente, uma boa literatura deveria se tornar eterna. As HQs são um capítulo à parte, uma paixão antiga, veja entrevista sobre HQ de cerca de 30 anos atrás.

T. Eu creio que hoje há muito mais autores que se dedicam à LIJ devido a muitos pioneiros que deixaram marcas importantes tanto no texto como nas imagens. Já somos gerações que cresceram reconhecendo a importância deles na sua própria formação. Os didáticos vêm para cumprir uma função, são mais focados na formação institucionalizada, isso talvez suscite críticas pela discussão sobre o ensino no país.

Acredito que os HQs tiveram maior força no tempo anterior à internet e animês, mas sempre foram tidos como arte menor, marginal, ainda que muito populares.

Nós somos uma geração que cresceu com livros ilustrados, didáticos, HQs e mangás. Meus filhos, entre animês e internet. Vejo que todas as mídias passaram por um período de desconfiança e depois de massificação, com produtos bons e maus.

R. Acredito que hoje temos uma variedade muito maior de LIJ, inclusive os HQs e mangás, do que no tempo de meus pais.

Teresa, na entrevista para o Nelson Albissú (Vice&Versa janeiro), para a Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil do estado de São Paulo, você comentou que realizou o seu sonho de ilustrar livros infantis. Aqui fica uma curiosidade: você nunca sonhou em escrever e ilustrar um livro infantil de sua autoria?

T. Inicialmente era suficiente desenhar, pois não tenho habilidade de contar histórias. Com o tempo foi crescendo em mim desejo de desenvolver projetos autorais, projetos que envolvam todos os conhecimentos que temos adquirido até agora. Sou ligada à igreja cristã e vejo a necessidade de materiais de boa qualidade, com linguagem contemporânea. Acho que está chegando a hora de colocar no papel…

Você já trabalhou a quatro mãos, com seu marido Douglas. Agora vocês trabalham a seis mãos, com sua filha Raquel, mantendo o Estúdio Douglas Galindo. Fica uma dúvida, há conflitos de geração?

D. Quando unimos mais de uma pessoa, há que se aprender a ouvir, argumentar seus pontos de vista, prática e seguramente, sem levar para o nível pessoal as críticas, sabendo que ninguém tem toda a verdade e que um trabalho que se desenvolve em equipe é mais maduro. Se você consegue enxergar os benefícios, fica mais fácil nos momentos de divergência. Também é importante querer realizar o melhor com o que se tem, em outras palavras, esforçar-se mas sem ser perfeccionista. Em todo caso, sem “testar” seus argumentos, como ter certeza que estamos de fato realizando algo relevante?

R. Eu acho muito interessante essa diversidade de opiniões, experiências e talentos. Nós sempre nos demos muito bem como família, tentamos superar todas as dificuldades unidos, estes valores são passados também quando estamos em trabalho. Aprender a ter uma rotina definida, a separação de atividades e obrigações, entender que seus pais são seus chefes, tudo isso é muito novo e, de certa forma, divertido. Particularmente, é uma experiência muito gratificante trabalhar com a minha família, pois eu os amo muito. Quando trabalhamos com pessoas que gostamos, tudo se torna muito mais gratificante e os momentos de tensão passam muito rapidamente.

T. Tereza, agradecemos essa oportunidade de falarmos sobre o nosso estúdio permitindo a participação dos três, afinal trabalhamos juntos, rs… para nós foi uma experiência deliciosa!

[ Douglas Galindo]  publicitário e ilustrador, nascido em 10/09/59, casado com Teresa há 27 anos, pai da Raquel e do Douglinhas. Experiência Profissional  Estúdio Douglas Galindo: designer de projetos e ilustrador – atual. Trabalhou como chefe de arte, diretor de arte, ilustrador e designer de projetos, em diversas agências, entre elas:  Motivation & Co. Ilustrações e Serviços Artísticos  Incentive House, do Grupo Ticket. Formação Escolar • Comunicação Social, especializado em Publicidade e Promoção  IMS – Instittuto Metodista de Ensino Superior – 1982. Cursos  Técnicas básicas em Macintosh – Pacote Adobe • Desenho com Luís Gê e Renato Campello  Desenho Artístico e Publicitário – Pro-Tec. Outras Atividades • HQ do Capitão 7 (desenhista)  Criação e desenvolvimento das caixas do Mclanche Feliz.

[Teresa Senda Galindo] Ilustradora editorial, nascida em 24/03/56. Experiência Profissional Estúdio Douglas Galindo: ilustradora de livros infantojuvenis – atual  Motivation & Co.  Editora Abril InfantoJuvenis Formação Escolar  Faculdade de Belas Artes de São Paulo – Ed. Artística, Desenho e Artes Plásticas.

A Teresa mantém o facebook: http://www.facebook.com/teresasendagalindo

Eles mantém o site: http://douglasgalindo.daportfolio.com/

[Raquel Senda Galindo]  Ilustradora digital, filha do Douglas e da Teresa, nascida em 27/06/1989. Experiência Profissional  Estúdio Douglas Galindo: assistente de ilustrações, desde 2010.  Motivation & Co. Formação Escolar • Centro Universitário São Camilo: Administração de Empresas. Conclusão em 2013.

Mantém o site:  http://raquelsgalindo.daportfolio.com/gallery/575199

 [ Cativante, recomendo! ]

Uma animação profundamente sensível da vida que os livros ganham e carregam. Vida e leitura transitam juntos atravessando a existência daqueles que lidam com eles e os deixam pousar em si mesmos e que se encantam em lhes dar vida, seja pela leitura ou pela escrita.

 

“A book is a present you can open again and again.”
Anonymous

[ Décimo segundo Booktrailer ]



Hoje, segunda-feira, estou  divulgando o décimo booktrailer, agora de meu livro de estreia individual. Os outros eu escrevi em parceria com o Luiz Bras. O romance Troca de Pele nasceu graças ao apoio da Secretaria da Cultura de São Paulo, prêmio PAC de literatura de 2007, e foi publicado em 2009 pela editora Hedra, com ilustrações de Marcelo Pitel.

Estou feliz com o resultado de nossa divulgação on-line. Muitas pessoas gostaram dos booktrailers, e assim muitas outras pessoas poderão conhecer os nossos livros de uma forma divertida e musical.

Mas, mudando de assunto… Estamos chegando à reta final de mais um projeto infantil: o nosso novo livro, A menina vermelha, com ilustrações do João Lin, que sairá pelo selo Amarilys, da Editora Manole, está na fase de revisão, muito legal! Creio que logo poderemos divulgar seu booktrailer, o décimo terceiro. Foi a partir desse livro que resolvi aprender a usar esta nova mídia para divulgar os nossos rebentos. Aguardem!

[ Obras e mais obras ]

Ontem eu vi essa foto no facebook, e vi que muitos artistas já enviaram a sua obra. O estúdio da UNESP está ficando com uma parede muito bonita e colorida!

A minha tela eu já mandei, pena que não saiu na foto, mas deve estar por lá, rs.

colagem e origami

[Que artista plástico sou eu?]


Estou pensando em participar… Abaixo, o regulamento do projeto do Oscar, da UNESP. Ainda estou preparando uma tela. Pergunta enigmática: 
Que artista plástica sou eu?”. Nunca tinha me questionado. Refletindo sobre isso, eu descobri que sou uma artista gráfica. Amo o papel e o computador. Sou fascinada por colagens (confira yamashitadigital.arts), mesmo sendo digitais. Adoro o origami (confira origami by Tereza Yamashita) e a sua geometria, a matemática pura transformada em dobras, e por final adoro as palavras. O que não consigo colocar no papel em forma de imagem, eu coloco nas histórias infantis e nos meus booktrailers. O meu lado artístico também se reflete nos meus projetos gráficos, em livros de literatura e em livros didáticos (capas e miolos). Enfim, a arte se relaciona com tudo: com o mundo, com as ciências e a literatura. Outro dia ouvi uma frase que adorei (sempre comento aqui, que adoro frases). Eu as coleciono em um lindo caderno, com uma capa de couro que me presentei há anos. Nele eu copio as frases de que mais gosto com uma caneta-tinteiro. Esta frase irá para o caderno, com certeza: “O conhecimento é irresistível” (autor desconhecido).

[Sobre o projeto]

Em 8 de maio o Brasil comemora o Dia do Artista Plástico. Para lembrar a data em 2012, a Unesp está convocando artistas plásticos de todo o país e do exterior para enviarem à Universidade obras de 18×24 cm com o tema Que artista plástico sou eu?.

Começaram a ser recebidos a partir de 28/06 trabalhos de qualquer tipo de estilo ou tendência. O projeto, idealizado pelo crítico de arte Oscar D’Ambrosio, com apoio do Acervo de Artes Visuais da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), Câmpus de Bauru, procura reunir todas as obras recebidas num único grande painel na Reitoria que poderá vir a ser um dos maiores do mundo feito com essas características.

Cada artista poderá utilizar o suporte, no tamanho estabelecido, da maneira que achar melhor. O conceito é refletir sobre uma profissão rica em abrangências e possibilidades.

A exposição será inaugurada em 8 de maio de 2012, em São Paulo, na Reitoria, com encerramento previsto para 28 de junho, data de realização do Conselho Universitário da Unesp, órgão máximo da instituição. À medida que os trabalhos forem chegando, porém, serão fotografados e catalogados, com divulgação pública dos doadores pelo Portal Unesp.

Cada artista receberá um certificado de participação, a ser entregue logo após o recebimento da doação. No dia do encerramento da exposição, haverá um sorteio, e cada pessoa que colaborou com o painel levará um trabalho para casa, socializando a recuperação da função social do artista plástico: a de chegar à residência das pessoas.

Os trabalhos serão numerados e recebidos na Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp, em São Paulo (SP), na Rua Quirino de Andrade, 215 – 4º andar, CEP 01049-010.

Antes de integrarem o painel, as obras serão expostas provisoriamente no estúdio da Rádio Unesp (entrevista com Tereza e Luiz Bras número 19) na Reitoria.

Elas também poderão ser enviadas para a vice-diretoria da Faac, Câmpus de Bauru: Avenida Engenheiro Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01, Vargem Limpa, Bauru (SP), CEP 17.033-360.

Oscar D’Ambrosio


Jornalista, mestre em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica – Seção Brasil), a Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e a União Brasileira de Escritores (UBE). Bacharel em Letras (Português e Inglês), é coordenador de imprensa da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp, pós-graduado em Literatura Dramática (ECA-USP) e publicou, entre outros, Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora Unesp) e Mito e símbolos em Macunaíma (Editora Selinunte). Escreveu para a Coleção Contando a arte de…, da Editora Noovha América, livros sobre os artistas plásticos Adelio Sarro, CACosta, Claudio Tozzi, Jocelino Soares, Maroubo, Ranchinho, Peticov e Waldomiro de Deus.

[ A importância do origami nas artes ]

A importância do origami nas artes

Origami é a arte japonesa de dobrar o papel.

ORI = Derivado de ORU, verbo DOBRAR, em japonês
KAMI = PAPEL, em japonês

Associando as duas palavras, a sua pronúncia fica:

ORI + KAMI = ORIGAMI

O origami está em minha vida deste quando eu ainda era uma meninina bochechuda, uma típica menina de mangá, não que eu tenha mudado muito, rs.

Graças ao meu pai que me ensinou a dobrar o tsuru, um grou, ave simbolo da longevidade e da paz, para os japoneses.

Aprender a dobrar um tsuru é como aprender a andar de bicicleta. Mesmo depois de muitos anos sem dobrar ou pedalar, você nunca esquece como fazê-lo. No ínício você patina, mas depois flui suavemente.

Durante séculos não existiram instruções para criar os modelos de origami, pois eram transmitidas verbalmente de geração em geração, e desde a invenção do papel na China (em 110 d.C., por Ts’ai Lun, um oficial da corte, que obteve a primeira folha, possivelmente triturando água com retalhos de seda, cascas de madeira e restos de rede de pescar), a arte da dobradura vem sendo divulgada, criticada, amada, odiada e desenvolvida.

O origami é um paradoxo, ou você ama ou você odeia. Para muitos o origami não passa de uma arte de imitação, uma arte para crianças.

Aqui eu gostaria de fazer uma pergunta:

Será que existe uma diferença entre um dobrador e um origamista?

Para mim existe e é uma diferença parecida entre o artesão e o artista.

O artesão raramente concebe uma peça de arte, pois uma peça artesanal é repetida infindáveis vezes.  Já um artista, ao conceber sua peça, considera-a ímpar e portanto não passível de repetição.

Um dobrador (a pessoa que repete as dobras de um diagrama), por mais perfeitas que sejam as suas dobras, é como um artesão. Ele pode repetir as dobras infindáveis vezes, cada vez mais perfeitas que antes, mas isto não fará com que a peça seja dele, ele nunca será o criador dessa peça.

Um origamista, ao pensar, criar as dobras, calcular ângulos, simetrias e junções, tem a sensação de estar em um domínio nunca percorrido antes. Ele nunca tem certeza se aquela dobra é a que deixará sa sua peça perfeita. É o momento da criação. E esta sensação nenhum dobrador tem ao reproduzir os diagramas.

Não desmerecendo quem apenas seja um dobrador, pois o origami é a arte da paciência, da observação e da delicadeza. Mas o criador/origamista eu diria que é um mestre, um artista.

Tomoko Fuse é uma dessas artistas, e uma frase dela que percorre o mundo:

“Todo origami começa quando colocamos as mãos em movimento. Há uma grande diferença entre compreender alguma coisa através da mente e conhecer a mesma coisa através do tato.”

Eu ainda me considero apenas um divulgadora da arte do origami, eu sei dobrar algumas peças, não criei nenhum diagrama ou uma CP exclusivo.

Estou tentando através do origami encontrar o meu caminho para as artes.

E desse modo venho caminhando devagar para quebrar com o preconceito existente com o origami, mas creio que atualmente, o origami já mantém certo status de arte, e está sendo reconhecido. Museus e galerias têm cada vez mais elevado o origami à categoria de escultura contemporânea.

A grande divisão entre a antiga dobragem do papel e a nova surgiu em cerca de 1950, quando o trabalho de Akira Yoshizawa se tornou conhecido.

Foi Yoshizawa quem criou a idéia da dobragem criativa (Sasaku Origami) e inventou todo um conjunto de métodos que nada deviam ao origamis tradicionais mais antigos, permitindo dobrar uma série de animais e pássaros.

Yoshizawa foi o precursor da técnica do wet-folding, ou seja, dobrar o papel úmido, para se criar um volume e formas mais harmoniosas em seus modelos.

Esse processo foi um passo importante para que o Origami deixasse de ser conhecido apenas como uma brincadeira de criança e se tornasse uma arte reconhecida.

Em 1980, o japonês Jun Maekawa e o americano Peter Engel, que estudaram separadamente um do outro os aspectos geométricos de dobrar papel, e acabaram desenvolvendo o chamado origami complexo.

Os origamistas geométricos (físicos, matemáticos e arquitetos) descobriram que no ato de dobrar o papel além da atividade artesanal, criativa e artística, nela é encontrado o fenômeno de precisão matemática.

Quando fazemos origamis, obedecemos há vários princípios matemáticos formados por axiomas.

Em 1893, Tandalam Sundara Row publicou na Índia, o livro Geometric Exercises in paper folding (Exercícios geométricos na dobradura de papel).

Entre os teóricos mais conhecidos e atuais está o engenheiro Robert J. Lang que criou um programa de computação, o TreeMaker para projetar a construção de origamis com a precisão matemática. O origami sendo compartilhado com a informática.

Acredita-se que no Brasil a arte do Origami foi introduzida de duas maneiras: uma através de nosso país vizinho, a Argentina que possui muita influência da cultura espanhola (Miguel de Unamuno) e a outra, através dos imigrantes japoneses que aqui vieram, a partir de 1908, para trabalharem na agricultura.

Pois bem, depois de todas estas descobertas, revoluções e evoluções do origami, creio que não há dúvida que o origami não é apenas uma brincadeira de criança, e que o origami tenha grande importância nas artes.

Artistas, designers de objetos, de moda e de jóias, publicitários, arquitetos, engenheiros, físicos e matemáticos, também estão se rendendo e utilizando as técnicas do origami em suas criações. Podemos concluir que o origami pode ser usado de várias maneiras, desde o modo mais simples em confecções de artesanato até para construções de casas, monumentos e esculturas.

Em minhas oficinas, tenho ensinado não apenas a parte prática, o que a maioria das pessoas procuram, mas quero suscitar a curiosidade dos meus oficinandos para que conheçam melhor a história, a origem e o desenvolvimento do origami que é muito instigante e esclarecedor.

Existem muitos livros, artigos, monografias a respeito do origami e muitos sites na internet que divulgam esta milenar arte da dobradura de papel.

Aqui eu gostaria de acrescentar uma curiosidade para finalizar:

Uma gravura na edição de 1490, do livro Tractatus de Sphaera (Tratado sobre a Esfera), escrito pelo monge e astrônomo inglês Johannes Sacrobosco. O livro é um tratado de astronomia geocêntrica, e foi um livro muito utilizado em universidades européias ao final da Idade Média, até o advento do modelo heliocêntrico de Copêrnico, no século XVI.

Na gravura podemos ver um eclipse solar com a Terra ao centro, recebendo a sombra da Lua. Na Terra, o artista representou uma vila à beira do mar, e sobre este, dois barquinhos. O maior deles, particularmente se assemelha muito ao clássico barquinho de papel que todos aprendemos a dobrar quando crianças.

Não há como confirmar se a ilustração é realmente a de um barquinho de papel. Admitindo que seja, então seria a ilustração mais antiga de um modelo de papel, anterior ainda às primeiras aparições do origami em documentos japoneses — a menção mais antiga ao origami no Japão é de um poema de 1680, e as primeiras ilustrações de modelos, nas gravuras Ranma Zushiki, são de 1734. Há controrvérsias, mas estas são os documentos mais antigos encontrados sobre o origami, sendo assim, dizem que o Japão é o berço do origami.

Este fato, não temos como comprovar, mas indica que a dobradura de papel é uma arte milenar, e que ela perdura até os dias atuais, por ser criativa e desafiadora.

Tereza Yamashita

Jum Nakao – moda

[ Ilustrações ]

Tinha feito esta outra ilustra para UNA LINEA POR EL MUNDO, e depois fiz a dos tsurus. Achei que tinha mais a ver com o tema, rs. PAZ e LONGEVIDADE para o mundo!

Outro dia eu encontrei essa resposta para a pergunta abaixo, e concordo plenamente.
Quais os benefícios de se fazer origami? por Lucas Guesser.
Essa é uma pergunta que já tive que responder várias vezes – o que é bom, pois esta é uma ótima forma de mostrar às pessoas que origami não é algo inútil ou sem sentido, como muitos ainda imaginam. A atividade de criar dobrando papéis age nas pessoas através de vários níveis, sendo um recurso que pode ser vastamente explorado. Baseado em minhas próprias experiências com papel e em relatos de muitas outras pessoas que também têm o origami como parte do cotidiano, posso listar vários pontos positivos dessa atividade. Os principais benefícios para quem trabalha com origami estão diretamente ligados aos seguintes pontos, exercitando-os e propiciando seu desenvolvimento:
- Memória;
- Criatividade;
- Raciocínio lógico;
- Percepção visual e espacial;
- Coordenação motora fina;
- Atenção e concentração;
- Alívio de stress e tensões;
- Paciência e tranquilidade;
- Auto-estima.
Veja também: A importância do origami nas artes por Tereza Yamashita.
Para mim, dobrar é como devanear. Esqueço dos problemas e do mundo, e só me concentro nas dobras, nas cores e nas texturas dos papéis, e principalmente na forma geométrica.
Adoro presentear os amigos com elas, desejando PAZ e LONGEVIDADE com os tsurus. Pensar na cor e na forma que vou utilizar, e escolher a caixinha/latinha. É um grande prazer! Adoro divulgar esta arte milenar.
Abaixo novas latinhas surpresa para o Natal, rs.

[ Ultima semana, não percam! Até domingo, dia 12 de fevereiro]

Repórter Eco – Tv Cultura

Meus tsurus, na parte inferior da parede , rs

 

Tsurus voando pela Matilha Cultural

Fotos no facebook! Confiram aqui.

Nova exposição de que irei participar: Passarinho na gaiola não canta, lamenta, sob a curadoria da ilustradora Lúcia Brandão e pela ANDA. Exposição paralela à IlUSTRABRASIL!8, São Paulo, sob a curadoria da SIB, feras da ilustração!

Estou levando os meus tsurus!


Projeto de origami para a exposição: 

PASSARINHO NA GAIOLA NÃO CANTA, LAMENTA

Título: Disparo de mil tsurus – a magia do origami

Técnica: (origami: ori = dobrar + kami = papel)

Material utilizado: galhos, papel importado do Japão para dobradura, uma cápsulade bala vazia de tanque de guerra de 1949

Dimensão: tamanho aproximado de 150 cm de altura por 100 cm de largura

Ano: 2011

Autora: Tereza Yamashita

Confeccionei mil tsurus, em homenagem à história da Sadako e à lenda do semba tsurus (1). Agrupei 5 tsurus, formando uma estrela/flor, assim eu consegui diminuir a quantidade de itens, ficando com apenas 200 peças. O segundo passo foi encontrar um suporte para os galhos secos de uma árvore. Aí eu tive um insight, me lembrei de uma antiga bala de canhão que ganhei do meu pai, isto há uns vinte anos, rs. Aliás, trata-se de uma cápsula de bala vazia de canhão de tanque de guerra, em metal amarelo, acho que é bronze. Curiosidade: está gravado no fundo, em baixo-relevo, a inscrição: SAM 103 – M3 = FJF – 42 – ANO 1949.

Ideia principal: a peça cria as analogias de paz (tsurus), guerra (bala de canhão) e galhos de uma árvore (vida, arte e liberdade).

Creio que a peça tem tudo a ver com a exposição, que clama pela liberdade dos pássaros aprisionados. Outra analogia: a liberdade das pessoas e a luta contra a opressão dos mais fracos.

(1) Curiosidade: A História de Sadako Sazaki e a lenda do semba tsurus.

Quando a bomba de Hiroshima foi lançada, Sadako Sasaki estava prestes a completar dois anos. Apesar de se encontrar apenas a três quilômetros do ground zero (ponto de impacto), escapou aparentemente ilesa. Na fuga com a mãe e o irmão, foi encharcada pela chuva radioativa que caiu ao longo do dia.

Até aos doze anos, Sadako parecia uma criança saudável. Estudava e brincava como outras crianças e uma das coisas de que mais gostava era de correr. Um dia, durante uma corrida na escola sentiu-se mal e caiu, ficando estendida no chão. Sadako estava com leucemia. Muitas outras crianças de Hiroshima começaram a apresentar os mesmos sintomas decorrentes da radiação provocada pela bomba. Quase todas morriam e Sadako ficou assustada, pois não queria morrer.

Ouvindo falar na lenda do semba tsurus (grou, pássaro que simboliza a longevidade), segundo a qual aquele que dobrar mil grous de origami será curado das suas doenças, Sadako resolveu tentar. Enfraquecida, não teve força para dobrar os mil pássaros, e em 25 de outubro de 1955 faleceu rodeada pela família.

Seus amigos dobraram os tsurus restantes a tempo para seu enterro. Mas eles queriam mais, desejaram pedir por todas as crianças que estavam morrendo em consequência da explosão da Bomba Atômica. Então, formaram um clube e começaram a arrecadar dinheiro para um monumento. Estudantes de mais de três mil escolas no Japão, e de nove outros países contribuíram.  Em cinco de maio de 1958, o Monumento da Paz das Crianças foi inaugurado no parque da Paz de Hiroshima. Todos os anos no Dia da Paz (06/08) pessoas do mundo inteiro enviam tsurus de papel para o Parque. As crianças desejam espalhar ao mundo a mensagem esculpida à base do monumento de Sadako:

Este é nosso grito

Esta é nossa oração:

Paz no mundo

Dessa forma a sua mensagem de Paz está sendo transmitida ao mundo todo através do tsuru que simboliza a PAZ e a LONGEVIDADE.

Veja também uma matéria muito fofa na Ciência Hoje das Crianças On Line, no blogue do Rex.

[ Novo livro da dupla! ]

Aqui está o nosso primeiro booktrailer de 2012, ou melhor, um teaser do nosso novo livro infantil, que será publicado brevemente pela Editora Scipione. Esperamos que esta prévia desperte a curiosidade dos nossos leitores-mirins e, quem sabe, dos leitores grandinhos também, rs! Aguardem, em breve nas melhores livrarias!

Dedicamos este livro

Veja também o booktrailer de outro livro da Scipione, do Luiz Bras, Babel Hotel (indicado ao Jabuti 2010).

[ Confiram o Canal Yamashita, com todos os booktrailers de nossos livros! ]

[ Adoção, um tema delicado ]

Recebemos duas notícias ótimas neste começo de 2012. A primeira: uma venda bacana de nosso livro, publicado pela Saraiva-Atual, A família fermento contra o supervírus de computador. A outra notícia: sobre o nosso novo livro, que será publicado em breve pela Editora Scipione. 

 Capa: Tereza Yamashita sobre ilustração de Bruna Brito, que ilustrou lindamente o livro.

O que estes dois livros têm em comum? Ambos falam sobre adoção.

E hoje acabo de ler uma matéria muito legal sobre adoção, na revista Problemas Brasileiros, número 409, de janeiro/fevereiro de 2012, na seção Família, escrita por Silvia Kochem: Para adotar é preciso amar. Há cerca de 7 mil crianças à espera de adoção no Brasil. Os adotantes  fazem muitas restrições. Confira aqui.

Lígia Pereira e a filha / Foto: Silvia Kochen

A matéria fala principalmente sobre as restrições que os adotantes costumam fazer. Os brasileiros candidatos a adotantes preferem crianças loiras e de olhos azuis, e também acreditam que as meninas dão menos trabalho, e que recém-nascidos não têm passado, o que evita problemas. Outro agravante: no caso de irmãos, a lei se empenha em mantê-los juntos. Mas o pior é o caso da devolução, que ocorre muito por falta de consciência, pelo despreparo e pela pressa de casais adotantes. A criança que já foi colocada para adoção e sofre uma segunda rejeição tem mais dificuldade para superar o trauma.

Mas nem tudo está perdido, muitos casais que adotam uma criança conseguem formar uma família muito feliz. Conheço casais adotantes e tenho amigos que foram adotados, esses e vários exemplos citados na revista provam que a adoção pode dar muito certo. Como diz o título da matéria: Para adotar é preciso amar!  Abaixo uma demonstração desse amor maior, sobre Willian, que foi adotado:

“Aos cinco anos, quando sua professora estava grávida, o garoto disse para sua mãe, durante o banho, eu saí daí, apontando a barriga de Ângela. Ela respondeu: Você não veio da barriga da mamãe, você nasceu do coração da mamãe.”

Há um antigo ditado que diz: Mãe é a que cria! 

A adoção sempre nos cativou, e dessa forma inserimos esse tema tão delicado, mas ao mesmo tempo tão maravilhoso, em nossos livros. Fica aqui a nossa singela homenagem às mães, aos pais e aos seus filhos do coração! E principalmente a todos os profissionais dessa área, que lutam para que milhares de crianças tenham um lar.

Ah, me lembrei de uma fato antigo em nossas vidas. Fazíamos cursos na Associação Palas Athenas, e na época eles estavam construindo uma casa maior para as crianças que um casal, membro da associação, adotara. Nós ainda estávamos na faculdade, aos vinte e poucos anos, e lá fomos nós, contribuir com o mutirão da construção, rs. Acho que a nossa afeição por crianças e por adoção veio de lá. Bons tempos! Arigatô!

[ Personagem principal de nosso novo livro infantil, o Quiuí, dobrado em origami, rs ]

Como vocês sabem, eu adoro origami, e hoje vou colocar aqui dois origamis de cachorrinhos muito fofos. Espero que gostem! Vejam aqui os benefícios do origami. Divirtam-se!

Quiuí sonolento (criação de PAULO JACKSON), dobrado por Tereza Yamashita.

Diagrama

Quiuí sentado (criação de Origami Club), dobrado por Tereza Yamashita.

Diagrama

 [ Quiuí já está aprontando na livraria Martins Fontes ]

Sinopse

Quiuí é um cachorro de estimação como vários outros. Mas, ao nos contar como é a sua vida, descobrimos outra realidade – ou pelo menos uma nova perspectiva dos fatos, observados agora de cima de quatro patas. Assim, podemos acompanhar o dia a dia canino e tudo o que ele tem de mais divertido. Conforme a perspectiva do nosso amigo peludo, os cachorros são donos do próprio nariz. Para lhe fazer companhia, por exemplo, Quiuí possui dois bichinhos de estimação: Pedro e Paula. Como o casal trabalha em casa, os três estão sempre juntos no apartamento. Dono do pedaço, Quiuí come bem, passeia todo dia, dorme e brinca sempre que quer. Quando não recebe atenção ou quando está um pouco entediado, já sabe: é só fazer a maior bagunça em casa que os seus bichinhos Pedro e Paula logo vêm pra perto. Um dia, Quiuí começa a desconfiar do comportamento do casal, até que, no dia do seu aniversário, descobre que a causa do mistério era o seu presente – uma menina! Pedro e Paula adotam uma criança, e Quiuí se sente extremamente feliz com a novidade. E é ele mesmo quem dá o nome à garota: Érica. Ganhei uma menina! é um divertido livro que brinca com as perspectivas e, de uma maneira inusitada, trata de um tema delicado para as crianças, que é a adoção.

Sobre os autores e ilustradora

[ Parabéns, Sansão! ]


Vejam só, dia 28 de fevereiro é o aniversário de nosso gatito! Ele está completando 12 anos! Sansão, como todos já sabem, é o nosso herói. Ele é a fonte de inspiração para os nossos personagens felinos. Nós já o transformamos em personagem de vários livros. Em Nosso gato desbotado ele é o protagonista (ah, ele  também é internacional,  pois o livro foi lançado no México). Em outras histórias ele já teve vários nomes, como Gatino e Chulé, em A poção da vida. Em Bia olhos azuis, ele era o Platão. Nossos personagens felinos sempre são muito legais e simpáticos, mas em A família Fermento contra o supervírus de computador, ele é um vilão, rs.

Mas em outros livros temos outros bichinhos como personagem. Em Pituca e a chuva, temos um ursinho de pano muito fofo. Em Dias incríveis temos vários animais: uma ovelha, um sapo, um coelho e até uma rena. Em A menina vermelha o personagem animal  que aparece na história é o malvado Rex, um tiranossauro. E em nosso último livro, Ganhei uma menina, o personagem é um cachorrinho, o Quiuí.

Ah, quase ia me esquecendo do meu livro solo, Troca de pele, rs. Nele temos um esquilo muito traquina, o Chuinf.

Dessa forma, queremos homenagear todos os animais, pois eles são cativantes, companheiros e traquinas. Vocês não acham?

Link dos booktrailers dos nossos livros.